Dois anos depois...
Era a segunda noite de domingo mais sombria que Flora já tinha visto. Agora ela corria alegremente pela quadra localizada no novo campus de comunicação social em Jacaraípe. Suas mãos frias e temerosas aguardavam o pior. Agora nem Perov, Bernard ou Amanda poderiam lhe ajudar. Estava só. Correndo do que parecia ser o seu fim. “Um fim que será um dos últimos”, pensou ela.
O cansaço acabou lhe vencendo. Parou exausta em um canto próxima à um canto da quadra. Recostou sobre a grade da quadra e esperou durante alguns minutos. Acabou ajoelhando no chão para algo que lhe chamava atenção. Apanhou o objeto que ali brilhava. Finalmente havia encontrado! Mas de nada adiantava. Todos estavam no refeitório. O jogo de queimada rendeu a Flora boas risadas. No começo do jogo precisava de 10 centavos para comprar um Bauru. E riu quando encontrou a moeda brilhando no chão. As risadas logo vieram. Tudo estava tranqüilo. Tudo pelo que havia lutado. Tudo pelo que havia alcançado todo esse tempo. Tudo estava tranqüilo. Sentiu sua presença e baixou os olhos. Tudo era claro.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:54 PM
- ...pena. Eu achei que Lorrayna sobreviveria. Estou tão deprimida.
- Eu também. Mas...
- Os assassinos finalmente estão mortos. Isso também é importante. O ruim é que perdemos nossos amigos.
- Perdemos sim. Mas nos recuperaremos com o tempo.
- É isso aí Flora! Até logo.
- Até logo Luiza. Beijitos.
- Beijitos.
Luiza desligou o telefone, desanimada. Lorrayna estava morta. Nada poderia ser feito. Estava pensando nos recentes acontecimentos. Até que foi chamada ao mundo real. Zé entrava pela porta meio desengonçado e meio sem-graça.
- Oi Luiza. Você está bem?
- Estou sim. Desculpe Zé. Eu te acertei em cheio no estômago. Espero que a cirurgia tenha ocorrido bem.
- Correu tudo ok. Não se preocupe. – Zé aproximou-se de Luiza, que estava tranqüila e simpática.
- Sabia que encontraram todos os assassinos mortos?
- Aeh?!
- É sim. Mas morreram Rubiana, Victor, Vanessa, Likan, Lorrayna.
- E Flora, Perov e Amanda?
- Eles estão bem. Conseguiram fugir?
- Como assim fugiram?
- É sim. Fugiram.
- Impossível!
- Por que Zé?
- Nenhum deles poderia ter sobrevivido. Nem mesmo você.
- Quer dizer que.
- Isso Luiza. Eu estou por trás disto tudo. – após dizer isso ele perfurou o cano gás que aquecia o quarto onde estava Luiza. Pois assim a mesma morreria asfixiada.
- Zé! Não! Mas por que?
- Eu amava a Lívia. Quando caçoaram dela na sala nunca mais tive chance de dizer a ela que gostava dela. Ela sempre achava que eu estava gozando da cara dela. No dia do ocorrido ela me disse que sairia do curso, pois gostava de mim mas não sabia se o que eu sentia era verdadeiro. Minha raiva foi tão grande que aproveitei a dor de Izáias e Darshany para chamá-los para uma vingança que seria lembrada para sempre. Mas Izáias e Darshany se saíram pior do que pensei. Disse-lhes para matarem a todos. E eles me falham desta maneira. Terei que fazer tudo sozinho.
- O que quer dizer?
- Matarei você agora e depois aos outros. Um por um.
- Não se eu não deixar.
E num piscar de olhos Luiza tirou do bolso um isqueiro do Hard Rock Café que ela ganhou no verão passado. O gás inflamou. Explodido por inteiro o quarto do hospital onde estava Luiza. Ali planos maquiavélicos iriam para o túmulo.
Zé incendiou-se. Sua morte representava o fim do perigo para Flora, Perov, Amanda e Bernard. Pelo menos por enquanto.
Uma rolinha magenta e ciano pousou na janela do quarto, agora destruído, do hospital. Piou funebrilmente.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Eu também. Mas...
- Os assassinos finalmente estão mortos. Isso também é importante. O ruim é que perdemos nossos amigos.
- Perdemos sim. Mas nos recuperaremos com o tempo.
- É isso aí Flora! Até logo.
- Até logo Luiza. Beijitos.
- Beijitos.
Luiza desligou o telefone, desanimada. Lorrayna estava morta. Nada poderia ser feito. Estava pensando nos recentes acontecimentos. Até que foi chamada ao mundo real. Zé entrava pela porta meio desengonçado e meio sem-graça.
- Oi Luiza. Você está bem?
- Estou sim. Desculpe Zé. Eu te acertei em cheio no estômago. Espero que a cirurgia tenha ocorrido bem.
- Correu tudo ok. Não se preocupe. – Zé aproximou-se de Luiza, que estava tranqüila e simpática.
- Sabia que encontraram todos os assassinos mortos?
- Aeh?!
- É sim. Mas morreram Rubiana, Victor, Vanessa, Likan, Lorrayna.
- E Flora, Perov e Amanda?
- Eles estão bem. Conseguiram fugir?
- Como assim fugiram?
- É sim. Fugiram.
- Impossível!
- Por que Zé?
- Nenhum deles poderia ter sobrevivido. Nem mesmo você.
- Quer dizer que.
- Isso Luiza. Eu estou por trás disto tudo. – após dizer isso ele perfurou o cano gás que aquecia o quarto onde estava Luiza. Pois assim a mesma morreria asfixiada.
- Zé! Não! Mas por que?
- Eu amava a Lívia. Quando caçoaram dela na sala nunca mais tive chance de dizer a ela que gostava dela. Ela sempre achava que eu estava gozando da cara dela. No dia do ocorrido ela me disse que sairia do curso, pois gostava de mim mas não sabia se o que eu sentia era verdadeiro. Minha raiva foi tão grande que aproveitei a dor de Izáias e Darshany para chamá-los para uma vingança que seria lembrada para sempre. Mas Izáias e Darshany se saíram pior do que pensei. Disse-lhes para matarem a todos. E eles me falham desta maneira. Terei que fazer tudo sozinho.
- O que quer dizer?
- Matarei você agora e depois aos outros. Um por um.
- Não se eu não deixar.
E num piscar de olhos Luiza tirou do bolso um isqueiro do Hard Rock Café que ela ganhou no verão passado. O gás inflamou. Explodido por inteiro o quarto do hospital onde estava Luiza. Ali planos maquiavélicos iriam para o túmulo.
Zé incendiou-se. Sua morte representava o fim do perigo para Flora, Perov, Amanda e Bernard. Pelo menos por enquanto.
Uma rolinha magenta e ciano pousou na janela do quarto, agora destruído, do hospital. Piou funebrilmente.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:50 PM
A polícia e os peritos chegaram à Ufes as oito horas da manhã em ponto. Levaram os corpos para o necrotério. Fizeram perguntas à Perov, Amanda, Flora e Bernard, e foi marcado interrogatório para investigar e confirmar o crime. A Ufes foi totalmente interditada. Flora chamou os outros para irem a casa dela depois de passarem em seus lares para discutirem sobre as repercussões do crime. E assim aconteceu.
Perov foi o último a chegar. Flora pediu que ele se sentasse no sofá próximo a Amanda e Bernard. Ela lhes ofereceu suco de beterraba com cenoura, couve, laranja e manjericão.
- Pessoal. Acho que passamos por uma situação muito ruim neste final de semana. Tínhamos que prestar depoimentos sobre o caso, que acabou se desenrolando. Agora temos que aguardar o resultado final das investigações, que segundo o delegado Machintosh, tudo correrá bem. Enfim. Bernard, quer dizer que os ajudantes do Izáias morreram todos? Quer dizer, com sua exceção, é claro.
- Pelo visto sim. Na verdade sabia que era eu, Izáias, Rafael, Juliana, Darshany, quando me encurralaram no banheiro. Eu desconhecia a participação da Racquel. Mas uma coisa me deixou encafifado. De quem eram as ligações que o Izáias recebia de vez em quando?
- Ueh, não seriam da Racquel, por exemplo? Ou da Isabela?
- Não. A Isabela só se envolveu no processo da confecção do veneno da arma. A Racquel...talvez...quando foi matar o Damn. Não sei.
- Pode ser. E você Perov, o que tem a dizer sobre isso?
- Não sei ao certo, mas acho que ainda não estamos a salvo.
- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?
Flora mal acabou de perguntar e começou a se sentir mal. Amanda e Bernard também sentiam o mesmo. Perov ria descontroladamente.
- Hahahaha! Até parece que deixaria vocês viverem depois de acabar com meu plano!
- Mas Perov!
- Envenenei essa gororoba que você chamou de suco.
Aquele seria um fim trágico para os três. Justo Perov estava por trás daquilo tudo? Talvez. Mentira! Vamos recomeçar.
- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?
- Será que o crime foi só isso? Sei lá, vingança, eleições sabotadas?
- Você quer mais Perov? Acho que tudo já se resolveu e você está pirando na bostita.
- Ainda temos a pista da caixa de metal. Não a abrimos desde que a encontramos.
- Verdade. Onde está?
- Na minha mochila. Deixe-me pegar.
Perov tirou da mochila a caixa metalizada e a chave bósnia.
- Preparados?
- Sim.
- Lá vai.
Click! A caixa destrancou-se. Perov abriu-a com cuidado. Dentro havia um lenço vermelho. Algo enrolado. Perov abriu o lenço. Algumas fotos de Lívia fugindo no dia do crime. Uma foto 3x4 da Lívia. Uma bússola angolana. Um pingente azteca e um cordão de prata.
- Essas coisas são da Lívia. – apontou Flora
- Estranho. A Lívia morreu logo depois do incidente. Foi encontrada morta boiando no lago da Ufes. – disse Perov
- Será que ela era a mentora de tudo isso? E Izáias acabou assumindo após sua morte? – perguntou Amanda
- É provável que sim. Por isso da preocupação de Izáias em conseguir que tudo desse certo. Em memória de Lívia. – respondeu Perov
- Mas qual seria o motivo dela, Lívia, participar disto tudo? – perguntou Flora
- Depois que caçoaram dela na aula de língua portuguesa, quando ela cantou a Meleca errada. Ela nunca mais foi a mesma. – Perov
- Verdade. Quando fui encurralado no banheiro vi que ela os acompanhou até a porta. – disse Bernard.
- Francamente. A Lívia...- disse Flora
- Vamos. Temos que levar isto a polícia. – disse Perov
- Vamos mais tarde. Agora estamos muito cansados com isto tudo.
- Está bem. Vamos descansar. Tchau então Flora. Vou-me.
- Eu também vou. – responderam juntos Bernard e Amanda.
Flora os viu indo embora. Agora ligaria para Luiza no hospital para lhe contar sobre a história.
Uma Hiena riu incansavelmente nos arredores da casa de Flora.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Perov foi o último a chegar. Flora pediu que ele se sentasse no sofá próximo a Amanda e Bernard. Ela lhes ofereceu suco de beterraba com cenoura, couve, laranja e manjericão.
- Pessoal. Acho que passamos por uma situação muito ruim neste final de semana. Tínhamos que prestar depoimentos sobre o caso, que acabou se desenrolando. Agora temos que aguardar o resultado final das investigações, que segundo o delegado Machintosh, tudo correrá bem. Enfim. Bernard, quer dizer que os ajudantes do Izáias morreram todos? Quer dizer, com sua exceção, é claro.
- Pelo visto sim. Na verdade sabia que era eu, Izáias, Rafael, Juliana, Darshany, quando me encurralaram no banheiro. Eu desconhecia a participação da Racquel. Mas uma coisa me deixou encafifado. De quem eram as ligações que o Izáias recebia de vez em quando?
- Ueh, não seriam da Racquel, por exemplo? Ou da Isabela?
- Não. A Isabela só se envolveu no processo da confecção do veneno da arma. A Racquel...talvez...quando foi matar o Damn. Não sei.
- Pode ser. E você Perov, o que tem a dizer sobre isso?
- Não sei ao certo, mas acho que ainda não estamos a salvo.
- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?
Flora mal acabou de perguntar e começou a se sentir mal. Amanda e Bernard também sentiam o mesmo. Perov ria descontroladamente.
- Hahahaha! Até parece que deixaria vocês viverem depois de acabar com meu plano!
- Mas Perov!
- Envenenei essa gororoba que você chamou de suco.
Aquele seria um fim trágico para os três. Justo Perov estava por trás daquilo tudo? Talvez. Mentira! Vamos recomeçar.
- Claro que estamos Perov! – Disse Flora nervosa. – Estavam em seis, pelo que Izáias nos disse. Ele, Racquel, Rafael, Darshany, Bernard e Juliana.
- Talvez. Até que se prove o contrário.
- O que quer dizer?
- Será que o crime foi só isso? Sei lá, vingança, eleições sabotadas?
- Você quer mais Perov? Acho que tudo já se resolveu e você está pirando na bostita.
- Ainda temos a pista da caixa de metal. Não a abrimos desde que a encontramos.
- Verdade. Onde está?
- Na minha mochila. Deixe-me pegar.
Perov tirou da mochila a caixa metalizada e a chave bósnia.
- Preparados?
- Sim.
- Lá vai.
Click! A caixa destrancou-se. Perov abriu-a com cuidado. Dentro havia um lenço vermelho. Algo enrolado. Perov abriu o lenço. Algumas fotos de Lívia fugindo no dia do crime. Uma foto 3x4 da Lívia. Uma bússola angolana. Um pingente azteca e um cordão de prata.
- Essas coisas são da Lívia. – apontou Flora
- Estranho. A Lívia morreu logo depois do incidente. Foi encontrada morta boiando no lago da Ufes. – disse Perov
- Será que ela era a mentora de tudo isso? E Izáias acabou assumindo após sua morte? – perguntou Amanda
- É provável que sim. Por isso da preocupação de Izáias em conseguir que tudo desse certo. Em memória de Lívia. – respondeu Perov
- Mas qual seria o motivo dela, Lívia, participar disto tudo? – perguntou Flora
- Depois que caçoaram dela na aula de língua portuguesa, quando ela cantou a Meleca errada. Ela nunca mais foi a mesma. – Perov
- Verdade. Quando fui encurralado no banheiro vi que ela os acompanhou até a porta. – disse Bernard.
- Francamente. A Lívia...- disse Flora
- Vamos. Temos que levar isto a polícia. – disse Perov
- Vamos mais tarde. Agora estamos muito cansados com isto tudo.
- Está bem. Vamos descansar. Tchau então Flora. Vou-me.
- Eu também vou. – responderam juntos Bernard e Amanda.
Flora os viu indo embora. Agora ligaria para Luiza no hospital para lhe contar sobre a história.
Uma Hiena riu incansavelmente nos arredores da casa de Flora.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:45 PM
Izáias não sabia ao certo se Juliana havia feito tudo o que havia pedido. Desconfiava da perspicácia e poderio desta. Sua busca por Lorrayna havia se tornado um estorvo na continuidade de seus planos. Estava tudo perdido. E ele desconfiava de que só teria mais esta manhã para resolver seus negócios. Estava agora próximo ao Cemuni I, indo na direção do Cemuni V quando seu celular tocou:
- Sim?
- Izáias sou eu, Isabela.
- Isabela, até que enfim. Onde você está?
- Estou na entrada principal da Ufes. Paulinha está comigo. Parece-me que você está correndo perigo. A Juls foi atacada agora pouco por Perov.
- Como?!
- Sim. Eles esconderam o corpo dela nos destroços do Cemuni V. Depois chegou uma ambulância e levou o corpo de Luiza e do Zé.
