Dois anos depois...
Era a segunda noite de domingo mais sombria que Flora já tinha visto. Agora ela corria alegremente pela quadra localizada no novo campus de comunicação social em Jacaraípe. Suas mãos frias e temerosas aguardavam o pior. Agora nem Perov, Bernard ou Amanda poderiam lhe ajudar. Estava só. Correndo do que parecia ser o seu fim. “Um fim que será um dos últimos”, pensou ela.
O cansaço acabou lhe vencendo. Parou exausta em um canto próxima à um canto da quadra. Recostou sobre a grade da quadra e esperou durante alguns minutos. Acabou ajoelhando no chão para algo que lhe chamava atenção. Apanhou o objeto que ali brilhava. Finalmente havia encontrado! Mas de nada adiantava. Todos estavam no refeitório. O jogo de queimada rendeu a Flora boas risadas. No começo do jogo precisava de 10 centavos para comprar um Bauru. E riu quando encontrou a moeda brilhando no chão. As risadas logo vieram. Tudo estava tranqüilo. Tudo pelo que havia lutado. Tudo pelo que havia alcançado todo esse tempo. Tudo estava tranqüilo. Sentiu sua presença e baixou os olhos. Tudo era claro.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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