Era a noite, na verdade madrugada, de domingo mais sombria que Flora já tinha visto. Agora ela corria desesperadamente na floresta localizada atrás da Ufes. Suas mãos frias e temerosas aguardavam o pior. Agora nem Perov, Rafael, Victor, Lorrayna ou Luiza poderiam lhe ajudar. Estava só. Correndo do que parecia ser o seu fim. “Um fim que será o último”, pensou ela.
O cansaço acabou lhe vencendo. Parou exausta em um canto próxima à algumas árvores envelhecidas. Recostou sobre uma das àrvores e esperou durante alguns minutos. Acabou ajoelhando no chão para algo que lhe chamava atenção. Apanhou o objeto que ali brilhava. Finalmente havia encontrado! Havia encontrado a chave que Izáias lhe mostrara e que poderia abrir a caixa de Victor. Mas como foi para ali? De nada adiantava. Todos estavam mortos. Somente ela, Flora, estava ali, nada e ninguém poderia lhe ajudar. As lágrimas logo vieram. Tudo estava perdido. Tudo pelo que havia lutado. Tudo pelo que havia alcançado todo esse tempo. Tudo estava perdido. Sentiu sua presença e baixou os olhos. Tudo ficou escuro...
Sentiu uma mão em sua cabeça. Abriu os olhos. Tudo ficou mais claro. Izáias pedia que ela se levantasse.
- Vamos Flora! Precisamos sair daqui!
- Mas Izáias? Como é...
- Eu consegui fugir. Vim até aqui e vi você correndo. Infelizmente não consegui salvar os outros. Vamos. Ainda não é tarde para salvar Perov, Likan e Amanda, vamos!
- Ainda bem que você está aqui. Vamos então. Estou morrendo de medo.
Flora e Izáias davam a volta pela floresta, em direção aos CT’S. Ela sentiu um calafrio. Chegaram e tudo estava deserto. Andaram até o CT III, onde estavam antes. Viu que a mochila de Perov ainda estava lá, e o celular de Amanda ainda estava em cima da mesa redonda em que estavam conversando. Achou estranho. Izáias parou. Ela continuou um pouco e também parou. ‘Por que Izáias parou?’ pensou ela.
- Ué Izáias...
- Desculpe-me Flora.
Um projétil de agulha saiu da arma na mão de Izáias e atingiu em cheio o pescoço de Flora. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela caiu desnorteada no chão.
Uma mariposa posou nas costas de um mico-leão-dourado que estava acima de Flora.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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