- Eu sabia que daria errado confiar na Juliana. Mas e vocês? Trouxeram o que pedi?
- Claro. Estamos te esperando aqui nas escadas do teatro. Flora, Perov, Amanda e Bernard estão indo para o CCJE. Falaram alguma coisa sobre a busca por Lorrayna.
- Bernard. Traidor. E Lorrayna eles não vão encontrar. Eu já procurei por lá. Estou aqui no Cemuni III. Estou chegando. Precisamos dar o tiro final. Parece-me que meu plano está caindo por água abaixo.
- Ok Izáias. Eu e Paulinha estamos a postos.
Izáias desligou seu celular, um motorola preto ano 95, e o colocou na mochila, pois não cabia em seu bolso. Andava rapidamente em direção ao Cemuni V. Ao ver sua total destruição quis saber o por que de nada ter acontecido como o esperado. Tinha tudo para dar certo. Bernard. Esquecia-se deste detalhe. Bernard era o culpado. Tinha que matá-lo. Era caso de vida ou morte. Morte, para ser mais preciso. Avistou Isabela, a tosca, junto a Paulinha no final das escadas do teatro. Foi até elas:
- E aí? Onde está?
- Está aqui.
Isabela entregou uma maleta rosa choque a Izáias. Izáias abiu-a. Dentro havia três pistolas de precisão, nas cores roxo e amarelo.
- Como é o funcionamento delas?
- Após ter atingido seu alvo, o mesmo terá apenas 4 minutos para receber o antídoto. É uma versão do veneno da Darshany, só que melhorado. Bem melhor.
- Ótimo. Qual destas armas é a do antídoto?
- Somente esta. Ela tem um adesivinho de borboletinha fofinha aqui no finalzinho.
- Está bem. Chega dessas frescuras. Agora vão embora. Ou serão descobertas.
- Sim Izáias. Você falou com a gente sobre essa arma.
Isabela seguiu com Paulinha até o Opala preto que as esperava no ponto de ônibus. Antes de irem embora Paulinha discou um número em seu celular. Izáias viu que ela sorria e assim retribui com o mesmo. ‘Ela deve estar ligando para a cabeleireira dela. Aquele cabelo dela está um muquifo’, pensou ele.
Izáias agora tinha destino certo. CCJE. Iria matar a todos.
O caminho para o CCJE parecia mais deserto que nunca. As férias deram um ar fantasmagórico àquele lugar. Amanhecia. Tudo florescia. Pássaros exóticos cantarolavam pelos verdejantes campos da Ufes. Está bem, Quero-queros esperneavam desesperados pela grama e nos matos da Ufes. Corvos rodeavam a biblioteca, enquanto Izáias por ali passava. O primeiro a morrer seria Bernard. Logo depois Perov. Flora e Amanda. Alias, pensou que Amanda já estivesse morta. Enfim. A mataria. Depois procuraria por Lorrayna e sairiam dali para viverem felizes para sempre. O CCJE parecia bem deserto, a não ser por três jovens andando em frente ao prédio III. Onde estava Amanda? Só avistou Perov, Flora e Bernard.
Mataria os três primeiro e então mataria Amanda logo depois.
Ele foi escondido por trás do banheiro, até onde eles estavam, em frente à grade, na entrada do prédio III. Apontou para Bernard. Engatilhou e preparou para atirar.
- Izáias, se eu fosse você não faria isso.
Amanda havia colocado a atiradeira de flechas na nuca de Izáias. Com o susto ele deixou a maleta cair no chão.
- A...A...Amanda?!
- Eu mesma. Em carne, osso e cabelo semi-rosa.
- Mas como?
- Eu sei onde está Lorrayna. Você fará o que nós mandarmos. Pessoal! O encontrei!
Mas ao fazer isto Amanda mal notou que Izáias apanhava a maleta novamente no chão. A primeira arma que ele segurou apontou para o pescoço dela e atirou. Uma agulha roxa saiu da arma e atingiu Amanda. Que caiu de dor no chão. Perov, Flora e Bernard correram até eles.
- Vamos nos acalmar! Eu tenho o antídoto. E ela tem 4 minutos. Digam-me onde está Lorrayna ou ela morre. Vocês têm apenas 4 minutos para salvar o mundo. Quer dizer a Amanda.
- Mas Izáias é ela quem sabe onde está Lorra. – disse Flora
- Mentira!
- Verdade. Ela golpeou Lorrayna ontem à noite e trancou-a em algum lugar. Ela nos trouxe até aqui, e ia nos dizer onde estava.
- Droga! Diga onde ela está. – agora sacudia Amanda, que ria sarcasticamente. – Diga logo! Eu preciso dela!
- Djâmas! Eu...arh...Nunca direi. Ela morrerá por sua culpa.
- Nãããão! E eu não posso te dar o antídoto. Mas se não o fizer Lorrayna morrerá.
- Depressa Izáias, o tempo está se esgotando. – Disse Perov
- Então tome também! – Izáias disse isso e atirou em Perov, que caiu no chão com a dor. – Pelo menos matarei todos vocês e fugirei daqui.
Amanda agora fechava seus olhos. Izáias tomou isto como a morte do reencontro com Lorrayna. Perov ainda estava no chão. Bernard e Flora olhavam-no enquanto seu corpo estava se esvaindo em dor. Izáias ria incansavelmente. E quando se distraiu, Flora apanhou a arma e num golpe rápido atirou em Izáias, que sentiu seu corpo contrair-se em dor.
- Argh! Maldita! Onde está? Onde está?
Apanhou a arma onde tinha guardado a do antídoto, engatilhou e atirou em seu braço. Ria furiosamente agora. A dor havia cessado. Levantou-se, ia à direção de Flora. Não sentiu seu braço, a maleta e as armas caíram. Agora suas pernas cediam ao chão, olhou para o lado, Amanda levantava sorrindo, Perov fazia o mesmo.
- Mas como?
- Quando a Paulinha me ligou avisando sobre as armas tive que me esconder e tentar algo bem arriscado. Como misturar as armas– Respondeu Amanda
- Mas eu atirei em vocês...
- Com as armas do antídoto, que não fez efeito algum por não haver veneno em nosso corpo.
- Então a dor que senti...
- É normal. Paulinha me ligou agorinha e me disse que o antídoto causa esta sensação por passar pela corrente sanguínea em busca do veneno. O antídoto tem duração de 10 segundos. Após isto se transforma em água no sangue e não possui mais nenhum efeito.
- E eu pensando que ela estava ligando pra cabeleireira. Quer dizer que eu me auto matarei a mim mesmo então?
- Você já está morto desde o dia que decidiu essa vingança Izáias. Só não havia se dado conta.
- E onde está Lorrayna?
- Estava o tempo todo debaixo do seu nariz. Ela estava no Cemuni V, dentro do CA. Na geladeira. Não queria que ela tivesse morrido, mas você preferiu assim. Quer que tudo aconteça do seu jeito.
- Lorrayna...- sussurrava baixinho agora. Chegava quase aos 4 minutos. -...eu te amava tanto...não poderia lhe falar...mas eu a amava...desculpe...
E com uma expressão de culpa e devaneio, Izáias caiu, cadavérico, no chão. Um silêncio tomou conta do ar. O Sol saia tristonho. Iluminando fracamente os terrenos da Ufes. Flora, Perov, Bernard e Amanda carregaram o corpo de Izáias até o Cemuni V.
Um besouro verde-limão com luminescências alaranjadas voou melancolicamente em frente ao Cemuni V.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Sim?
- Izáias sou eu, Isabela.
- Isabela, até que enfim. Onde você está?
- Estou na entrada principal da Ufes. Paulinha está comigo. Parece-me que você está correndo perigo. A Juls foi atacada agora pouco por Perov.
- Como?!
- Sim. Eles esconderam o corpo dela nos destroços do Cemuni V. Depois chegou uma ambulância e levou o corpo de Luiza e do Zé.
- Eu sabia que daria errado confiar na Juliana. Mas e vocês? Trouxeram o que pedi?
- Claro. Estamos te esperando aqui nas escadas do teatro. Flora, Perov, Amanda e Bernard estão indo para o CCJE. Falaram alguma coisa sobre a busca por Lorrayna.
- Bernard. Traidor. E Lorrayna eles não vão encontrar. Eu já procurei por lá. Estou aqui no Cemuni III. Estou chegando. Precisamos dar o tiro final. Parece-me que meu plano está caindo por água abaixo.
- Ok Izáias. Eu e Paulinha estamos a postos.
Izáias desligou seu celular, um motorola preto ano 95, e o colocou na mochila, pois não cabia em seu bolso. Andava rapidamente em direção ao Cemuni V. Ao ver sua total destruição quis saber o por que de nada ter acontecido como o esperado. Tinha tudo para dar certo. Bernard. Esquecia-se deste detalhe. Bernard era o culpado. Tinha que matá-lo. Era caso de vida ou morte. Morte, para ser mais preciso. Avistou Isabela, a tosca, junto a Paulinha no final das escadas do teatro. Foi até elas:
- E aí? Onde está?
- Está aqui.
Isabela entregou uma maleta rosa choque a Izáias. Izáias abiu-a. Dentro havia três pistolas de precisão, nas cores roxo e amarelo.
- Como é o funcionamento delas?
- Após ter atingido seu alvo, o mesmo terá apenas 4 minutos para receber o antídoto. É uma versão do veneno da Darshany, só que melhorado. Bem melhor.
- Ótimo. Qual destas armas é a do antídoto?
- Somente esta. Ela tem um adesivinho de borboletinha fofinha aqui no finalzinho.
- Está bem. Chega dessas frescuras. Agora vão embora. Ou serão descobertas.
- Sim Izáias. Você falou com a gente sobre essa arma.
Isabela seguiu com Paulinha até o Opala preto que as esperava no ponto de ônibus. Antes de irem embora Paulinha discou um número em seu celular. Izáias viu que ela sorria e assim retribui com o mesmo. ‘Ela deve estar ligando para a cabeleireira dela. Aquele cabelo dela está um muquifo’, pensou ele.
Izáias agora tinha destino certo. CCJE. Iria matar a todos.
O caminho para o CCJE parecia mais deserto que nunca. As férias deram um ar fantasmagórico àquele lugar. Amanhecia. Tudo florescia. Pássaros exóticos cantarolavam pelos verdejantes campos da Ufes. Está bem, Quero-queros esperneavam desesperados pela grama e nos matos da Ufes. Corvos rodeavam a biblioteca, enquanto Izáias por ali passava. O primeiro a morrer seria Bernard. Logo depois Perov. Flora e Amanda. Alias, pensou que Amanda já estivesse morta. Enfim. A mataria. Depois procuraria por Lorrayna e sairiam dali para viverem felizes para sempre. O CCJE parecia bem deserto, a não ser por três jovens andando em frente ao prédio III. Onde estava Amanda? Só avistou Perov, Flora e Bernard.
Mataria os três primeiro e então mataria Amanda logo depois.
Ele foi escondido por trás do banheiro, até onde eles estavam, em frente à grade, na entrada do prédio III. Apontou para Bernard. Engatilhou e preparou para atirar.
- Izáias, se eu fosse você não faria isso.
Amanda havia colocado a atiradeira de flechas na nuca de Izáias. Com o susto ele deixou a maleta cair no chão.
- A...A...Amanda?!
- Eu mesma. Em carne, osso e cabelo semi-rosa.
- Mas como?
- Eu sei onde está Lorrayna. Você fará o que nós mandarmos. Pessoal! O encontrei!
Mas ao fazer isto Amanda mal notou que Izáias apanhava a maleta novamente no chão. A primeira arma que ele segurou apontou para o pescoço dela e atirou. Uma agulha roxa saiu da arma e atingiu Amanda. Que caiu de dor no chão. Perov, Flora e Bernard correram até eles.
- Vamos nos acalmar! Eu tenho o antídoto. E ela tem 4 minutos. Digam-me onde está Lorrayna ou ela morre. Vocês têm apenas 4 minutos para salvar o mundo. Quer dizer a Amanda.
- Mas Izáias é ela quem sabe onde está Lorra. – disse Flora
- Mentira!
- Verdade. Ela golpeou Lorrayna ontem à noite e trancou-a em algum lugar. Ela nos trouxe até aqui, e ia nos dizer onde estava.
- Droga! Diga onde ela está. – agora sacudia Amanda, que ria sarcasticamente. – Diga logo! Eu preciso dela!
- Djâmas! Eu...arh...Nunca direi. Ela morrerá por sua culpa.
- Nãããão! E eu não posso te dar o antídoto. Mas se não o fizer Lorrayna morrerá.
- Depressa Izáias, o tempo está se esgotando. – Disse Perov
- Então tome também! – Izáias disse isso e atirou em Perov, que caiu no chão com a dor. – Pelo menos matarei todos vocês e fugirei daqui.
Amanda agora fechava seus olhos. Izáias tomou isto como a morte do reencontro com Lorrayna. Perov ainda estava no chão. Bernard e Flora olhavam-no enquanto seu corpo estava se esvaindo em dor. Izáias ria incansavelmente. E quando se distraiu, Flora apanhou a arma e num golpe rápido atirou em Izáias, que sentiu seu corpo contrair-se em dor.
- Argh! Maldita! Onde está? Onde está?
Apanhou a arma onde tinha guardado a do antídoto, engatilhou e atirou em seu braço. Ria furiosamente agora. A dor havia cessado. Levantou-se, ia à direção de Flora. Não sentiu seu braço, a maleta e as armas caíram. Agora suas pernas cediam ao chão, olhou para o lado, Amanda levantava sorrindo, Perov fazia o mesmo.
- Mas como?
- Quando a Paulinha me ligou avisando sobre as armas tive que me esconder e tentar algo bem arriscado. Como misturar as armas– Respondeu Amanda
- Mas eu atirei em vocês...
- Com as armas do antídoto, que não fez efeito algum por não haver veneno em nosso corpo.
- Então a dor que senti...
- É normal. Paulinha me ligou agorinha e me disse que o antídoto causa esta sensação por passar pela corrente sanguínea em busca do veneno. O antídoto tem duração de 10 segundos. Após isto se transforma em água no sangue e não possui mais nenhum efeito.
- E eu pensando que ela estava ligando pra cabeleireira. Quer dizer que eu me auto matarei a mim mesmo então?
- Você já está morto desde o dia que decidiu essa vingança Izáias. Só não havia se dado conta.
- E onde está Lorrayna?
- Estava o tempo todo debaixo do seu nariz. Ela estava no Cemuni V, dentro do CA. Na geladeira. Não queria que ela tivesse morrido, mas você preferiu assim. Quer que tudo aconteça do seu jeito.
- Lorrayna...- sussurrava baixinho agora. Chegava quase aos 4 minutos. -...eu te amava tanto...não poderia lhe falar...mas eu a amava...desculpe...
E com uma expressão de culpa e devaneio, Izáias caiu, cadavérico, no chão. Um silêncio tomou conta do ar. O Sol saia tristonho. Iluminando fracamente os terrenos da Ufes. Flora, Perov, Bernard e Amanda carregaram o corpo de Izáias até o Cemuni V.
Um besouro verde-limão com luminescências alaranjadas voou melancolicamente em frente ao Cemuni V.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Quem diria que as idéias birutas de Raphael Perov virariam sucesso?
É amigo. É isso aí.
A obra de Perov fez tanto sucesso que a Warner Aol Times resolveu comprar direitos autorais da história para a criação do filme, série e produtos do tema.
