Amanda parecia mais pálida que nunca. Trazia, consigo mesma, marcas de dias difíceis. Suas usuais madeixas rosadas estavam desbotadas e sem vida. Seu robe negro só confirmava o momento pelo o qual estava passando. Amanda Mariano com certeza não era mais a mesma. Dirigiu-se à Perov:
- Perov! Ainda bem que você veio. Achei que morreria aqui, e nós não poderíamos divulgar o que sabemos. Eu me vingarei de todos eles!
- Mas devemos manter a calma. Eles esperam que nós fiquemos nervosos e preocupados. Vamos nos concentrar no nosso objetivo inicial. Descobrir todos os envolvidos no incidente e entregá-los à polícia.
- Verdade. Eu desejo descobrir isso desde que aconteceu.
Flora olhava de Amanda para Perov, de Perov para Likan, incrédula. Eles parecem saber de tudo e de nada ao mesmo tempo. E Amanda, que havia sumido no dia do incidente, só agora foi aparecer. E ela estava muito estranha. O que será que tinha acontecido à ela?
- Mas Amanda, o que aconteceu com você logo após o incidente? Você desapareceu, e nem deixou notícias de onde estava.
- Erhm...deixei sim, mas somente Perov e Victor sabiam onde eu estava este tempo todo. Eles vinham me visitar quase todos os dias, eu não poderia aparecer, não com eles, os suspeitos, atrás de mim e com Likan achando que eu estava envolvida. Likan só se entregou logo depois que descobriu que eu ainda estava viva, quando contei à ele toda a história, e ele, juntamente à mim e ao Perov, resolvemos criar um plano para descobrir sobre os criminosos. Por isso Likan foi preso. Ele sabia que seria solto mais tarde. O que achei ruim no nosso plano foi que os outros morreram por nossa causa. E isso me deixou meio desmotivada. Nunca esquecerei do pessoal da turma.
Após esse breve comentário Perov notou que uma lágrima passava pela face de Amanda.
- Mas com o tempo vamos ter que aceitar o fato.
- Vamos sim. – complementou Perov.
Flora começou a calcular os fatos. Todos a olhavam enquanto ela parecia estar maquinando algo. Sua expressão psicótica começava a reaparecer, e pensou Perov que Flora devia ter um plano em mente. Mas o que?
- Flora. O que aconteceu?
- Perov, lembra-se da caixa que achamos no bolso do Victór?
- Sim. Lembro. Está na minha mochila. – e dizendo isto tirou da bolsa a caixa metálica.
- Pois bem. Pelo que soube, Victór estava mais envolvido do que eu achava. E se ele descobriu esta caixa e quisesse que nós a encontrássemos, escondendo-a em seu bolso?
- Verdade. Mas seria arriscado descobrir o que há dentro. Como vamos abri-la?
- A chave!
- Que chave Flora?
- A chave que Izáias achou. Ele acabou esquecendo de te contar, por causa do estado do Victor.
- Como assim?
- Perov. Só uma dúvida. Você já foi pra Kosovo?
- Hahaha! Nunca! Nem iria. Como assim Kosovo? Pelo que sei foi o Damn que viajou pra Bósnia, e nem é Kosovo. Apesar de ambos serem países da ex-Iugoslávia.
- É que o Izáias nos contou uma história engraçada.
Flora narrou para Perov, Amanda e Likan o caso da família Zämucherstch e o código terciário.
- ...e segundo ele Lorrayna é a ascendente dessa família. E ela era a chave para o mistério todo.
- Estranho ele ter falado Perov ao invés de Damn. Mas enfim. Onde está a chave agora?
- Não sei. Na verdade está com o Izáias.
- Precisamos daquela chave. Pois, eles mataram o Izáias e mais cedo ou mais tarde descobrirão a chave com ele.
- Verdade. Mas como faremos isso?
- Não sei. Temos que colaborar. Todos.
- Mas Perov. Eu mal sei da história toda. No dia do incidente cheguei aqui e soube de poucas coisas.
- Está bem Flora. Vamos te contar o que sabemos. Certo Likan? Certo Amanda?
- Certo. – disseram os dois juntos
- Foi no dia 25 de junho de 2009, que tudo aconteceu. Era a quinta-feira mais fria que teríamos na Ufes...
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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