Conseguiram acordar Luiza, que ainda estava grogue, e a colocaram de pé. Perov a segurou de um lado e Amanda do outro. Flora estava próxima a Vanessa e davam cobertura para os três.
Chegaram próximo à porta. Alguém estava a abrindo. E agora? O que fariam?
Bernard abriu a porta, entrou e fechou-a.
- Perov e Flora. Três dos assassinos saíram para procurar Lorrayna.
- Mas como? Lorrayna não é uma assassina?
- Não. Ela é a fiel do segredo. Mas desapareceu há algumas horas. Preciso que vocês se preparem para fugir.
- Mas Bernard, como faremos isso. O Cemuni está todo trancado.
- Não está. Deixe-me explicar como será. Likan ainda está preso. Na sala 1A. Sozinho. Vocês sairão pela porta norte e abrirão a porta com essa chave. – e entregou a chave para Flora
- Mas e o Hup?
- Quem Rafael? Vai me dizer que você anda com ele direto e não sabe a verdade?
- Como assim?
- Rafael é um dos assassinos.
- Impossível!
- É sim. Estão em seis. Izáias, Rafae...
Parou quando ouviu um estrondo.
- Vamos. Temos que sair antes que eles voltem.
- Mas o que está acontecendo?
- O Cemuni vai explodir. Foram colocadas algumas bombas aqui dentro, que explodirão em pouco tempo. Mas me parece que já começaram. E o plano é deixar vocês morrerem aqui na grande explosão. Vamos!
- Gente. Estou chocada. O Hup cara... - Flora parou de falar e soluçou chorando.
Mas sabia que tinha que sair dali. Foram então em direção à sala 1A, abriram-na. Likan estava os esperando. Abriram a porta norte do Cemuni V. Likan foi atingido em cheio no peito por uma flecha. Caiu no chão, sangrando muito. Darshany abaixou sua arma e tirou sua capa, mostrando o grande corte em deu braço, que ainda sangrava. Não pensaram duas vezes. Bernard, Perov e Amanda que seguravam Luiza entraram na sala 1A e Flora e Vanessa na sala 1B.
Darshany gritava freneticamente do lado de fora:
- BERNARD! Traidor! Você também morrerá! Espere e Verá!
Após isso tudo ficou em silêncio. Eles sabiam. Darshany os deixariam trancados ali, pois morreriam com a explosão.
- Mas Bernard, porque a Darshany está no meio disso tudo? – perguntou Perov
- Perov lembra-se? Darshany estava concorrendo em uma das chapas do DCE. Nesta chapa havia ela, Izáias, Likan, Carol, Amanda Freitas, Rafael e Flora. Quando a Flora e Likan resolveram sair das chapas, Izáias sabia. Perderiam muitos votos. E provavelmente não ganhariam. Rafael ficou na chapa para se contrapor à Flora, pois segundo ele esta o traia. Izáias tentou então, junto a Darshany, sabotar as eleições, mas foram descobertos pelo pessoal da sala e assim desclassificados. Resolveram então se vingar. Matariam todos aqueles que esnobaram de seus ideais. A começar por Carol e Amanda, que não aceitaram realizar uma vingança. Depois matariam Flora e Likan, porém conseguiram escapar no dia do incidente. As próximas vítimas seriam as da nossa chapa, eu, você, Amanda Rosa, Weslei, Plínio, Vanessa e Victor. Mas vocês fugiram e somente Weslei e Plínio foram encontrados e mortos. Agora o Victor também. Lorrayna sabia disto desde o começo, mas foi poupada por Izáias que lhe prometeu deixar viva se colaborasse. Descobrindo seus planos. Não a culpem. Ela foi tão
- Interessante. Mas o que o Damn tem a ver com isso tudo?
- O Damn? Como assim?
- Ele também está no meio. Sentimos aquele perfume de Macadame dele.
- Mas o Damn está morto. Rafael o matou.
- Impossível!
- Não. Você sentiu o mesmo perfume dele, pois é o mesmo da pessoa que presenteou ele no final de novembro do ano passado.
- Incrível. Mas como ela?
Perov era incapaz de acreditar. Amanda Rosa entendia tudo até aquele ponto. Quem havia presenteado o Damn com um perfume Macadame?
- De quem vocês estão falando? – questionou Amanda Rosa
- Racquel. – respondeu Bernard
- Racquel?
- É sim. Ela presenteou o Damn com um perfume favorito dela.
- Mas ela também já foi pra Bósnia?
- Parece-me que sim. Ao ser chamada de traíra pelas outras pessoas da sala, guardou tantas mágoas que se juntou a Izáias em seus planos de vingança.
- Gente...Agora tudo começa a fazer sentido. É por isso que o nosso calouro Getúlio morreu misteriosamente quando iria voltar para Governador Valadares. Em que morreu na estação ferroviária.
- Sim. Foi ela mesma. A golpes de facão no banheiro da estação.
- Estou chocada. Que crueldade. Precisamos sair daqui o mais rápido possível. Mas como?
Não sabiam ao certo, mas precisavam ajudar Flora e Vanessa na outra sala. Luiza levantou-se e parecia bem melhor.
Uma taruíra laranja de duas cabeças passava acima do marco da porta.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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