A destruição do Cemuni V deixou abalados Flora, Perov, Luiza, Bernard e Amanda Rosa. Agora escondiam-se no teatro. Após revistar todo o espaço do teatro, Amanda e Bernard ficaram vigiando as escadas e o Cemuni V. Luiza, Flora e Perov conseguiam objetos e armas para atacar. As armas haviam sido escondidas atrás do palco do teatro. Encontraram por exemplo uma atiradora de flechas, uma espingarda de agulhas para fazer dormir e uma corda pesada.
Estava próximo de amanhecer. Flora chamou-os para fora com as armas. O Cemuni V, ou o que restara dele, tinha uma imagem muito macabra. Notaram um movimento atrás do Cemuni. Olharam bem e perceberam que poderia ser mais um dos suspeitos.
- Bernard. Você o reconhece?
- Não sei ao certo. De todos eu só conhecia quatro. Racquel, Rafael, Izáias e eu mesmo.
Flora então sabia. Eram seis. Rafael, ela não acreditava naquilo. Ele havia morrido. Racquel também. Izáias estava à procura de Lorrayna. Bernard agora lhes ajudava. Quem seriam os outros dois? Teria que descobrir.
- Olhem! É o Zé! – exclamou-se Luiza
- E lá também, próxima à entrada da Ufes. A Juliana. – observou Amanda
- O que será que fazem aqui? – perguntou Perov
Juliana acenou para o Zé. Ele veio ao seu encontro decidido. Ao chegar em frente ao Cemuni destruído, Zé atacou Juliana com uma tora de madeira. Juliana caiu no chão desesperada.
- Vejam. O Zé vai matar a Juls. – disse Luiza – Vou ajudá-la.
- Luiza!
Luiza desceu correndo as escadas. Levou consigo a atiradeira de flechas envenenadas. Chegou ao pé da escada, mirou no Zé, que caiu para trás com a mão no estômago, aonde foi atingido. Luiza chegou perto, ajudou Juliana a levantar. Zé murmurava algumas palavras:
-...Ohr...Luiza o que você fez...Ela está mentindo. Ela é uma assassina.
Em um movimento rápido Juliana virou a atiradora para Luiza e apertou. A flecha saiu da arma, ainda na mão de Luiza, e atingiu-a em cheio no braço. Luiza caiu de dor no chão. Sabia que morreria envenenada mais cedo ou mais tarde.
- Mas Juls...Você?
- Eu mesma. Cansei de ser chamada de Branca de Neve. Que ridículo! Pensa que não me lembro de todos caçoando de mim naquela apresentação de rádio? Você, ao invés de me apoiar...saiu com aqueles mequetrefes. Oh Luiza. Em pensar que acreditei em sua amizade.
- Mas Juls eu a tinha como grande amiga.
- Mas não a melhor. Você sempre considerou Lorrayna, a tosca, como melhor.
- Mas Lorrayna é como se fosse minha irmã.
- É disso que eu estou falando! Lorrayna não liga para você! Ela está ajudando o Izáias!
- Como?
- É Sim. Ela é uma espécime de informante.
- Impossível.
- Bem possível. Eu também ajudo-o. Agora vou matar os outros. Mas primeiro preciso ter certeza de que você estará morta.
- Não!!!
Apontou a atiradeira para a cabeça de Luiza. Que gritava assustadoramente. Engatilhou. Este era o fim de Luiza. Não por enquanto. Juliana foi atingida na nuca por uma flecha envenenada. Caiu no chão. Morta agora. Com a arma ainda na direção horizontal à antiga posição do pescoço de Juliana estava Perov. Que parecia muito nervoso.
- Desculpe por demorar Luiza. Precisamos chamar uma ambulância. Você e o Zé estão muito feridos e precisam ser atendidos antes que o veneno comece a fazer efeito.
Perov pediu a Amanda que chamasse uma ambulância. Enquanto isso escondiam o corpo de Juliana nos destroços do Cemuni V. Zé estava desacordado, mas vivo. Luiza segurava seu braço atingido, que sangrava e doía. 5 minutos depois a ambulância do SAMU apontou na entrada da Ufes. Entraram. Os Para-médicos fizeram algumas perguntas de praxe e levaram Luiza e Zé para o hospital. Agora, segundo Flora, todos estavam descobertos. Somente Izáias estava desaparecido.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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