O livro foi lançado em diversos países e seus títulos permaneceram com a mesma linha, mas só com algumas alterações de idiomas como:
- Declivities and Arrangements (Estados Unidos)
- Déclivités et arrangements. (França)
- Declividades y arreglos. (Espanha)
- Pendenze ed accordi (Itália)
- Slopes and Agreements (Inglaterra)
- Наклоны и расположения (Rússia)
- Steigungen und Vorbereitungen (Alemanha)
- Κλίσεις και ρυθμίσεις (Grécia)
- Nikola Špirić Босна и Херцеговина Nebojša Radmanović Željko Komšić(Bósnia)
- Hellingen en Regelingen (Holanda)
- 斜面および整理 (Japão)
- 傾斜和安排 (China)
E muito mais! Perov se prepara para escrever sua próxima história em breve:
Declives e Arranjos: Origins
É amigo. É isso aí.
A obra de Perov fez tanto sucesso que a Warner Aol Times resolveu comprar direitos autorais da história para a criação do filme, série e produtos do tema.
O livro foi lançado em diversos países e seus títulos permaneceram com a mesma linha, mas só com algumas alterações de idiomas como:
- Declivities and Arrangements (Estados Unidos)
- Déclivités et arrangements. (França)
- Declividades y arreglos. (Espanha)
- Pendenze ed accordi (Itália)
- Slopes and Agreements (Inglaterra)
- Наклоны и расположения (Rússia)
- Steigungen und Vorbereitungen (Alemanha)
- Κλίσεις και ρυθμίσεις (Grécia)
- Nikola Špirić Босна и Херцеговина Nebojša Radmanović Željko Komšić(Bósnia)
- Hellingen en Regelingen (Holanda)
- 斜面および整理 (Japão)
- 傾斜和安排 (China)
E muito mais! Perov se prepara para escrever sua próxima história em breve:
Declives e Arranjos: Origins
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12:27 PM
A destruição do Cemuni V deixou abalados Flora, Perov, Luiza, Bernard e Amanda Rosa. Agora escondiam-se no teatro. Após revistar todo o espaço do teatro, Amanda e Bernard ficaram vigiando as escadas e o Cemuni V. Luiza, Flora e Perov conseguiam objetos e armas para atacar. As armas haviam sido escondidas atrás do palco do teatro. Encontraram por exemplo uma atiradora de flechas, uma espingarda de agulhas para fazer dormir e uma corda pesada.
Estava próximo de amanhecer. Flora chamou-os para fora com as armas. O Cemuni V, ou o que restara dele, tinha uma imagem muito macabra. Notaram um movimento atrás do Cemuni. Olharam bem e perceberam que poderia ser mais um dos suspeitos.
- Bernard. Você o reconhece?
- Não sei ao certo. De todos eu só conhecia quatro. Racquel, Rafael, Izáias e eu mesmo.
Flora então sabia. Eram seis. Rafael, ela não acreditava naquilo. Ele havia morrido. Racquel também. Izáias estava à procura de Lorrayna. Bernard agora lhes ajudava. Quem seriam os outros dois? Teria que descobrir.
- Olhem! É o Zé! – exclamou-se Luiza
- E lá também, próxima à entrada da Ufes. A Juliana. – observou Amanda
- O que será que fazem aqui? – perguntou Perov
Juliana acenou para o Zé. Ele veio ao seu encontro decidido. Ao chegar em frente ao Cemuni destruído, Zé atacou Juliana com uma tora de madeira. Juliana caiu no chão desesperada.
- Vejam. O Zé vai matar a Juls. – disse Luiza – Vou ajudá-la.
- Luiza!
Luiza desceu correndo as escadas. Levou consigo a atiradeira de flechas envenenadas. Chegou ao pé da escada, mirou no Zé, que caiu para trás com a mão no estômago, aonde foi atingido. Luiza chegou perto, ajudou Juliana a levantar. Zé murmurava algumas palavras:
-...Ohr...Luiza o que você fez...Ela está mentindo. Ela é uma assassina.
Em um movimento rápido Juliana virou a atiradora para Luiza e apertou. A flecha saiu da arma, ainda na mão de Luiza, e atingiu-a em cheio no braço. Luiza caiu de dor no chão. Sabia que morreria envenenada mais cedo ou mais tarde.
- Mas Juls...Você?
- Eu mesma. Cansei de ser chamada de Branca de Neve. Que ridículo! Pensa que não me lembro de todos caçoando de mim naquela apresentação de rádio? Você, ao invés de me apoiar...saiu com aqueles mequetrefes. Oh Luiza. Em pensar que acreditei em sua amizade.
- Mas Juls eu a tinha como grande amiga.
- Mas não a melhor. Você sempre considerou Lorrayna, a tosca, como melhor.
- Mas Lorrayna é como se fosse minha irmã.
- É disso que eu estou falando! Lorrayna não liga para você! Ela está ajudando o Izáias!
- Como?
- É Sim. Ela é uma espécime de informante.
- Impossível.
- Bem possível. Eu também ajudo-o. Agora vou matar os outros. Mas primeiro preciso ter certeza de que você estará morta.
- Não!!!
Apontou a atiradeira para a cabeça de Luiza. Que gritava assustadoramente. Engatilhou. Este era o fim de Luiza. Não por enquanto. Juliana foi atingida na nuca por uma flecha envenenada. Caiu no chão. Morta agora. Com a arma ainda na direção horizontal à antiga posição do pescoço de Juliana estava Perov. Que parecia muito nervoso.
- Desculpe por demorar Luiza. Precisamos chamar uma ambulância. Você e o Zé estão muito feridos e precisam ser atendidos antes que o veneno comece a fazer efeito.
Perov pediu a Amanda que chamasse uma ambulância. Enquanto isso escondiam o corpo de Juliana nos destroços do Cemuni V. Zé estava desacordado, mas vivo. Luiza segurava seu braço atingido, que sangrava e doía. 5 minutos depois a ambulância do SAMU apontou na entrada da Ufes. Entraram. Os Para-médicos fizeram algumas perguntas de praxe e levaram Luiza e Zé para o hospital. Agora, segundo Flora, todos estavam descobertos. Somente Izáias estava desaparecido.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Estava próximo de amanhecer. Flora chamou-os para fora com as armas. O Cemuni V, ou o que restara dele, tinha uma imagem muito macabra. Notaram um movimento atrás do Cemuni. Olharam bem e perceberam que poderia ser mais um dos suspeitos.
- Bernard. Você o reconhece?
- Não sei ao certo. De todos eu só conhecia quatro. Racquel, Rafael, Izáias e eu mesmo.
Flora então sabia. Eram seis. Rafael, ela não acreditava naquilo. Ele havia morrido. Racquel também. Izáias estava à procura de Lorrayna. Bernard agora lhes ajudava. Quem seriam os outros dois? Teria que descobrir.
- Olhem! É o Zé! – exclamou-se Luiza
- E lá também, próxima à entrada da Ufes. A Juliana. – observou Amanda
- O que será que fazem aqui? – perguntou Perov
Juliana acenou para o Zé. Ele veio ao seu encontro decidido. Ao chegar em frente ao Cemuni destruído, Zé atacou Juliana com uma tora de madeira. Juliana caiu no chão desesperada.
- Vejam. O Zé vai matar a Juls. – disse Luiza – Vou ajudá-la.
- Luiza!
Luiza desceu correndo as escadas. Levou consigo a atiradeira de flechas envenenadas. Chegou ao pé da escada, mirou no Zé, que caiu para trás com a mão no estômago, aonde foi atingido. Luiza chegou perto, ajudou Juliana a levantar. Zé murmurava algumas palavras:
-...Ohr...Luiza o que você fez...Ela está mentindo. Ela é uma assassina.
Em um movimento rápido Juliana virou a atiradora para Luiza e apertou. A flecha saiu da arma, ainda na mão de Luiza, e atingiu-a em cheio no braço. Luiza caiu de dor no chão. Sabia que morreria envenenada mais cedo ou mais tarde.
- Mas Juls...Você?
- Eu mesma. Cansei de ser chamada de Branca de Neve. Que ridículo! Pensa que não me lembro de todos caçoando de mim naquela apresentação de rádio? Você, ao invés de me apoiar...saiu com aqueles mequetrefes. Oh Luiza. Em pensar que acreditei em sua amizade.
- Mas Juls eu a tinha como grande amiga.
- Mas não a melhor. Você sempre considerou Lorrayna, a tosca, como melhor.
- Mas Lorrayna é como se fosse minha irmã.
- É disso que eu estou falando! Lorrayna não liga para você! Ela está ajudando o Izáias!
- Como?
- É Sim. Ela é uma espécime de informante.
- Impossível.
- Bem possível. Eu também ajudo-o. Agora vou matar os outros. Mas primeiro preciso ter certeza de que você estará morta.
- Não!!!
Apontou a atiradeira para a cabeça de Luiza. Que gritava assustadoramente. Engatilhou. Este era o fim de Luiza. Não por enquanto. Juliana foi atingida na nuca por uma flecha envenenada. Caiu no chão. Morta agora. Com a arma ainda na direção horizontal à antiga posição do pescoço de Juliana estava Perov. Que parecia muito nervoso.
- Desculpe por demorar Luiza. Precisamos chamar uma ambulância. Você e o Zé estão muito feridos e precisam ser atendidos antes que o veneno comece a fazer efeito.
Perov pediu a Amanda que chamasse uma ambulância. Enquanto isso escondiam o corpo de Juliana nos destroços do Cemuni V. Zé estava desacordado, mas vivo. Luiza segurava seu braço atingido, que sangrava e doía. 5 minutos depois a ambulância do SAMU apontou na entrada da Ufes. Entraram. Os Para-médicos fizeram algumas perguntas de praxe e levaram Luiza e Zé para o hospital. Agora, segundo Flora, todos estavam descobertos. Somente Izáias estava desaparecido.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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12:26 PM
- O que foi isso?
Perov perguntou ao ouvir o grito de Darshany.
- Vamos Perov. Abra a porta! – disse-lhe Flora
- Está bem. Mas afastem-se. Acho que estamos em perigo. Daqui a pouco tudo vai explodir.
Perov abriu lentamente a porta. Deparou-se com um Darshany imóvel próxima à um Likan sem vida.
- Venham! Acho que podemos fugir agora.
Saíram da sala e bateram na porta da outra, onde estava Flora e Vanessa.
- Flora! Vanessa! Podem sair!
Flora abriu a porta, amedrontada. Ela e Vanessa saíram e juntaram-se aos outros. Quem preparavam-se para sair do Cemuni, que começava a desmoronar. Bernard pegou a mochila de Perov no CA e lhe entregou. Antes de saírem pela porta norte, notaram que no outro lado, na porta sul do Cemuni, entravam Rafael e Racquel, ambos armados. Prepararam-se para correr, Perov, Flora, Amanda, Vanessa e Luiza, quando Bernard pediu para que esperassem. Eles o fizeram. Racquel e Rafael vinham andando apressados no corredor. Mas o que está acontecendo? Era para ter explodido a bomba onde eles estavam. Racquel parou. Apontou seu disparador de flechas para Bernard, Vanessa correu ao seu encontro, Racquel atirou, a flecha envenenada atingiu Vanessa em cheio nas costas. As dinamites que estavam na parede ao lado de Racquel e Rafael explodiram, arremessando-os do outro lado, mortos.
Vanessa caiu chorando no chão. Sabia que morreria logo. Bernard abaixou-se:
- Vanessa por que você fez isso?
- Desculpe-me Bernard, mas eu não poderia deixar você morrer. Eu não poderia sobreviver com isto.
- O que você está dizendo?
- Oh Bernard, eu o amo e não poderia deixar que morresse assim.
- Mas e você Vanessa? Como viverei sem você?
- Você é mais forte do que pensa e acredito em você. Arrh...
Antes de morrer com a dor que pendia em seu corpo, Vanessa recostou seus lábios nos de Bernard e assim terminava tragicamente uma história de amor que poderia durar por muito tempo.
Demorou para que Bernard escutasse os outros.
- Bernard! Vamos! Este lugar vai explodir!
Amanda e Perov puxaram Bernard para fora do Cemuni, ele não queria deixar o corpo de Vanessa ali. Para desaparecer nos escombros.
Saíram depressa ao notar que as explosões começaram. O Cemuni desmoronou em pó e madeira. Flora, Perov, Luiza, Bernard e Amanda assistiam aquela cena, emocionados. Lembrando-se que o Cemuni foi seu lar durante longos dias.
Flora estava decidida:
- Vamos encontrá-los!
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Perov perguntou ao ouvir o grito de Darshany.
- Vamos Perov. Abra a porta! – disse-lhe Flora
- Está bem. Mas afastem-se. Acho que estamos em perigo. Daqui a pouco tudo vai explodir.
Perov abriu lentamente a porta. Deparou-se com um Darshany imóvel próxima à um Likan sem vida.
- Venham! Acho que podemos fugir agora.
Saíram da sala e bateram na porta da outra, onde estava Flora e Vanessa.
- Flora! Vanessa! Podem sair!
Flora abriu a porta, amedrontada. Ela e Vanessa saíram e juntaram-se aos outros. Quem preparavam-se para sair do Cemuni, que começava a desmoronar. Bernard pegou a mochila de Perov no CA e lhe entregou. Antes de saírem pela porta norte, notaram que no outro lado, na porta sul do Cemuni, entravam Rafael e Racquel, ambos armados. Prepararam-se para correr, Perov, Flora, Amanda, Vanessa e Luiza, quando Bernard pediu para que esperassem. Eles o fizeram. Racquel e Rafael vinham andando apressados no corredor. Mas o que está acontecendo? Era para ter explodido a bomba onde eles estavam. Racquel parou. Apontou seu disparador de flechas para Bernard, Vanessa correu ao seu encontro, Racquel atirou, a flecha envenenada atingiu Vanessa em cheio nas costas. As dinamites que estavam na parede ao lado de Racquel e Rafael explodiram, arremessando-os do outro lado, mortos.
Vanessa caiu chorando no chão. Sabia que morreria logo. Bernard abaixou-se:
- Vanessa por que você fez isso?
- Desculpe-me Bernard, mas eu não poderia deixar você morrer. Eu não poderia sobreviver com isto.
- O que você está dizendo?
- Oh Bernard, eu o amo e não poderia deixar que morresse assim.
- Mas e você Vanessa? Como viverei sem você?
- Você é mais forte do que pensa e acredito em você. Arrh...
Antes de morrer com a dor que pendia em seu corpo, Vanessa recostou seus lábios nos de Bernard e assim terminava tragicamente uma história de amor que poderia durar por muito tempo.
Demorou para que Bernard escutasse os outros.
- Bernard! Vamos! Este lugar vai explodir!
Amanda e Perov puxaram Bernard para fora do Cemuni, ele não queria deixar o corpo de Vanessa ali. Para desaparecer nos escombros.
Saíram depressa ao notar que as explosões começaram. O Cemuni desmoronou em pó e madeira. Flora, Perov, Luiza, Bernard e Amanda assistiam aquela cena, emocionados. Lembrando-se que o Cemuni foi seu lar durante longos dias.
Flora estava decidida:
- Vamos encontrá-los!
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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12:26 PM
Izáias estava exausto. A busca por Lorrayna havia fracassado. Ele estava próximo ao CCJE quando olhou para o relógio. Era pouco mais de quatro horas da manhã. Logo chegaria o sol, e com ele o perigo de ainda estar ali. Na ufes. Ele sabia que seus planos estavam em risco. Com Perov, Flora e Amanda mortos tudo estaria resolvido. Ele e seus cinco colaboradores pretendiam um crime perfeito, sem pistas aparentes. Sabia que Racquel só entrou naquilo tudo por ódio. Rafael por contraposição à Flora. Darshany pelo mesmo motivo que ele. Vingança. Bernard fora obrigado a aquilo tudo. Logo após que tudo estivesse resolvido, o matariam. Não poderia deixar uma bomba armada assim. Agora espera mais um dos colaboradores em frente à lanchonete do CCJE. Sentado em um canto escuro.
