Declives e Arranjos - "Capítulo 25 – A História de Darshany"

on Saturday, July 19, 2008
Quando se tornou veterana dos calouros turma 2008/1, Darshany já fazia idéia do que lhe aguardava. Calouros com novos ideais e com espírito de revolução. E blá blá blá. E assim se fez. A única exceção, segundo ela, era Izáias, que se encaixa muito bem nos seus objetivos relacionados ao curso. Quase um ano depois do ingresso dos calouros 2008/1 na Ufes, Darshany descobriu uma oportunidade. A de entrar no conselho do DCE. Assim faria uma universidade diferente do que era antes. E isso motivou bastante alguns alunos como Flora, Rafael, Izáias, Carol e Amanda, que viam nos ideais de Darshany um motivo para atualizar o curso. Porém Darshany se mostrou mais ambiciosa do que parecia. Queria algumas regalias que estavam fora de cogitação. Flora e Likan acharam aquilo muito errado. E resolveram se desligar da chapa de Darshany pouco antes das eleições. Flora e Likan eram esperanças de voto para a Chapa. Sua saída representava derrota na certa.
Com tudo em jogo Izáias armou um plano com ela, Darshany, no qual trocariam as urnas logo após a votação. Porém, foram descobertos pelos colegas de classe de Izáias quando saiam do Cemuni V, pela manhã, com a urna falsificada.
Isso rendeu a eles expulsão das eleições. Em todas as eleições.
A fúria que cresceu em Darshany e Izáias foi imensa. Na mesma manhã que foram descobertos, vingariam-se de todos da sala, pois eles destruíram os seus sonhos. Reuniram-se com os outros, quem não aceitasse participar do processo de vingança seria morto. Este era o trato.
Darshany ainda lembrava-se quando estava no CA e Prottyn notou uma movimentação estranha, quando entrou a viu armada até os dentes. Não pensou duas vezes. Esfaqueou-o e lhe disse: “Eu só comecei”. Viu Prottyn andar desnorteado até a sala, onde sangrou em frente aos alunos e caiu no chão, morto. A correria foi geral. Os outros já esperavam o restante da turma para aniquilá-los. As portas do Cemuni V estavam trancadas. Não haveria como os alunos saírem. O plano daria totalmente certo. Os alunos seriam mortos. E eles, Darshany e os outros assassinos, fugiriam sem deixar pistas, pois o Cemuni seria explodido e não sobrariam provas.
Agora Darshany via o plano ir de mal a pior. Sabia que se sobrevivessem, Flora e Perov seriam perigo na certa. A única alternativa seria deixá-los preso na sala até a explosão. O traidor do Bernard também morreria. Likan teve seu fim. A flecha o mataria de qualquer jeito, pois Darshany se encarregou de envenenar a ponta da flecha. Tinha que esperar os outros chegarem para dar uma melhor solução.
Darshany andava em frente as sala 1A e 1B. Empurrou o corpo de Likan para perto da parede. Olhou para seu relógio. Era 4:35. Não havia dormido. Mas amanhã tudo estaria bem. Estaria longe dali. Estaria talvez, se não tivesse sido golpeada na artéria do pescoço. Darshany gritou e caiu sangrando no piso do Cemuni V. Likan, em seu ultimo suspiro, desta vez não é o doce, mas sim suspiro de vida, acertou Darshany com um enorme pedaço de vidraça, que estava no chão, na artéria que pulsava em seu pescoço. Likan fechou os olhos e antes viu que Darshany gritava com os seus olhar para o que parecia ser um adeus mútuo.
Um gambá corria serelepe do lado de fora do Cemuni V.



*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.

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