O Cemuni V parecia muito mais assustador do que nunca. Ao se aproximarem do prédio, Flora, Rafael e Perov sentiram um calafrio nauseante. Ambos procuravam um meio de olhar o seu interior. Mas não daria pelo lado de fora, estava tudo muito imundo e esquecido. Flora deu um de seus ‘pitís’ e disse quase sussurrando:
- E se nós passássemos por cima? A gente poderia escalar as árvores e passar pelo telhado, descer por alguma corda, sei lá.
- Ah, num sei Floritcha. Acho que não daria muito certo. – choramingou Rafael
- Deixa de ser cocozento Hup! Se vamos querer salvar a Luiza e resolver este mistério, teremos que entrar de uma forma ou de outra.
- Concordo com ela Rafael. Mas tipo... vai ser bem arriscado, pois uma vez lá dentro teremos pouco tempo pra sair, o que é bem difícil. Entrar é fácil, mas voltar... – articulou Perov.
- Perov, isso a gente vê depois. Primeiro vamos arrumar algo como umas cordas, cipós, sei lá. Deve haver algo assim por aqui. – Flora disse entusiasmada.
- Está bem. Rafael vamos, ou então pode acontecer algo à Luiza.
- Sim, mas eu não vou entrar, alguém tem que ficar aqui fora vigiando, e o mais indicado para isso sou eu. - disse Rafael
- Certo então Hup. Eu e Perov vamos passar pelas árvores e amarrar alguns cipós, outros a gente deixa com você, ai nos puxa pra fora quando a gente der o sinal.
- Sim Flora. Vamos.
Eles demoraram pouco mais de dez minutos pra conseguirem algumas cordas, cabos e fios, além de cipós, pois a Flora achava mais rústico, e prepararam o ambiente para entrar. Amarraram algumas cabos e fios junto aos cipós nas árvores mais altas, deixaram Rafael com três cordas próximo à escada da entrada sul, e se arranjaram para entrar. Subiram pelas árvores, fizeram uma observação em 360º graus para checar a área. Não notaram nenhum movimento estranho, apenas umas duas senhoras aposentadas passeando com seus cachorrinhos poodle sem graça, próximas à estátua exótica de interação aluno-professor, localizada ao lado do Cemuni V. Flora se pôs em cima do telhado, andou até a caixa d’água com um aspecto que lembrava um fato ocorrido envolvendo ratazanas-gambás, amarrou uma ponta da corda na cintura e outra em volta da caixa d’água e fez uma posição típica de escalar, Perov fazia o mesmo na outra extremidade. Flora começou a descer, pela pilastra do canto do prédio, olhou para cima e viu que parte do sol já se punha. Pensou: “Ainda é tarde de sábado, logo mais tudo estaria resolvido”. Ela viu que Perov estava se preparando para descer. Ainda estava na metade do caminho quando sentiu que a corda não estava mais firme, a vibração da corda lhe mostrava que o nó estava afrouxando, afrouxando, afroux...caiu. Desmaiou antes de chegar ao chão.
Perov desesperou-se. Uma coruja piou assustada ao passar por eles.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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