Izáias já estava impaciente. Ficou sentado ali durante um longo tempo. Olhou para o relógio. Quatro e quarenta e quatro. Não poderia esperar mais. Havia deixado Darshany e os outros tomarem conta dos prisioneiros. Levantou-se. Mas foi contido pela presença do aguardado colaborador.
- Até que enfim chegou.
- Desculpe o atraso.
- Exterminou os alvos?
- Sim. Mas confesso que foi complicado.
- Como assim?
- Encontrei Samantha em casa. Estava só. Foi bem fácil finalizá-la. Ela estava acabando de sair do banho quando atirei nela, que acabou caindo morta no chão. Rebeca tentou fugir quando lhe disse que iria matá-la. Acabei empurrando-na de cima do 5º andar de seu prédio. Saí sem deixar suspeita. Damn foi o mais complicado. Além de resistir, atacou-me com vidros de tinta Talex®, círculos cromáticos, blocos de Canson®, lápis moles e de cor. Mas desvencilhei-me. Ele correu para a cozinha. Encontrei-no e injetei o soro Deslize em seu pescoço. Ele desmaiou. Aproveitei para colocar provas do crime em sua casa para que a polícia encontrasse e o culpasse pelos massacres. Pouco depois, coloquei-o no freezer, empurrei para a parede e ele ficou trancado. Morreria congelado em, no máximo, 2 horas.
- Muito bem. E como foi com nossos contatos?
- Estamos avançando. Aceitaram colaborar conosco. Há assuntos pertinentes a ambos os sócios.
- Ótimo. Em breve conseguiremos acabar com isso. Mas antes preciso que você procure por Lorrayna.
- Como assim? Ela sumiu?
- Parece-me que sim. Ela ainda não sabe que o Victor e os outros morreram. Ficará muito nervosa ao saber. Pois, nos ajudaria se não feríssemos ninguém. Mas acabou saindo do nosso controle. Assim, pedi para que ela seguisse Perov. Que disfarçasse ao máximo nossa identidade. Mas pelo que o Rafael me disse ela não conseguiu despistar e ainda por cima correu dele lá no Planetário. Que tosca!
- Será que Perov sabia do caso e matou-a?
- Não mesmo. Perov nunca mataria Lorrayna. Mesmo sabendo que ela ajuda criminosos.
- Mas ela não tem nada a ver com as mortes.
- Eu sei. O caso é que uma vez do nosso lado, sempre se é criminoso.
- Pobre Lorrayna. Ainda por cima é apaixonada por você.
- Eu sei disso. Mas não posso me dar ao luxo de ter um caso com ela ao mesmo tempo que planejo uma vingança tão maligna. Prometo que depois disso tudo fugirei com ela para as ilhas do Caribe.
- Está bem Izáias. Pára com esses pensamentos de românticos e vamos atrás de Lorrayna.
- Na verdade deixe que eu a procuro. Vá até Darshany e diga que eu a autorizei matar os outros. Todos eles. Inclusive Perov e Flora. Já estou cansado disto. E não sei por que Bernard queria que esperássemos encontrar Lorrayna. Será que ela arrancaria alguma informação deles? Não importa. Lorrayna agora está neutra em minhas decisões. Preciso pensar mais em mim. E você. Faça o favor de finalizar o Bernard.
- Sim Izáias. Isso não vai demorar muito. Vou-me.
- Vá. Até logo. Nossa fuga se aproxima.
E assim o misterioso colaborador saiu em direção ao Cemuni V. Mal sabia o que lhe aguardava.
Uma lebre deu 3 pulinhos para o São Longuinho dos coelhos em frente ao prédio I do CCJE.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Izáias já estava impaciente. Ficou sentado ali durante um longo tempo. Olhou para o relógio. Quatro e quarenta e quatro. Não poderia esperar mais. Havia deixado Darshany e os outros tomarem conta dos prisioneiros. Levantou-se. Mas foi contido pela presença do aguardado colaborador.
- Até que enfim chegou.
- Desculpe o atraso.
- Exterminou os alvos?
- Sim. Mas confesso que foi complicado.
- Como assim?
- Encontrei Samantha em casa. Estava só. Foi bem fácil finalizá-la. Ela estava acabando de sair do banho quando atirei nela, que acabou caindo morta no chão. Rebeca tentou fugir quando lhe disse que iria matá-la. Acabei empurrando-na de cima do 5º andar de seu prédio. Saí sem deixar suspeita. Damn foi o mais complicado. Além de resistir, atacou-me com vidros de tinta Talex®, círculos cromáticos, blocos de Canson®, lápis moles e de cor. Mas desvencilhei-me. Ele correu para a cozinha. Encontrei-no e injetei o soro Deslize em seu pescoço. Ele desmaiou. Aproveitei para colocar provas do crime em sua casa para que a polícia encontrasse e o culpasse pelos massacres. Pouco depois, coloquei-o no freezer, empurrei para a parede e ele ficou trancado. Morreria congelado em, no máximo, 2 horas.
- Muito bem. E como foi com nossos contatos?
- Estamos avançando. Aceitaram colaborar conosco. Há assuntos pertinentes a ambos os sócios.
- Ótimo. Em breve conseguiremos acabar com isso. Mas antes preciso que você procure por Lorrayna.
- Como assim? Ela sumiu?
- Parece-me que sim. Ela ainda não sabe que o Victor e os outros morreram. Ficará muito nervosa ao saber. Pois, nos ajudaria se não feríssemos ninguém. Mas acabou saindo do nosso controle. Assim, pedi para que ela seguisse Perov. Que disfarçasse ao máximo nossa identidade. Mas pelo que o Rafael me disse ela não conseguiu despistar e ainda por cima correu dele lá no Planetário. Que tosca!
- Será que Perov sabia do caso e matou-a?
- Não mesmo. Perov nunca mataria Lorrayna. Mesmo sabendo que ela ajuda criminosos.
- Mas ela não tem nada a ver com as mortes.
- Eu sei. O caso é que uma vez do nosso lado, sempre se é criminoso.
- Pobre Lorrayna. Ainda por cima é apaixonada por você.
- Eu sei disso. Mas não posso me dar ao luxo de ter um caso com ela ao mesmo tempo que planejo uma vingança tão maligna. Prometo que depois disso tudo fugirei com ela para as ilhas do Caribe.
- Está bem Izáias. Pára com esses pensamentos de românticos e vamos atrás de Lorrayna.
- Na verdade deixe que eu a procuro. Vá até Darshany e diga que eu a autorizei matar os outros. Todos eles. Inclusive Perov e Flora. Já estou cansado disto. E não sei por que Bernard queria que esperássemos encontrar Lorrayna. Será que ela arrancaria alguma informação deles? Não importa. Lorrayna agora está neutra em minhas decisões. Preciso pensar mais em mim. E você. Faça o favor de finalizar o Bernard.
- Sim Izáias. Isso não vai demorar muito. Vou-me.
- Vá. Até logo. Nossa fuga se aproxima.
E assim o misterioso colaborador saiu em direção ao Cemuni V. Mal sabia o que lhe aguardava.
Uma lebre deu 3 pulinhos para o São Longuinho dos coelhos em frente ao prédio I do CCJE.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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11:19 AM
Quando se tornou veterana dos calouros turma 2008/1, Darshany já fazia idéia do que lhe aguardava. Calouros com novos ideais e com espírito de revolução. E blá blá blá. E assim se fez. A única exceção, segundo ela, era Izáias, que se encaixa muito bem nos seus objetivos relacionados ao curso. Quase um ano depois do ingresso dos calouros 2008/1 na Ufes, Darshany descobriu uma oportunidade. A de entrar no conselho do DCE. Assim faria uma universidade diferente do que era antes. E isso motivou bastante alguns alunos como Flora, Rafael, Izáias, Carol e Amanda, que viam nos ideais de Darshany um motivo para atualizar o curso. Porém Darshany se mostrou mais ambiciosa do que parecia. Queria algumas regalias que estavam fora de cogitação. Flora e Likan acharam aquilo muito errado. E resolveram se desligar da chapa de Darshany pouco antes das eleições. Flora e Likan eram esperanças de voto para a Chapa. Sua saída representava derrota na certa.
Com tudo em jogo Izáias armou um plano com ela, Darshany, no qual trocariam as urnas logo após a votação. Porém, foram descobertos pelos colegas de classe de Izáias quando saiam do Cemuni V, pela manhã, com a urna falsificada.
Isso rendeu a eles expulsão das eleições. Em todas as eleições.
A fúria que cresceu em Darshany e Izáias foi imensa. Na mesma manhã que foram descobertos, vingariam-se de todos da sala, pois eles destruíram os seus sonhos. Reuniram-se com os outros, quem não aceitasse participar do processo de vingança seria morto. Este era o trato.
Darshany ainda lembrava-se quando estava no CA e Prottyn notou uma movimentação estranha, quando entrou a viu armada até os dentes. Não pensou duas vezes. Esfaqueou-o e lhe disse: “Eu só comecei”. Viu Prottyn andar desnorteado até a sala, onde sangrou em frente aos alunos e caiu no chão, morto. A correria foi geral. Os outros já esperavam o restante da turma para aniquilá-los. As portas do Cemuni V estavam trancadas. Não haveria como os alunos saírem. O plano daria totalmente certo. Os alunos seriam mortos. E eles, Darshany e os outros assassinos, fugiriam sem deixar pistas, pois o Cemuni seria explodido e não sobrariam provas.
Agora Darshany via o plano ir de mal a pior. Sabia que se sobrevivessem, Flora e Perov seriam perigo na certa. A única alternativa seria deixá-los preso na sala até a explosão. O traidor do Bernard também morreria. Likan teve seu fim. A flecha o mataria de qualquer jeito, pois Darshany se encarregou de envenenar a ponta da flecha. Tinha que esperar os outros chegarem para dar uma melhor solução.
Darshany andava em frente as sala 1A e 1B. Empurrou o corpo de Likan para perto da parede. Olhou para seu relógio. Era 4:35. Não havia dormido. Mas amanhã tudo estaria bem. Estaria longe dali. Estaria talvez, se não tivesse sido golpeada na artéria do pescoço. Darshany gritou e caiu sangrando no piso do Cemuni V. Likan, em seu ultimo suspiro, desta vez não é o doce, mas sim suspiro de vida, acertou Darshany com um enorme pedaço de vidraça, que estava no chão, na artéria que pulsava em seu pescoço. Likan fechou os olhos e antes viu que Darshany gritava com os seus olhar para o que parecia ser um adeus mútuo.
Um gambá corria serelepe do lado de fora do Cemuni V.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Com tudo em jogo Izáias armou um plano com ela, Darshany, no qual trocariam as urnas logo após a votação. Porém, foram descobertos pelos colegas de classe de Izáias quando saiam do Cemuni V, pela manhã, com a urna falsificada.
Isso rendeu a eles expulsão das eleições. Em todas as eleições.
A fúria que cresceu em Darshany e Izáias foi imensa. Na mesma manhã que foram descobertos, vingariam-se de todos da sala, pois eles destruíram os seus sonhos. Reuniram-se com os outros, quem não aceitasse participar do processo de vingança seria morto. Este era o trato.
Darshany ainda lembrava-se quando estava no CA e Prottyn notou uma movimentação estranha, quando entrou a viu armada até os dentes. Não pensou duas vezes. Esfaqueou-o e lhe disse: “Eu só comecei”. Viu Prottyn andar desnorteado até a sala, onde sangrou em frente aos alunos e caiu no chão, morto. A correria foi geral. Os outros já esperavam o restante da turma para aniquilá-los. As portas do Cemuni V estavam trancadas. Não haveria como os alunos saírem. O plano daria totalmente certo. Os alunos seriam mortos. E eles, Darshany e os outros assassinos, fugiriam sem deixar pistas, pois o Cemuni seria explodido e não sobrariam provas.
Agora Darshany via o plano ir de mal a pior. Sabia que se sobrevivessem, Flora e Perov seriam perigo na certa. A única alternativa seria deixá-los preso na sala até a explosão. O traidor do Bernard também morreria. Likan teve seu fim. A flecha o mataria de qualquer jeito, pois Darshany se encarregou de envenenar a ponta da flecha. Tinha que esperar os outros chegarem para dar uma melhor solução.
Darshany andava em frente as sala 1A e 1B. Empurrou o corpo de Likan para perto da parede. Olhou para seu relógio. Era 4:35. Não havia dormido. Mas amanhã tudo estaria bem. Estaria longe dali. Estaria talvez, se não tivesse sido golpeada na artéria do pescoço. Darshany gritou e caiu sangrando no piso do Cemuni V. Likan, em seu ultimo suspiro, desta vez não é o doce, mas sim suspiro de vida, acertou Darshany com um enorme pedaço de vidraça, que estava no chão, na artéria que pulsava em seu pescoço. Likan fechou os olhos e antes viu que Darshany gritava com os seus olhar para o que parecia ser um adeus mútuo.
Um gambá corria serelepe do lado de fora do Cemuni V.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Conseguiram acordar Luiza, que ainda estava grogue, e a colocaram de pé. Perov a segurou de um lado e Amanda do outro. Flora estava próxima a Vanessa e davam cobertura para os três.
Chegaram próximo à porta. Alguém estava a abrindo. E agora? O que fariam?
Bernard abriu a porta, entrou e fechou-a.
- Perov e Flora. Três dos assassinos saíram para procurar Lorrayna.
- Mas como? Lorrayna não é uma assassina?
- Não. Ela é a fiel do segredo. Mas desapareceu há algumas horas. Preciso que vocês se preparem para fugir.
- Mas Bernard, como faremos isso. O Cemuni está todo trancado.
- Não está. Deixe-me explicar como será. Likan ainda está preso. Na sala 1A. Sozinho. Vocês sairão pela porta norte e abrirão a porta com essa chave. – e entregou a chave para Flora
- Mas e o Hup?
- Quem Rafael? Vai me dizer que você anda com ele direto e não sabe a verdade?
- Como assim?
- Rafael é um dos assassinos.
- Impossível!
- É sim. Estão em seis. Izáias, Rafae...
Parou quando ouviu um estrondo.
- Vamos. Temos que sair antes que eles voltem.
- Mas o que está acontecendo?
- O Cemuni vai explodir. Foram colocadas algumas bombas aqui dentro, que explodirão em pouco tempo. Mas me parece que já começaram. E o plano é deixar vocês morrerem aqui na grande explosão. Vamos!
- Gente. Estou chocada. O Hup cara... - Flora parou de falar e soluçou chorando.
Mas sabia que tinha que sair dali. Foram então em direção à sala 1A, abriram-na. Likan estava os esperando. Abriram a porta norte do Cemuni V. Likan foi atingido em cheio no peito por uma flecha. Caiu no chão, sangrando muito. Darshany abaixou sua arma e tirou sua capa, mostrando o grande corte em deu braço, que ainda sangrava. Não pensaram duas vezes. Bernard, Perov e Amanda que seguravam Luiza entraram na sala 1A e Flora e Vanessa na sala 1B.
Darshany gritava freneticamente do lado de fora:
- BERNARD! Traidor! Você também morrerá! Espere e Verá!
Após isso tudo ficou em silêncio. Eles sabiam. Darshany os deixariam trancados ali, pois morreriam com a explosão.
