Declives e Arranjos - "Capítulo 30A – Resolução do Mistério"

on Monday, July 21, 2008
A polícia e os peritos chegaram à Ufes as oito horas da manhã em ponto. Levaram os corpos para o necrotério. Fizeram perguntas à Perov, Amanda, Flora e Bernard, e foi marcado interrogatório para investigar e confirmar o crime. A Ufes foi totalmente interditada. Flora chamou os outros para irem a casa dela depois de passarem em seus lares para discutirem sobre as repercussões do crime. E assim aconteceu.
Perov foi o último a chegar. Flora pediu que ele se sentasse no sofá próximo a Amanda e Bernard. Ela lhes ofereceu suco de beterraba com cenoura, couve, laranja e manjericão.

- Pessoal. Acho que passamos por uma situação muito ruim neste final de semana. Tínhamos que prestar depoimentos sobre o caso, que acabou se desenrolando. Agora temos que aguardar o resultado final das investigações, que segundo o delegado Machintosh, tudo correrá bem. Enfim. Bernard, quer dizer que os ajudantes do Izáias morreram todos? Quer dizer, com sua exceção, é claro.
- Pelo visto sim. Na verdade sabia que era eu, Izáias, Rafael, Juliana, Darshany, quando me encurralaram no banheiro. Eu desconhecia a participação da Racquel. Mas uma coisa me deixou encafifado. De quem eram as ligações que o Izáias recebia de vez em quando?
- Ueh, não seriam da Racquel, por exemplo? Ou da Isabela?
- Não. A Isabela só se envolveu no processo da confecção do veneno da arma. A Racquel...talvez...quando foi matar o Damn. Não sei.
- Pode ser. E você Perov, o que tem a dizer sobre isso?
- Não sei ao certo, mas acho que ainda não estamos a salvo.
- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?


Flora mal acabou de perguntar e começou a se sentir mal. Amanda e Bernard também sentiam o mesmo. Perov ria descontroladamente.

- Hahahaha! Até parece que deixaria vocês viverem depois de acabar com meu plano!
- Mas Perov!
- Envenenei essa gororoba que você chamou de suco.

Aquele seria um fim trágico para os três. Justo Perov estava por trás daquilo tudo? Talvez. Mentira! Vamos recomeçar.

- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?
- Será que o crime foi só isso? Sei lá, vingança, eleições sabotadas?
- Você quer mais Perov? Acho que tudo já se resolveu e você está pirando na bostita.
- Ainda temos a pista da caixa de metal. Não a abrimos desde que a encontramos.
- Verdade. Onde está?
- Na minha mochila. Deixe-me pegar.

Perov tirou da mochila a caixa metalizada e a chave bósnia.

- Preparados?
- Sim.
- Lá vai.

Click! A caixa destrancou-se. Perov abriu-a com cuidado. Dentro havia um lenço vermelho. Algo enrolado. Perov abriu o lenço. Algumas fotos de Lívia fugindo no dia do crime. Uma foto 3x4 da Lívia. Uma bússola angolana. Um pingente azteca e um cordão de prata.

- Essas coisas são da Lívia. – apontou Flora
- Estranho. A Lívia morreu logo depois do incidente. Foi encontrada morta boiando no lago da Ufes. – disse Perov
- Será que ela era a mentora de tudo isso? E Izáias acabou assumindo após sua morte? – perguntou Amanda
- É provável que sim. Por isso da preocupação de Izáias em conseguir que tudo desse certo. Em memória de Lívia. – respondeu Perov
- Mas qual seria o motivo dela, Lívia, participar disto tudo? – perguntou Flora
- Depois que caçoaram dela na aula de língua portuguesa, quando ela cantou a Meleca errada. Ela nunca mais foi a mesma. – Perov
- Verdade. Quando fui encurralado no banheiro vi que ela os acompanhou até a porta. – disse Bernard.
- Francamente. A Lívia...- disse Flora
- Vamos. Temos que levar isto a polícia. – disse Perov
- Vamos mais tarde. Agora estamos muito cansados com isto tudo.
- Está bem. Vamos descansar. Tchau então Flora. Vou-me.
- Eu também vou. – responderam juntos Bernard e Amanda.

Flora os viu indo embora. Agora ligaria para Luiza no hospital para lhe contar sobre a história.
Uma Hiena riu incansavelmente nos arredores da casa de Flora.



*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.

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