Declives e Arranjos - "Capítulo 15 – Planetário, Onde Todo o Mistério Começa a se Revelar"

on Tuesday, July 15, 2008
A fuga do teatro por Perov, Lorrayna e Vanessa, levavam-nos ao Planetário. Ao passar pelo lago, Vanessa sentiu-se tonta e lembrou de coisas. Alguém os seguiria até ali. Mas quem? Não queria pagar pra ver. Por isso não comentou com Perov e Lorrayna. Chegaram à escada de madeira do lado de fora no observatório. Estava tudo muito escuro e não havia ninguém ali há horas. Perov foi primeiro e segui orientações de Vanessa, que dizia que deviam entrar cautelosamente no planetário pela porta lateral esquerda. E o fizeram. A porta estava trancada e Perov achou melhor forçá-la a abrir. Conseguiu abrir facilmente. Entraram então os três. Vanessa agora os guiava até onde disse que encontrariam as pistas. Em uma sala que havia sido desativada alguns meses depois do incidente. Era uma sala muito empoeirada. Tinha algumas vassouras e equipamentos de informática visivelmente danificados. Vanessa foi direto onde havia visto a caixa. Pegou-a. A caixa não era tão grande, e estava leve. Vanessa entregou a caixa a Perov. Após isso Perov procurava alguma luz para que pudesse acender. Achou um interruptor na parede fora da sala imunda. Ligou. A luz quase os cegou. O corredor onde se localizava a sala ficou todo iluminado. O restante das salas estavam escuras, inclusive a recepção. Perov abaixou e colocou a caixa no chão. Abriu a caixa enquanto Vanessa e Lorrayna observavam-no. Tirou de dentro um envelope vermelho e outro verde. Dentro do vermelho haviam algumas fotografias, que ele ajeitou-as no chão, emparelhadas. Da direita para a esquerda viam-se nas fotografias: Amanda Rosa, Carol Cakis, Rafael Moura, Silvia Hot, Marcel, Eduardo, Amanda Azteca, Tiago, Lívia, Rebeca, Plínio, Paulo, Rogério e Izabel. No envelope verde também haviam fotografias, que foram também dispostas no chão e na ordem da esquerda para a direita viam-se: Perov, Flora, Rafael Hup, Luiza, Rubiana, Vanessa, Izáias, Paula, Juliana, Toin, Amanda Rosa, Victor, Weslei, Damniel, Bernard, Samantha, Zé Eduardo, Isabela, e uma foto com a turma no primeiro período, no 1º sarau de comunicação.
Perov começava a compreender.

- Hum...Agora tudo está ficando mais claro.
- Como assim Perov? – perguntou Vanessa
- É que no envelope vermelho, pelo que sabemos, são as pessoas que morreram no incidente. Com exceção da Amanda Rosa, que está desaparecida. O verde seriam as pessoas que precisavam ser exterminadas por saberem demais. O que acho que aconteceu é que Amanda precisava ser morta, e eles acham que ela está morta, por isso está no envelope vermelho. Ou então ela precisava ser morta e realmente foi morta. Mas o corpo nunca foi encontrado.
- Verdade. Ela nunca nos ligou depois do crime.
- Sim. Outra questão é: a foto da Lorrayna não está em nenhum dos envelopes.

Lorrayna engoliu em seco. Empurrou Perov em cima de Vanessa, desligou o interruptor e fugiu. Tudo muito rápido. Perov agora tinha algumas respostas. E resolveu não perseguí-la por enquanto. Reacendeu a luz. Ajudou Vanessa a se reerguer, apanhou as fotografias e colocou-as na mochila.

- Uai Perov?! De onde você tirou sua mochila. Agora que fui perceber.
- Quando você me contou da primeira vez sobre o planetário fiz questão de deixar a porta aberta e guardar minha mochila aqui. Enfim, tudo está saindo como o esperado. Agora vamos. Temos que encontrar os outros. E Amanda Rosa.

Várias questões permeavam na mente de Vanessa, mas esta não queria encher Perov de perguntas, estava muito cansada para isso. Tinham muitas coisas a resolver.
Agora do lado de fora, dirigiam-se para o Cemuni V. Tinham certeza de que os outros iriam para lá. Estavam do lado do prédio III do CCJE, próximos ao lago. De repente viram na margem algo que lhes chamava atenção. Então se aproximaram. Victor estava inerte. Sua aparência, antes vívida e tranqüila, agora estava temerosa e sem vida.
Vanessa abafou um gritinho. E Perov ficou boquiaberto.
Próxima ao prédio II do CCJE, Lorrayna tentava se esconder, mas ela não via quase nada, estava escuro e muito tarde. Achou estranho a grade do prédio estar aberta. Entrou assustada, ouviu um barulho, olhou para trás e recebeu uma pancada na cabeça. Caiu desacordada no chão.
Uma cobra rastejava próximo ao corpo de Lorrayna às 23:40.



*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.

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