- Mas Bernard, porque a Darshany está no meio disso tudo? – perguntou Perov
- Perov lembra-se? Darshany estava concorrendo em uma das chapas do DCE. Nesta chapa havia ela, Izáias, Likan, Carol, Amanda Freitas, Rafael e Flora. Quando a Flora e Likan resolveram sair das chapas, Izáias sabia. Perderiam muitos votos. E provavelmente não ganhariam. Rafael ficou na chapa para se contrapor à Flora, pois segundo ele esta o traia. Izáias tentou então, junto a Darshany, sabotar as eleições, mas foram descobertos pelo pessoal da sala e assim desclassificados. Resolveram então se vingar. Matariam todos aqueles que esnobaram de seus ideais. A começar por Carol e Amanda, que não aceitaram realizar uma vingança. Depois matariam Flora e Likan, porém conseguiram escapar no dia do incidente. As próximas vítimas seriam as da nossa chapa, eu, você, Amanda Rosa, Weslei, Plínio, Vanessa e Victor. Mas vocês fugiram e somente Weslei e Plínio foram encontrados e mortos. Agora o Victor também. Lorrayna sabia disto desde o começo, mas foi poupada por Izáias que lhe prometeu deixar viva se colaborasse. Descobrindo seus planos. Não a culpem. Ela foi tão
- Interessante. Mas o que o Damn tem a ver com isso tudo?
- O Damn? Como assim?
- Ele também está no meio. Sentimos aquele perfume de Macadame dele.
- Mas o Damn está morto. Rafael o matou.
- Impossível!
- Não. Você sentiu o mesmo perfume dele, pois é o mesmo da pessoa que presenteou ele no final de novembro do ano passado.
- Incrível. Mas como ela?
Perov era incapaz de acreditar. Amanda Rosa entendia tudo até aquele ponto. Quem havia presenteado o Damn com um perfume Macadame?
- De quem vocês estão falando? – questionou Amanda Rosa
- Racquel. – respondeu Bernard
- Racquel?
- É sim. Ela presenteou o Damn com um perfume favorito dela.
- Mas ela também já foi pra Bósnia?
- Parece-me que sim. Ao ser chamada de traíra pelas outras pessoas da sala, guardou tantas mágoas que se juntou a Izáias em seus planos de vingança.
- Gente...Agora tudo começa a fazer sentido. É por isso que o nosso calouro Getúlio morreu misteriosamente quando iria voltar para Governador Valadares. Em que morreu na estação ferroviária.
- Sim. Foi ela mesma. A golpes de facão no banheiro da estação.
- Estou chocada. Que crueldade. Precisamos sair daqui o mais rápido possível. Mas como?
Não sabiam ao certo, mas precisavam ajudar Flora e Vanessa na outra sala. Luiza levantou-se e parecia bem melhor.
Uma taruíra laranja de duas cabeças passava acima do marco da porta.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Chegaram próximo à porta. Alguém estava a abrindo. E agora? O que fariam?
Bernard abriu a porta, entrou e fechou-a.
- Perov e Flora. Três dos assassinos saíram para procurar Lorrayna.
- Mas como? Lorrayna não é uma assassina?
- Não. Ela é a fiel do segredo. Mas desapareceu há algumas horas. Preciso que vocês se preparem para fugir.
- Mas Bernard, como faremos isso. O Cemuni está todo trancado.
- Não está. Deixe-me explicar como será. Likan ainda está preso. Na sala 1A. Sozinho. Vocês sairão pela porta norte e abrirão a porta com essa chave. – e entregou a chave para Flora
- Mas e o Hup?
- Quem Rafael? Vai me dizer que você anda com ele direto e não sabe a verdade?
- Como assim?
- Rafael é um dos assassinos.
- Impossível!
- É sim. Estão em seis. Izáias, Rafae...
Parou quando ouviu um estrondo.
- Vamos. Temos que sair antes que eles voltem.
- Mas o que está acontecendo?
- O Cemuni vai explodir. Foram colocadas algumas bombas aqui dentro, que explodirão em pouco tempo. Mas me parece que já começaram. E o plano é deixar vocês morrerem aqui na grande explosão. Vamos!
- Gente. Estou chocada. O Hup cara... - Flora parou de falar e soluçou chorando.
Mas sabia que tinha que sair dali. Foram então em direção à sala 1A, abriram-na. Likan estava os esperando. Abriram a porta norte do Cemuni V. Likan foi atingido em cheio no peito por uma flecha. Caiu no chão, sangrando muito. Darshany abaixou sua arma e tirou sua capa, mostrando o grande corte em deu braço, que ainda sangrava. Não pensaram duas vezes. Bernard, Perov e Amanda que seguravam Luiza entraram na sala 1A e Flora e Vanessa na sala 1B.
Darshany gritava freneticamente do lado de fora:
- BERNARD! Traidor! Você também morrerá! Espere e Verá!
Após isso tudo ficou em silêncio. Eles sabiam. Darshany os deixariam trancados ali, pois morreriam com a explosão.
- Mas Bernard, porque a Darshany está no meio disso tudo? – perguntou Perov
- Perov lembra-se? Darshany estava concorrendo em uma das chapas do DCE. Nesta chapa havia ela, Izáias, Likan, Carol, Amanda Freitas, Rafael e Flora. Quando a Flora e Likan resolveram sair das chapas, Izáias sabia. Perderiam muitos votos. E provavelmente não ganhariam. Rafael ficou na chapa para se contrapor à Flora, pois segundo ele esta o traia. Izáias tentou então, junto a Darshany, sabotar as eleições, mas foram descobertos pelo pessoal da sala e assim desclassificados. Resolveram então se vingar. Matariam todos aqueles que esnobaram de seus ideais. A começar por Carol e Amanda, que não aceitaram realizar uma vingança. Depois matariam Flora e Likan, porém conseguiram escapar no dia do incidente. As próximas vítimas seriam as da nossa chapa, eu, você, Amanda Rosa, Weslei, Plínio, Vanessa e Victor. Mas vocês fugiram e somente Weslei e Plínio foram encontrados e mortos. Agora o Victor também. Lorrayna sabia disto desde o começo, mas foi poupada por Izáias que lhe prometeu deixar viva se colaborasse. Descobrindo seus planos. Não a culpem. Ela foi tão
- Interessante. Mas o que o Damn tem a ver com isso tudo?
- O Damn? Como assim?
- Ele também está no meio. Sentimos aquele perfume de Macadame dele.
- Mas o Damn está morto. Rafael o matou.
- Impossível!
- Não. Você sentiu o mesmo perfume dele, pois é o mesmo da pessoa que presenteou ele no final de novembro do ano passado.
- Incrível. Mas como ela?
Perov era incapaz de acreditar. Amanda Rosa entendia tudo até aquele ponto. Quem havia presenteado o Damn com um perfume Macadame?
- De quem vocês estão falando? – questionou Amanda Rosa
- Racquel. – respondeu Bernard
- Racquel?
- É sim. Ela presenteou o Damn com um perfume favorito dela.
- Mas ela também já foi pra Bósnia?
- Parece-me que sim. Ao ser chamada de traíra pelas outras pessoas da sala, guardou tantas mágoas que se juntou a Izáias em seus planos de vingança.
- Gente...Agora tudo começa a fazer sentido. É por isso que o nosso calouro Getúlio morreu misteriosamente quando iria voltar para Governador Valadares. Em que morreu na estação ferroviária.
- Sim. Foi ela mesma. A golpes de facão no banheiro da estação.
- Estou chocada. Que crueldade. Precisamos sair daqui o mais rápido possível. Mas como?
Não sabiam ao certo, mas precisavam ajudar Flora e Vanessa na outra sala. Luiza levantou-se e parecia bem melhor.
Uma taruíra laranja de duas cabeças passava acima do marco da porta.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:00 PM
- E quem são? – perguntou ansiosa Flora
- Vai me dizer que você não sabe?
- Não Perov!
- Eles estavam no grup...
Antes de completar a frase Perov foi atingido em cheio no pescoço por uma agulha. Bernard havia atirado certeiro. Esperou que atingissem Amanda e Likan. Após isso retirou sua capa e viu que Flora corria para dentro da Floresta. Ouviu Izáias dizer ‘eu vou atrás dela, levem-nos para o Cemuni V’. Bernard carregou Amanda até a Kombi branca que estava atrás do CT III. Depois esperou que os outros trouxessem Perov e Likan.
Entrou na Kombi para dirigir. Os outros três esperavam Izáias voltar com Flora. E um sexto ainda lhe aguardava no Cemuni V. Enquanto dirigia, Bernard pensava que tudo aquilo terminaria logo. Arrependia-se amargamente de ter participado de toda aquela confusão. Quando no dia do incidente foi cercado no banheiro feminino, enquanto tentava escapar, e recebeu uma proposta dos outros cinco, ou os ajudava, ou morreria ali mesmo. Bernard consentiu. E ficou como espião deles durante um bom tempo. Descobrira o paradeiro de cada desaparecido e entregara a Izáias. Ele estava arrependido de cada uma dessas suas atitudes. Não as fazia por vontade própria, mas sua vida estava em risco. Porém não poderia tirar as dos outros assim. Desse jeito. Então resolveu que isso iria acabar. Ajudaria Perov e Flora a fugir com os outros dali. Mas como? Teria que pensar rápido. Havia chegado em frente à porta norte do Cemuni V. o assassino em sua longa capa aguardava sua saída do carro. Quando levou os três para a sala 4, Bernard sabia o que fazer. Disse ao outro que ele ficaria encarregado de amarrá-los. E assim se fez. Amarrou Amanda. Passou as cordas pelas mãos de Perov, mas não deu nós. Até ali tudo daria certo. Mas o sexto assassino lhe pediu que trouxesse Likan. E que o ajudasse a levar os outros ali para a sala. Ele achou estranho isso. Achou que eles estavam mortos., mas realizou a tarefa. Trouxe então Luiza e Vanessa, ainda vivos. Sentiu um nó na garganta quando repousava Rubiana e Victor, agora mortos, no chão. Saiu da sala e viu a cena. Perov e Amanda amarrados nas cadeiras. Luiza desmaiada em cima da mesa. Vanessa amedrontada próxima a Luiza.
Agora precisa conseguir um jeito de tirá-los dali sem que notassem, ou desconfiassem dele. Sabia que esta não seria uma tarefa fácil.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Vai me dizer que você não sabe?
- Não Perov!
- Eles estavam no grup...
Antes de completar a frase Perov foi atingido em cheio no pescoço por uma agulha. Bernard havia atirado certeiro. Esperou que atingissem Amanda e Likan. Após isso retirou sua capa e viu que Flora corria para dentro da Floresta. Ouviu Izáias dizer ‘eu vou atrás dela, levem-nos para o Cemuni V’. Bernard carregou Amanda até a Kombi branca que estava atrás do CT III. Depois esperou que os outros trouxessem Perov e Likan.
Entrou na Kombi para dirigir. Os outros três esperavam Izáias voltar com Flora. E um sexto ainda lhe aguardava no Cemuni V. Enquanto dirigia, Bernard pensava que tudo aquilo terminaria logo. Arrependia-se amargamente de ter participado de toda aquela confusão. Quando no dia do incidente foi cercado no banheiro feminino, enquanto tentava escapar, e recebeu uma proposta dos outros cinco, ou os ajudava, ou morreria ali mesmo. Bernard consentiu. E ficou como espião deles durante um bom tempo. Descobrira o paradeiro de cada desaparecido e entregara a Izáias. Ele estava arrependido de cada uma dessas suas atitudes. Não as fazia por vontade própria, mas sua vida estava em risco. Porém não poderia tirar as dos outros assim. Desse jeito. Então resolveu que isso iria acabar. Ajudaria Perov e Flora a fugir com os outros dali. Mas como? Teria que pensar rápido. Havia chegado em frente à porta norte do Cemuni V. o assassino em sua longa capa aguardava sua saída do carro. Quando levou os três para a sala 4, Bernard sabia o que fazer. Disse ao outro que ele ficaria encarregado de amarrá-los. E assim se fez. Amarrou Amanda. Passou as cordas pelas mãos de Perov, mas não deu nós. Até ali tudo daria certo. Mas o sexto assassino lhe pediu que trouxesse Likan. E que o ajudasse a levar os outros ali para a sala. Ele achou estranho isso. Achou que eles estavam mortos., mas realizou a tarefa. Trouxe então Luiza e Vanessa, ainda vivos. Sentiu um nó na garganta quando repousava Rubiana e Victor, agora mortos, no chão. Saiu da sala e viu a cena. Perov e Amanda amarrados nas cadeiras. Luiza desmaiada em cima da mesa. Vanessa amedrontada próxima a Luiza.
Agora precisa conseguir um jeito de tirá-los dali sem que notassem, ou desconfiassem dele. Sabia que esta não seria uma tarefa fácil.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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1:52 PM
Flora não sabia ao certo quanto tempo havia dormido. Estava caída no chão com as mãos e pés amarrados. Agora despertava, dolorosamente, em um local que cheirava a mofo. Achou que era um porão, mas na verdade descobriu que era o Cemuni V, quando viu na sua frente a parede aberta do departamento. Escutava algumas vozes ao longe, ouvia Izáias conversando com alguém. Mas quem? Tentou se arrastar para mais próxima do corredor, mas era impossível. As cordas foram bem amarradas. Procurava algo com o que se libertar. Mas não havia nada ali. Os antigos objetos do departamento foram retirados quando desativaram o prédio. Ficou caída e acordada no chão por mais de meia hora, ouvindo fracamente conversas alteradas entre Izáias e o outro sujeito. ‘Mas por que o Izáias?’. Pensou ela. ‘Ele não tinha motivos para fazer aquilo. Ou tinha?’. Então ela começou a fazer ligações. No dia do crime, Lorrayna não veio fazer a prova, e é uma das possíveis assassinas, pela ligação com o crime e a fuga desesperada quando Perov descobriu que faltava a foto dela. Outra pessoa que não fez a prova e que também está desaparecida é o Damn. Para ele seria mais viável a construção do centro de comunicação social em Jacaraípe. E o Damn parecia tão estranho antes das eleições do DCE. OK. Izáias, Lorrayna e Damn. Quem seriam os outros três? Moura? Bernard? Zé? Samantha? Toin? Weslei? Juliana? Paulinha? Ou seria alguém que não era da turma? Aquilo estava ficando realmente muito confuso. Mas muito confuso mesmo.
Flora quase gritou de susto quando Izáias apareceu na abertura. Estava concentrada no assunto e foi interrompida pelo semblante de Izáias.
- Izáias! O que está acontecendo?
- Flora acalme-se. Tudo será explicado. Há informações que irão para o túmulo aqui no Cemuni hoje. Literalmente.
- Mas por que você Izáias?
- Já disse que tudo será explicado. – Falava Izáias serenamente. – Agora vou te levar até os outros.
Izáias cortou as cordas dos pés de Flora e fez sinal para que se levantasse. Ela o fez. Ele segurava na corda que amarrava sua mão e a conduzia para o outro lado, na sala 4. A sala estava úmida, escura e cheirava mal. Izáias acendeu a luz da sala. E Flora via com clareza Perov e Amanda amarrados cada um em uma cadeira. Rubiana estava caída no chão. E pelo seu estado percebeu que ela já estava morta. Victor estava perto dela. Haviam encontrado seu corpo. Luiza estava desmaiada em cima da mesa à frente da sala. Vanessa estava amarrada e amedrontada, sentada no chão próxima a mesa onde estava Luiza. Mas onde estaria Rafael. Será que o mataram? E Likan? Onde estaria Likan? Sua resposta foi respondida com o grito de dor de Likan, que vinha de outra sala. Izáias empurrou Flora para dentro da sala e trancou a porta.
Perov fazia sinal para que ela se aproximasse. Ela o Fez.
- Perov. O que vamos fazer agora?
- Não sei ainda. Quando acordamos aqui, Rafael e Likan não estavam na sala. Mas vi Rafael gritar alguma coisa há algumas horas atrás, parecia nervoso, acho que ele tentou fugir, e daí o prenderam em outro local. Likan foi levado, por uma pessoa de capa, antes de você chegar. Não notamos quem era. Mas ainda sinto aquele cheiro Macadame como se fosse hoje.
- Macadame. Também me lembro. Mas de quem é. Foi em novembro...Macadame, Notre Dame...
- O que você está fazendo?
- Tentando descobrir algo. Algum trocadilho tosco, para que me lembre de algo.
- Ah sim.
- Macadame, Notre Dame, Infame, Declame. Macadâmia, Macedâmia, Macedônia...
- Flora! Já sei de quem é o perfume! É do Damn!
- Como você sabe?
- Quando você falou Macedônia, lembrei-me da Iugoslávia. E quem na sala já visitou quase toda a antiga Iugoslávia?
- O Damn. Perov você é um gênio! Mas não adianta muito saber quem é agora. Estamos todos presos.
- Todos não. Quem disse que eles conseguiram me prender?
E dizendo isto, Perov desvencilhou-se das cordas que pendiam em suas mãos. Tirou do canto do All Star de Amanda um canivete que havia escondido com ela antes de serem capturados. Cortou as cordas dos pulsos de Flora, as de Amanda, depois as de Vanessa.
- Mas como você conseguiu isto?
- Tem alguém com eles que está jogando do nosso lado.
- Mas você tem idéia de quem?
- Uma suposição apenas.
- Mas quem?
- Bernard.
- Mas por que?
- Essa é uma longa história. Agora me ajude a acordar a Luiza.
- Está bem.
Conseguiram acordar Luiza, que ainda estava grogue, e a colocaram de pé. Perov a segurou de um lado e Amanda do outro. Flora estava próxima a Vanessa e davam cobertura para os três.
Chegaram próximo à porta. Alguém estava a abrindo. E agora? O que fariam?
Um mosquito púrpura, com Aids Egípicia, posou no velho, antigo, muito velho ar condicionado da sala 4.
Flora quase gritou de susto quando Izáias apareceu na abertura. Estava concentrada no assunto e foi interrompida pelo semblante de Izáias.
- Izáias! O que está acontecendo?
- Flora acalme-se. Tudo será explicado. Há informações que irão para o túmulo aqui no Cemuni hoje. Literalmente.
- Mas por que você Izáias?
- Já disse que tudo será explicado. – Falava Izáias serenamente. – Agora vou te levar até os outros.
Izáias cortou as cordas dos pés de Flora e fez sinal para que se levantasse. Ela o fez. Ele segurava na corda que amarrava sua mão e a conduzia para o outro lado, na sala 4. A sala estava úmida, escura e cheirava mal. Izáias acendeu a luz da sala. E Flora via com clareza Perov e Amanda amarrados cada um em uma cadeira. Rubiana estava caída no chão. E pelo seu estado percebeu que ela já estava morta. Victor estava perto dela. Haviam encontrado seu corpo. Luiza estava desmaiada em cima da mesa à frente da sala. Vanessa estava amarrada e amedrontada, sentada no chão próxima a mesa onde estava Luiza. Mas onde estaria Rafael. Será que o mataram? E Likan? Onde estaria Likan? Sua resposta foi respondida com o grito de dor de Likan, que vinha de outra sala. Izáias empurrou Flora para dentro da sala e trancou a porta.
Perov fazia sinal para que ela se aproximasse. Ela o Fez.
- Perov. O que vamos fazer agora?
- Não sei ainda. Quando acordamos aqui, Rafael e Likan não estavam na sala. Mas vi Rafael gritar alguma coisa há algumas horas atrás, parecia nervoso, acho que ele tentou fugir, e daí o prenderam em outro local. Likan foi levado, por uma pessoa de capa, antes de você chegar. Não notamos quem era. Mas ainda sinto aquele cheiro Macadame como se fosse hoje.
- Macadame. Também me lembro. Mas de quem é. Foi em novembro...Macadame, Notre Dame...
- O que você está fazendo?
- Tentando descobrir algo. Algum trocadilho tosco, para que me lembre de algo.
- Ah sim.
- Macadame, Notre Dame, Infame, Declame. Macadâmia, Macedâmia, Macedônia...
- Flora! Já sei de quem é o perfume! É do Damn!
- Como você sabe?
- Quando você falou Macedônia, lembrei-me da Iugoslávia. E quem na sala já visitou quase toda a antiga Iugoslávia?
- O Damn. Perov você é um gênio! Mas não adianta muito saber quem é agora. Estamos todos presos.
- Todos não. Quem disse que eles conseguiram me prender?
E dizendo isto, Perov desvencilhou-se das cordas que pendiam em suas mãos. Tirou do canto do All Star de Amanda um canivete que havia escondido com ela antes de serem capturados. Cortou as cordas dos pulsos de Flora, as de Amanda, depois as de Vanessa.
- Mas como você conseguiu isto?
- Tem alguém com eles que está jogando do nosso lado.
- Mas você tem idéia de quem?
- Uma suposição apenas.
- Mas quem?
- Bernard.
- Mas por que?
- Essa é uma longa história. Agora me ajude a acordar a Luiza.
- Está bem.
Conseguiram acordar Luiza, que ainda estava grogue, e a colocaram de pé. Perov a segurou de um lado e Amanda do outro. Flora estava próxima a Vanessa e davam cobertura para os três.
Chegaram próximo à porta. Alguém estava a abrindo. E agora? O que fariam?
Um mosquito púrpura, com Aids Egípicia, posou no velho, antigo, muito velho ar condicionado da sala 4.
Era a noite, na verdade madrugada, de domingo mais sombria que Flora já tinha visto. Agora ela corria desesperadamente na floresta localizada atrás da Ufes. Suas mãos frias e temerosas aguardavam o pior. Agora nem Perov, Rafael, Victor, Lorrayna ou Luiza poderiam lhe ajudar. Estava só. Correndo do que parecia ser o seu fim. “Um fim que será o último”, pensou ela.
O cansaço acabou lhe vencendo. Parou exausta em um canto próxima à algumas árvores envelhecidas. Recostou sobre uma das àrvores e esperou durante alguns minutos. Acabou ajoelhando no chão para algo que lhe chamava atenção. Apanhou o objeto que ali brilhava. Finalmente havia encontrado! Havia encontrado a chave que Izáias lhe mostrara e que poderia abrir a caixa de Victor. Mas como foi para ali? De nada adiantava. Todos estavam mortos. Somente ela, Flora, estava ali, nada e ninguém poderia lhe ajudar. As lágrimas logo vieram. Tudo estava perdido. Tudo pelo que havia lutado. Tudo pelo que havia alcançado todo esse tempo. Tudo estava perdido. Sentiu sua presença e baixou os olhos. Tudo ficou escuro...
Sentiu uma mão em sua cabeça. Abriu os olhos. Tudo ficou mais claro. Izáias pedia que ela se levantasse.
- Vamos Flora! Precisamos sair daqui!
- Mas Izáias? Como é...
- Eu consegui fugir. Vim até aqui e vi você correndo. Infelizmente não consegui salvar os outros. Vamos. Ainda não é tarde para salvar Perov, Likan e Amanda, vamos!
- Ainda bem que você está aqui. Vamos então. Estou morrendo de medo.
Flora e Izáias davam a volta pela floresta, em direção aos CT’S. Ela sentiu um calafrio. Chegaram e tudo estava deserto. Andaram até o CT III, onde estavam antes. Viu que a mochila de Perov ainda estava lá, e o celular de Amanda ainda estava em cima da mesa redonda em que estavam conversando. Achou estranho. Izáias parou. Ela continuou um pouco e também parou. ‘Por que Izáias parou?’ pensou ela.
- Ué Izáias...
- Desculpe-me Flora.
Um projétil de agulha saiu da arma na mão de Izáias e atingiu em cheio o pescoço de Flora. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela caiu desnorteada no chão.
Uma mariposa posou nas costas de um mico-leão-dourado que estava acima de Flora.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
O cansaço acabou lhe vencendo. Parou exausta em um canto próxima à algumas árvores envelhecidas. Recostou sobre uma das àrvores e esperou durante alguns minutos. Acabou ajoelhando no chão para algo que lhe chamava atenção. Apanhou o objeto que ali brilhava. Finalmente havia encontrado! Havia encontrado a chave que Izáias lhe mostrara e que poderia abrir a caixa de Victor. Mas como foi para ali? De nada adiantava. Todos estavam mortos. Somente ela, Flora, estava ali, nada e ninguém poderia lhe ajudar. As lágrimas logo vieram. Tudo estava perdido. Tudo pelo que havia lutado. Tudo pelo que havia alcançado todo esse tempo. Tudo estava perdido. Sentiu sua presença e baixou os olhos. Tudo ficou escuro...
Sentiu uma mão em sua cabeça. Abriu os olhos. Tudo ficou mais claro. Izáias pedia que ela se levantasse.
- Vamos Flora! Precisamos sair daqui!
- Mas Izáias? Como é...
- Eu consegui fugir. Vim até aqui e vi você correndo. Infelizmente não consegui salvar os outros. Vamos. Ainda não é tarde para salvar Perov, Likan e Amanda, vamos!
- Ainda bem que você está aqui. Vamos então. Estou morrendo de medo.
Flora e Izáias davam a volta pela floresta, em direção aos CT’S. Ela sentiu um calafrio. Chegaram e tudo estava deserto. Andaram até o CT III, onde estavam antes. Viu que a mochila de Perov ainda estava lá, e o celular de Amanda ainda estava em cima da mesa redonda em que estavam conversando. Achou estranho. Izáias parou. Ela continuou um pouco e também parou. ‘Por que Izáias parou?’ pensou ela.
- Ué Izáias...
- Desculpe-me Flora.
Um projétil de agulha saiu da arma na mão de Izáias e atingiu em cheio o pescoço de Flora. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela caiu desnorteada no chão.
Uma mariposa posou nas costas de um mico-leão-dourado que estava acima de Flora.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:56 PM
Amanda parecia mais pálida que nunca. Trazia, consigo mesma, marcas de dias difíceis. Suas usuais madeixas rosadas estavam desbotadas e sem vida. Seu robe negro só confirmava o momento pelo o qual estava passando. Amanda Mariano com certeza não era mais a mesma. Dirigiu-se à Perov:
- Perov! Ainda bem que você veio. Achei que morreria aqui, e nós não poderíamos divulgar o que sabemos. Eu me vingarei de todos eles!
- Mas devemos manter a calma. Eles esperam que nós fiquemos nervosos e preocupados. Vamos nos concentrar no nosso objetivo inicial. Descobrir todos os envolvidos no incidente e entregá-los à polícia.
- Verdade. Eu desejo descobrir isso desde que aconteceu.
Flora olhava de Amanda para Perov, de Perov para Likan, incrédula. Eles parecem saber de tudo e de nada ao mesmo tempo. E Amanda, que havia sumido no dia do incidente, só agora foi aparecer. E ela estava muito estranha. O que será que tinha acontecido à ela?
- Mas Amanda, o que aconteceu com você logo após o incidente? Você desapareceu, e nem deixou notícias de onde estava.
- Erhm...deixei sim, mas somente Perov e Victor sabiam onde eu estava este tempo todo. Eles vinham me visitar quase todos os dias, eu não poderia aparecer, não com eles, os suspeitos, atrás de mim e com Likan achando que eu estava envolvida. Likan só se entregou logo depois que descobriu que eu ainda estava viva, quando contei à ele toda a história, e ele, juntamente à mim e ao Perov, resolvemos criar um plano para descobrir sobre os criminosos. Por isso Likan foi preso. Ele sabia que seria solto mais tarde. O que achei ruim no nosso plano foi que os outros morreram por nossa causa. E isso me deixou meio desmotivada. Nunca esquecerei do pessoal da turma.
Após esse breve comentário Perov notou que uma lágrima passava pela face de Amanda.
- Mas com o tempo vamos ter que aceitar o fato.
- Vamos sim. – complementou Perov.
Flora começou a calcular os fatos. Todos a olhavam enquanto ela parecia estar maquinando algo. Sua expressão psicótica começava a reaparecer, e pensou Perov que Flora devia ter um plano em mente. Mas o que?
- Flora. O que aconteceu?
- Perov, lembra-se da caixa que achamos no bolso do Victór?
- Sim. Lembro. Está na minha mochila. – e dizendo isto tirou da bolsa a caixa metálica.
- Pois bem. Pelo que soube, Victór estava mais envolvido do que eu achava. E se ele descobriu esta caixa e quisesse que nós a encontrássemos, escondendo-a em seu bolso?
- Verdade. Mas seria arriscado descobrir o que há dentro. Como vamos abri-la?
- A chave!
- Que chave Flora?
- A chave que Izáias achou. Ele acabou esquecendo de te contar, por causa do estado do Victor.
- Como assim?
- Perov. Só uma dúvida. Você já foi pra Kosovo?
- Hahaha! Nunca! Nem iria. Como assim Kosovo? Pelo que sei foi o Damn que viajou pra Bósnia, e nem é Kosovo. Apesar de ambos serem países da ex-Iugoslávia.
- É que o Izáias nos contou uma história engraçada.
Flora narrou para Perov, Amanda e Likan o caso da família Zämucherstch e o código terciário.
- ...e segundo ele Lorrayna é a ascendente dessa família. E ela era a chave para o mistério todo.
- Estranho ele ter falado Perov ao invés de Damn. Mas enfim. Onde está a chave agora?
- Não sei. Na verdade está com o Izáias.
- Precisamos daquela chave. Pois, eles mataram o Izáias e mais cedo ou mais tarde descobrirão a chave com ele.
- Verdade. Mas como faremos isso?
- Não sei. Temos que colaborar. Todos.
- Mas Perov. Eu mal sei da história toda. No dia do incidente cheguei aqui e soube de poucas coisas.
- Está bem Flora. Vamos te contar o que sabemos. Certo Likan? Certo Amanda?
- Certo. – disseram os dois juntos
- Foi no dia 25 de junho de 2009, que tudo aconteceu. Era a quinta-feira mais fria que teríamos na Ufes...
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Perov! Ainda bem que você veio. Achei que morreria aqui, e nós não poderíamos divulgar o que sabemos. Eu me vingarei de todos eles!
- Mas devemos manter a calma. Eles esperam que nós fiquemos nervosos e preocupados. Vamos nos concentrar no nosso objetivo inicial. Descobrir todos os envolvidos no incidente e entregá-los à polícia.
- Verdade. Eu desejo descobrir isso desde que aconteceu.
Flora olhava de Amanda para Perov, de Perov para Likan, incrédula. Eles parecem saber de tudo e de nada ao mesmo tempo. E Amanda, que havia sumido no dia do incidente, só agora foi aparecer. E ela estava muito estranha. O que será que tinha acontecido à ela?
- Mas Amanda, o que aconteceu com você logo após o incidente? Você desapareceu, e nem deixou notícias de onde estava.
- Erhm...deixei sim, mas somente Perov e Victor sabiam onde eu estava este tempo todo. Eles vinham me visitar quase todos os dias, eu não poderia aparecer, não com eles, os suspeitos, atrás de mim e com Likan achando que eu estava envolvida. Likan só se entregou logo depois que descobriu que eu ainda estava viva, quando contei à ele toda a história, e ele, juntamente à mim e ao Perov, resolvemos criar um plano para descobrir sobre os criminosos. Por isso Likan foi preso. Ele sabia que seria solto mais tarde. O que achei ruim no nosso plano foi que os outros morreram por nossa causa. E isso me deixou meio desmotivada. Nunca esquecerei do pessoal da turma.
Após esse breve comentário Perov notou que uma lágrima passava pela face de Amanda.
- Mas com o tempo vamos ter que aceitar o fato.
- Vamos sim. – complementou Perov.
Flora começou a calcular os fatos. Todos a olhavam enquanto ela parecia estar maquinando algo. Sua expressão psicótica começava a reaparecer, e pensou Perov que Flora devia ter um plano em mente. Mas o que?
- Flora. O que aconteceu?
- Perov, lembra-se da caixa que achamos no bolso do Victór?
- Sim. Lembro. Está na minha mochila. – e dizendo isto tirou da bolsa a caixa metálica.
- Pois bem. Pelo que soube, Victór estava mais envolvido do que eu achava. E se ele descobriu esta caixa e quisesse que nós a encontrássemos, escondendo-a em seu bolso?
- Verdade. Mas seria arriscado descobrir o que há dentro. Como vamos abri-la?
- A chave!
- Que chave Flora?
- A chave que Izáias achou. Ele acabou esquecendo de te contar, por causa do estado do Victor.
- Como assim?
- Perov. Só uma dúvida. Você já foi pra Kosovo?
- Hahaha! Nunca! Nem iria. Como assim Kosovo? Pelo que sei foi o Damn que viajou pra Bósnia, e nem é Kosovo. Apesar de ambos serem países da ex-Iugoslávia.
- É que o Izáias nos contou uma história engraçada.
Flora narrou para Perov, Amanda e Likan o caso da família Zämucherstch e o código terciário.
- ...e segundo ele Lorrayna é a ascendente dessa família. E ela era a chave para o mistério todo.
- Estranho ele ter falado Perov ao invés de Damn. Mas enfim. Onde está a chave agora?
- Não sei. Na verdade está com o Izáias.
- Precisamos daquela chave. Pois, eles mataram o Izáias e mais cedo ou mais tarde descobrirão a chave com ele.
- Verdade. Mas como faremos isso?
- Não sei. Temos que colaborar. Todos.
- Mas Perov. Eu mal sei da história toda. No dia do incidente cheguei aqui e soube de poucas coisas.
- Está bem Flora. Vamos te contar o que sabemos. Certo Likan? Certo Amanda?
- Certo. – disseram os dois juntos
- Foi no dia 25 de junho de 2009, que tudo aconteceu. Era a quinta-feira mais fria que teríamos na Ufes...
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:56 PM
- Foi no dia 25 de junho de 2009, que tudo aconteceu. Era a quinta-feira mais fria que teríamos na Ufes. Neste dia, não sei se você lembra, só tinha aula para o 3º período, nossa turma, e o 4º período, só que somente nossa seria no Cemuni V. As eleições do DCE estavam acontecendo. Likan participava de uma das chapas e tinha que ficar na Ufes até tarde. Participavam de outras chapas você, Izáias, Damn, Amanda Rosa, Perov, Victor, o Zé, Vanessa, Bernard, Weslei, Toin e Plínio, pelo que sei. Corriam boatos de que Likan queria ganhar de qualquer maneira as eleições e moveria céus e infernos para fazê-lo. Pois bem, nossa aula começou ás oito horas da manhã. Tivemos aula de Fotografia com o Protty, era dia de prova. Sei que não fizeram a prova você, Damn, Silvia, Likan, Toin, Amanda, Lorrayna, Carol, Rafael Hup, Juliana e Victor. Antes de terminar a prova Protty saiu da sala para pegar o projetor no departamento. Ele chegou na sala todo ensangüentado, havia um profundo corte em seu pescoço, passou a mão no marco da porta e caiu morto no chão. Foi aí que todos desesperaram e saíram correndo da sala. O Cemuni estava trancado por dentro e fora. Alguém tinha feito isso com a intenção de matar a todos lá dentro. Conseguimos escapar pela porta sul, ainda não sei como, eu, Luiza, Izáias, Hup, Victor, Vanessa e Rafael Moura. Os outros ficaram lá. Posteriormente seriam encontrados mortos. A polícia não divulgou quais os mortos. O caso ainda está em investigação. Após a retirada dos corpos o Cemuni V foi lacrado. Junto com ele foram fechados os outros Cemunis e o Bob Esponja, antes mesmo de abrir. Assim, foi fechado o curso de comunicação social da Ufes, que mais tarde seria reaberto em um novo campus em Jacaraípe. Os sobreviventes prestaram depoimento, ao menos a maioria deles. Não foram encontradas pistas que revelassem quem eram os responsáveis pelos assassinatos. Amanda e eu vimos algumas pessoas que correram pro banheiro feminino, local onde não foram encontrados corpos, e elas nos viram, antes de nós sairmos. Amanda ficou na casa da Camila Bellon mais ou menos uma semana, pois alguém sabia que ela lá estava e foi atrás. Assassinando por engano Bellon, que agora também estava com cabelo rosa. Moda instituída pela Amanda. Por isso a foto da Amanda estava em ambos os envelopes. Quem fazia este controle dos mortos/fotografias era alguém que provavelmente estava na aula do Protty, por isso do tema, fotografia. Amanda então ligou-me desesperada, falando que não poderia voltar pra casa, agora ela era suspeita por não prestar depoimento e tinha fugido de casa um dia antes do incidente. Dei a sugestão de ela ir pro Cemuni V. E ela foi. Falei com Victor e ele decidiu ajudar. Cada dia um ia e levava comida pra ela e informações. Depois Likan descobriu, enquanto relaxava verdemente pela Ufes, que Amanda estava morando no Cemuni V, e foi até lá. Para ele, Amanda era a principal assassina. Mas ela acabou contando a história e cheguei bem no momento que ele ia embora nervoso. Fiz com que ele consentisse e nos ajudasse a descobrir os verdadeiros criminosos. Ele consentiu. Tramamos um plano, que daria certo se Izáias tivesse chegado um pouco antes e Rubiana não fosse pega. Pois,segundo Vanessa, a segunda versão da visão dela Rubiana se esconderia e não seria pega, Izáias chegaria antes de Victor, Vanessa e Lorrayna irem para frente do Prograd e nos encontrariam em frente ao Cemuni. Encontraríamos com Likan e Amanda mais cedo, pois Likan conseguiria ligar pra você e Amanda viria com ele. A questão é que não sabemos o por que desta barbaridade com o pessoal da sala, as pessoas que estavam no banheiro são bem suspeitas...
- E quem são? – perguntou ansiosa Flora
- Vai me dizer que você não sabe?
- Não Perov!
- Eles estavam no grup...
Antes de completar a frase Perov foi atingido em cheio no pescoço por uma agulha. Caiu desacordado no chão. Amanda também foi atingida e caiu no chão. Likan tentou correr e recebeu uma pancada na nuca. Caiu em cheio no chão. Uma das agulhas passou pela orelha Flora e quase a atingiu. Ela levantou-se e preparou para correr. Uns 4 assassinos apanhavam os corpos, enquanto um ainda perseguia Flora.
Flora embrenhou-se na Floresta que fica localizada atrás dos CT’s. Corria loucamente. Sem rumo. Sem saber o que fazer. Sem ninguém.
Um peixe vermelho e verde fez ‘glup bubbly’ no lago da Ufes.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- E quem são? – perguntou ansiosa Flora
- Vai me dizer que você não sabe?
- Não Perov!
- Eles estavam no grup...
Antes de completar a frase Perov foi atingido em cheio no pescoço por uma agulha. Caiu desacordado no chão. Amanda também foi atingida e caiu no chão. Likan tentou correr e recebeu uma pancada na nuca. Caiu em cheio no chão. Uma das agulhas passou pela orelha Flora e quase a atingiu. Ela levantou-se e preparou para correr. Uns 4 assassinos apanhavam os corpos, enquanto um ainda perseguia Flora.
Flora embrenhou-se na Floresta que fica localizada atrás dos CT’s. Corria loucamente. Sem rumo. Sem saber o que fazer. Sem ninguém.
Um peixe vermelho e verde fez ‘glup bubbly’ no lago da Ufes.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:54 PM
- Gente, só pode ser o Likan. Ele está brincando com a gente. Vou lá.
- Rubiana não!
Perov alarmou-a, mas foi em vão. Rubiana foi ao encontro do estranho. Tarde demais. Foi abordada por mais dois estranhos, que a acertaram em cheio na têmpora. Provável golpe letal.
Após isto não pensaram duas vezes, correram velozmente em direções diferentes. Perov e Flora deram a volta no Metrópolis e esconderam-se em meio às plantas que haviam crescido muito nos últimos meses. Os suspeitos pareciam ter se multiplicado. Agora estavam em mais de 3, eram 6. A pontada no estômago de Perov foi a mesma no de Flora. De trás dos arbustos viam que cada um de seus colegas, ambos estavam desacordados, eram carregados pelos suspeitos. Luiza, Izáias, Vanessa, Rafael, Rubiana. Todos estavam com um aspecto fúnebre. Flora começou a choramingar. Estava amedrontada. Perov fez sinal para se manter em silêncio. Para uma possível fuga. O perfume Macadame mais uma vez passou pelas narinas de Perov. Agora Flora também sentia. Ela também conhecia aquele perfume, só tinha que lembrar de quem. Passados pouco mais de cinco minutos, Flora e Perov saíram abaixados de trás dos arbustos e depressa corriam, sem serem seguidos, em direção ao CT III.
Chegaram exaustos em frente ao prédio. E ouviram um ‘Psiu’ vindo de um breu, embaixo de uns pés de manga que ficam em frente ao prédio CT III. Aproximaram-se. Likan estava mais sombrio do que nunca.
- Pensei que não chegariam nunca.
- É que quase fomos pegos. Rafael, Luiza, Rubiana, Izáias e Vanessa foram raptados. Estão correndo perigo. – disse Flora tristonha.
- Tarde demais. Acho que a essa hora já estão todos mortos.
- O que?
- É sim. Vim pra cá relaxar um pouco no meu mundo verde. Daí três deles passaram por mim aqui no escuro sem notar. E conversavam abertamente que os planos deles estavam em risco e que deviam matar a todos. E que um deles já havia tido seu fim.
- O Victor...
- Victor? Ele também estava com vocês?
- Sim.
- Mas eu liguei pra casa dele e a mãe dele disse que ele tinha viajado.
- Como assim?
- Sério. Ele me ligou contando umas coisas estranhas quando eu ainda estava preso. E então resolvi ligar pra ele, saber direito da situação. E a mãe dele me disse isso.
- O estranho é que ele esteve com a gente o dia todo. E não comentou nada sobre ter falado com você. Mas agora está morto.
- Mó palha. Eu ainda estou abismado. Vocês já encontraram algum suspeito?
- Na verdade o mais perto de um suspeito que temos é Lorrayna.
- Por que?
Perov contou à Likan sobre as fotografias, a fuga de Lorrayna, a chave da família Zämucherstch e o código terciário. Likan escutava impressionado como que cada fato se encaixava nos recentes acontecimentos.
- A coisa mais estranha é que sabemos pouco sobre o caso. Pelo menos eu. E não acho que ninguém vai querer nos contar algo assim. – disse Flora
- Vou lhes contar. Mas para isso, temos que esperar a Amanda chegar. Não é Perov?
- É sim. Daqui a pouco ela estará aqui.
- Do que vocês estão falando? – Perguntou Flora
- Amanda nos contatou. Hoje de manhã. E eu já sabia que estaríamos na Ufes hoje. Amanda estava presa no Cemuni V desde o fim do incidente, quando o prédio foi fechado. Daí ela viu Luiza. Mas também tinham duas pessoas, ela não me disse quem ainda, que as vigiavam, ela, Luiza e Rubiana. Depois que um dos suspeitos saiu ela pôde tentar uma fuga. E conseguiu este feito pela janela do banheiro que não tinha sido lacrada. Antes ela me mandou uma mensagem falando sobre isso, e que estava na Ufes. Eu respondi dizendo que também estaria na Ufes hoje. Nós dois sabemos de muitas coisas que muitos desconhecem.
- Vi sua mensagem no celular, que agora sei que é dela. Mas só agora que você foi me contar Perov? E se você tivesse sido pego?
- Jamais. Vanessa me disse que nos encontraríamos aqui. O estranho é que segundo a premonição dela, Likan não estaria aqui e ela viria conosco, mas ela não teve chance... o que será que saiu errado? Temos que ver onde erramos.
- Verdade. Será que a Amanda vai demorar a chegar?
- Acho que não. Ela está vindo logo ali.
Em uma clareira próxima deles deles, um cabelo rosa trovão esvoaçava ao vento. E em seu robe negro vinha Amanda Mariano, ou Amanda Rosa, como era conhecida. Em sua face, seu habitual sorriso sarcástico, que se destacava na luz da lua.
Um caranguejo azulado cruzou o caminho deles em direção ao mangue de Laranjeiras.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Rubiana não!
Perov alarmou-a, mas foi em vão. Rubiana foi ao encontro do estranho. Tarde demais. Foi abordada por mais dois estranhos, que a acertaram em cheio na têmpora. Provável golpe letal.
Após isto não pensaram duas vezes, correram velozmente em direções diferentes. Perov e Flora deram a volta no Metrópolis e esconderam-se em meio às plantas que haviam crescido muito nos últimos meses. Os suspeitos pareciam ter se multiplicado. Agora estavam em mais de 3, eram 6. A pontada no estômago de Perov foi a mesma no de Flora. De trás dos arbustos viam que cada um de seus colegas, ambos estavam desacordados, eram carregados pelos suspeitos. Luiza, Izáias, Vanessa, Rafael, Rubiana. Todos estavam com um aspecto fúnebre. Flora começou a choramingar. Estava amedrontada. Perov fez sinal para se manter em silêncio. Para uma possível fuga. O perfume Macadame mais uma vez passou pelas narinas de Perov. Agora Flora também sentia. Ela também conhecia aquele perfume, só tinha que lembrar de quem. Passados pouco mais de cinco minutos, Flora e Perov saíram abaixados de trás dos arbustos e depressa corriam, sem serem seguidos, em direção ao CT III.
Chegaram exaustos em frente ao prédio. E ouviram um ‘Psiu’ vindo de um breu, embaixo de uns pés de manga que ficam em frente ao prédio CT III. Aproximaram-se. Likan estava mais sombrio do que nunca.
- Pensei que não chegariam nunca.
- É que quase fomos pegos. Rafael, Luiza, Rubiana, Izáias e Vanessa foram raptados. Estão correndo perigo. – disse Flora tristonha.
- Tarde demais. Acho que a essa hora já estão todos mortos.
- O que?
- É sim. Vim pra cá relaxar um pouco no meu mundo verde. Daí três deles passaram por mim aqui no escuro sem notar. E conversavam abertamente que os planos deles estavam em risco e que deviam matar a todos. E que um deles já havia tido seu fim.
- O Victor...
- Victor? Ele também estava com vocês?
- Sim.
- Mas eu liguei pra casa dele e a mãe dele disse que ele tinha viajado.
- Como assim?
- Sério. Ele me ligou contando umas coisas estranhas quando eu ainda estava preso. E então resolvi ligar pra ele, saber direito da situação. E a mãe dele me disse isso.
- O estranho é que ele esteve com a gente o dia todo. E não comentou nada sobre ter falado com você. Mas agora está morto.
- Mó palha. Eu ainda estou abismado. Vocês já encontraram algum suspeito?
- Na verdade o mais perto de um suspeito que temos é Lorrayna.
- Por que?
Perov contou à Likan sobre as fotografias, a fuga de Lorrayna, a chave da família Zämucherstch e o código terciário. Likan escutava impressionado como que cada fato se encaixava nos recentes acontecimentos.
- A coisa mais estranha é que sabemos pouco sobre o caso. Pelo menos eu. E não acho que ninguém vai querer nos contar algo assim. – disse Flora
- Vou lhes contar. Mas para isso, temos que esperar a Amanda chegar. Não é Perov?
- É sim. Daqui a pouco ela estará aqui.
- Do que vocês estão falando? – Perguntou Flora
- Amanda nos contatou. Hoje de manhã. E eu já sabia que estaríamos na Ufes hoje. Amanda estava presa no Cemuni V desde o fim do incidente, quando o prédio foi fechado. Daí ela viu Luiza. Mas também tinham duas pessoas, ela não me disse quem ainda, que as vigiavam, ela, Luiza e Rubiana. Depois que um dos suspeitos saiu ela pôde tentar uma fuga. E conseguiu este feito pela janela do banheiro que não tinha sido lacrada. Antes ela me mandou uma mensagem falando sobre isso, e que estava na Ufes. Eu respondi dizendo que também estaria na Ufes hoje. Nós dois sabemos de muitas coisas que muitos desconhecem.
- Vi sua mensagem no celular, que agora sei que é dela. Mas só agora que você foi me contar Perov? E se você tivesse sido pego?
- Jamais. Vanessa me disse que nos encontraríamos aqui. O estranho é que segundo a premonição dela, Likan não estaria aqui e ela viria conosco, mas ela não teve chance... o que será que saiu errado? Temos que ver onde erramos.
- Verdade. Será que a Amanda vai demorar a chegar?
- Acho que não. Ela está vindo logo ali.
Em uma clareira próxima deles deles, um cabelo rosa trovão esvoaçava ao vento. E em seu robe negro vinha Amanda Mariano, ou Amanda Rosa, como era conhecida. Em sua face, seu habitual sorriso sarcástico, que se destacava na luz da lua.
Um caranguejo azulado cruzou o caminho deles em direção ao mangue de Laranjeiras.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:53 PM
Após a conversa com Rubiana, todos, Rafael, Flora, Perov, Izáias e Luiza, vasculhavam em torno do Cemuni V em busca de mais pistas que os levassem aos suspeitos. Estes dados de Rubiana haviam os deixado muito curiosos.
Passaram mais ou menos três horas buscando pistas que os levassem aos suspeitos. Não encontrariam nada naquela escuridão. Já se passavam das nove horas noturnas e Flora estava preocupada. Não sabiam onde estavam Lorrayna, Vanessa e Victor. Ela tinha perdido seu celular. O de Rafael estava sem rede. Rubiana não trouxe o dela. Izáias não tinha crédito. Luiza não...Luiza havia encontrado um celular no CA. Flora sabia disto, Luiza encontrou um celular no Cemuni V. Será que levava a alguma pista? Talvez. Cabia a ela, Flora tentar descobrir isto. Mas deveria ser discreta, pois todos, incluindo ela, eram suspeitos. Estavam próximos ao Cemuni I, quando chamou Luiza para procurar pistas com ela próximo ao Centro de esportes. Luiza o fez. Ficaram um pouco longe deles. Flora então iniciou sua abordagem:
- Luiza, lembra-se daquele celular que você achou no Cemuni?
- Verdade. Lembro sim. O celular. Que cabeça a minha. Deixe-me pegar. – dizendo isto, Luiza apanhou o celular em seu bolso. Era um Motorola V3r, preto. – Olhe aqui Flora
- Deixe-me ver...últimas ligações feitas...o número da Lorrayna...este foi você que ligou...novamente o número da Lorrayna...você que ligou da primeira vez também...um número estranho...Lorrayna também...Lorrayna de novo...Lorrayna...Lorrayna...Lorrayna...?
- Que bizarro. Só liguei pro celular dela umas duas vezes.
- Estranho, porque quem quer que esteja envolvido conversou bem com Lorrayna antes de estarmos aqui. Mas quem? Vamos ver se há mensagens...Há uma mensagem de Perov!
- O que?
- Há sim. “Opa! Estou ciente. Também tenho que estar na Ufes. Preciso me encontrar com você. Estamos correndo risco de sermos descobertos. Perov”.
- Inacreditável. E não há fotos armazenadas. Parece que o sujeito sabia o que estava fazendo.
- Parece sim Luiza. Agora precisamos fazer de conta que não sabemos disso.
Caminhavam de volta quando Rafael gritou freneticamente:
- Flora! Floritcha! Aqui ta dando rede no meu celular!
- A é?!
- É sim. Vou ligar pra Lorrayna.
- Ok. Mas galera, cadê o Perov? – perguntou Flora
- Ele disse estar atrasado, que buscaria provas próximo ao IC. – respondeu indiferentemente Rubiana.
- Ah sim. Rafael ligue para Lorrayna neste exato momento. Precisamos salvá-los.
Enquanto Rafael discava o número de Lorrayna, no céu voava felizmente um flamingo. Flora sabia bem o que significava aquele sinal. Tudo começava a fazer sentido.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Passaram mais ou menos três horas buscando pistas que os levassem aos suspeitos. Não encontrariam nada naquela escuridão. Já se passavam das nove horas noturnas e Flora estava preocupada. Não sabiam onde estavam Lorrayna, Vanessa e Victor. Ela tinha perdido seu celular. O de Rafael estava sem rede. Rubiana não trouxe o dela. Izáias não tinha crédito. Luiza não...Luiza havia encontrado um celular no CA. Flora sabia disto, Luiza encontrou um celular no Cemuni V. Será que levava a alguma pista? Talvez. Cabia a ela, Flora tentar descobrir isto. Mas deveria ser discreta, pois todos, incluindo ela, eram suspeitos. Estavam próximos ao Cemuni I, quando chamou Luiza para procurar pistas com ela próximo ao Centro de esportes. Luiza o fez. Ficaram um pouco longe deles. Flora então iniciou sua abordagem:
- Luiza, lembra-se daquele celular que você achou no Cemuni?
- Verdade. Lembro sim. O celular. Que cabeça a minha. Deixe-me pegar. – dizendo isto, Luiza apanhou o celular em seu bolso. Era um Motorola V3r, preto. – Olhe aqui Flora
- Deixe-me ver...últimas ligações feitas...o número da Lorrayna...este foi você que ligou...novamente o número da Lorrayna...você que ligou da primeira vez também...um número estranho...Lorrayna também...Lorrayna de novo...Lorrayna...Lorrayna...Lorrayna...?
- Que bizarro. Só liguei pro celular dela umas duas vezes.
- Estranho, porque quem quer que esteja envolvido conversou bem com Lorrayna antes de estarmos aqui. Mas quem? Vamos ver se há mensagens...Há uma mensagem de Perov!
- O que?
- Há sim. “Opa! Estou ciente. Também tenho que estar na Ufes. Preciso me encontrar com você. Estamos correndo risco de sermos descobertos. Perov”.
- Inacreditável. E não há fotos armazenadas. Parece que o sujeito sabia o que estava fazendo.
- Parece sim Luiza. Agora precisamos fazer de conta que não sabemos disso.
Caminhavam de volta quando Rafael gritou freneticamente:
- Flora! Floritcha! Aqui ta dando rede no meu celular!
- A é?!
- É sim. Vou ligar pra Lorrayna.
- Ok. Mas galera, cadê o Perov? – perguntou Flora
- Ele disse estar atrasado, que buscaria provas próximo ao IC. – respondeu indiferentemente Rubiana.
- Ah sim. Rafael ligue para Lorrayna neste exato momento. Precisamos salvá-los.
Enquanto Rafael discava o número de Lorrayna, no céu voava felizmente um flamingo. Flora sabia bem o que significava aquele sinal. Tudo começava a fazer sentido.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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2:44 PM
Era 23:41 quando chegaram ao Cemuni V, Flora, Rafael, Izáias, Rubiana e Luiza. Andaram até o prédio silenciosamente. Sentaram-se na escada da entrada sul, onde estava mais escuro. Então conversaram que tinham que chamar a polícia ou que deveriam ir embora. Mas Flora queria resolver aquele mistério e perguntava-se ‘aonde estaria Perov?’. Sua pergunta foi respondida quando Perov vinha pelo caminho em direção a entrada sul com Vanessa. Os dois carregavam alguém, visivelmente desacordado. Mas quem era. Era Victor. Esperou que se aproximassem.
- O que aconteceu com ele Perov?
- Sinto muito. Mas ele tinha sumido e o encontramos morto próximo ao lago.
Todos receberam a resposta como um baque. Victor morto? Impossível. Flora e os outros não esconderam lágrimas. A emoção foi presente naquele momento. Com os olhos inchados, Flora disse:
- Temos que ligar pra mãe dele. Acho que ele não merecia isto.
- Vamos sim, ele não merecia mesmo. Mas estamos correndo sério perigo. Há muito mais assassinos do que imaginamos.
- E aonde está Lorrayna.
- Me parece que ela tem mais ligação com estes episódios do que parece.
- Verdade. Nós já desconfiávamos. O Izáias nos contou algo muito curioso. Mas que começa a fazer sentido. Conte à eles Izáias.
- Melhor não Flora. O momento não é oportuno...
Após certo momento Perov mostrou-lhes as fotografias que encontraram no planetário, e ao verem suas imagens estampadas ficaram horrorizados.
- Mas e a Amanda Rosa? Onde será que foi parar? Será que está viva ou morta? – Questionou Rafael
- Ainda não sei. Teríamos que procurar algum vestígio dela. Algo que aconteceu no dia do crime e ainda não foi explicado. Mas quem saberia nos dizer sobre os outros desaparecidos?
Perov mal acabou de falar quando seu celular tocou. Olhou no display, era Likan:
- Likan?
- Sou eu sim Perov.
- Que estranho. Achei que você estava preso.
- Estava sim. Mas não encontraram mais provas e minha confissão não comprovou muita coisa.
- Likan, você tem mais informações do dia do incidente?
- Muito mais do que você pensa. Preciso encontrar com Flora e você para conversar sobre isso.
- Está bem. Estamos juntos com Rafael, Izáias, Vanessa, Luiza e Rubiana aqui perto do Cemuni V.
- Que coincidência. Estou aqui perto dos CT’s (Centros Tecnológicos). Estou aqui desde as 19 horas. Tentei ligar pra você e Flora antes mas não consegui.
- É que meu celular estava desligado e a Flora perdeu o dela em uma das fugas.
- Fugas?
- É sim. Precisamos nos encontrar para explicar algumas situações. Likan, agora vou desligar. Nos espere aí nos bancos do CT III. Logo estaremos aí.
- Falous cara. Estou esperando vocês.
Perov desligou o celular. Falou com os outros sobre Likan. Disse-lhes que precisavam colocar o corpo de Victor em um local seguro. Levaram-no, disfarçadamente, para perto da porta sul do Cemuni V, escondido em umas árvores e plantas que ali cresciam e cresciam. Flora ao segurar a perna de Victor enquanto o ajeitava, notou algo quadrado em seu bolso:
- O que é isto?
- Parece que é uma caixa de ferro. – disse Luiza
- É sim. Onde ele arrumou isto? Nem sei, mas acho melhor levarmos. Quem sabe nos ajudará. Perov, você que está com a mochila, põe aí dentro?
- Está bem. Dê-me a caixa.
Perov colocou a caixa cuidadosamente na mochila. Após isso se preparavam para ir ao encontro de Likan. Quando chegaram em frente ao Metrópolis notaram que alguém, vestido com uma capa negra, os aguardava próximo a Xerox. Ficaram meio assustados. Pararam e Perov lhes disse para aguardar. Que poderia ser uma armadilha. Rubiana achou aquilo estranho.
- Gente, só pode ser o Likan. Ele está brincando com a gente. Vou lá.
- Rubiana não!
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- O que aconteceu com ele Perov?
- Sinto muito. Mas ele tinha sumido e o encontramos morto próximo ao lago.
Todos receberam a resposta como um baque. Victor morto? Impossível. Flora e os outros não esconderam lágrimas. A emoção foi presente naquele momento. Com os olhos inchados, Flora disse:
- Temos que ligar pra mãe dele. Acho que ele não merecia isto.
- Vamos sim, ele não merecia mesmo. Mas estamos correndo sério perigo. Há muito mais assassinos do que imaginamos.
- E aonde está Lorrayna.
- Me parece que ela tem mais ligação com estes episódios do que parece.
- Verdade. Nós já desconfiávamos. O Izáias nos contou algo muito curioso. Mas que começa a fazer sentido. Conte à eles Izáias.
- Melhor não Flora. O momento não é oportuno...
Após certo momento Perov mostrou-lhes as fotografias que encontraram no planetário, e ao verem suas imagens estampadas ficaram horrorizados.
- Mas e a Amanda Rosa? Onde será que foi parar? Será que está viva ou morta? – Questionou Rafael
- Ainda não sei. Teríamos que procurar algum vestígio dela. Algo que aconteceu no dia do crime e ainda não foi explicado. Mas quem saberia nos dizer sobre os outros desaparecidos?
Perov mal acabou de falar quando seu celular tocou. Olhou no display, era Likan:
- Likan?
- Sou eu sim Perov.
- Que estranho. Achei que você estava preso.
- Estava sim. Mas não encontraram mais provas e minha confissão não comprovou muita coisa.
- Likan, você tem mais informações do dia do incidente?
- Muito mais do que você pensa. Preciso encontrar com Flora e você para conversar sobre isso.
- Está bem. Estamos juntos com Rafael, Izáias, Vanessa, Luiza e Rubiana aqui perto do Cemuni V.
- Que coincidência. Estou aqui perto dos CT’s (Centros Tecnológicos). Estou aqui desde as 19 horas. Tentei ligar pra você e Flora antes mas não consegui.
- É que meu celular estava desligado e a Flora perdeu o dela em uma das fugas.
- Fugas?
- É sim. Precisamos nos encontrar para explicar algumas situações. Likan, agora vou desligar. Nos espere aí nos bancos do CT III. Logo estaremos aí.
- Falous cara. Estou esperando vocês.
Perov desligou o celular. Falou com os outros sobre Likan. Disse-lhes que precisavam colocar o corpo de Victor em um local seguro. Levaram-no, disfarçadamente, para perto da porta sul do Cemuni V, escondido em umas árvores e plantas que ali cresciam e cresciam. Flora ao segurar a perna de Victor enquanto o ajeitava, notou algo quadrado em seu bolso:
- O que é isto?
- Parece que é uma caixa de ferro. – disse Luiza
- É sim. Onde ele arrumou isto? Nem sei, mas acho melhor levarmos. Quem sabe nos ajudará. Perov, você que está com a mochila, põe aí dentro?
- Está bem. Dê-me a caixa.
Perov colocou a caixa cuidadosamente na mochila. Após isso se preparavam para ir ao encontro de Likan. Quando chegaram em frente ao Metrópolis notaram que alguém, vestido com uma capa negra, os aguardava próximo a Xerox. Ficaram meio assustados. Pararam e Perov lhes disse para aguardar. Que poderia ser uma armadilha. Rubiana achou aquilo estranho.
- Gente, só pode ser o Likan. Ele está brincando com a gente. Vou lá.
- Rubiana não!
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
A fuga do teatro por Perov, Lorrayna e Vanessa, levavam-nos ao Planetário. Ao passar pelo lago, Vanessa sentiu-se tonta e lembrou de coisas. Alguém os seguiria até ali. Mas quem? Não queria pagar pra ver. Por isso não comentou com Perov e Lorrayna. Chegaram à escada de madeira do lado de fora no observatório. Estava tudo muito escuro e não havia ninguém ali há horas. Perov foi primeiro e segui orientações de Vanessa, que dizia que deviam entrar cautelosamente no planetário pela porta lateral esquerda. E o fizeram. A porta estava trancada e Perov achou melhor forçá-la a abrir. Conseguiu abrir facilmente. Entraram então os três. Vanessa agora os guiava até onde disse que encontrariam as pistas. Em uma sala que havia sido desativada alguns meses depois do incidente. Era uma sala muito empoeirada. Tinha algumas vassouras e equipamentos de informática visivelmente danificados. Vanessa foi direto onde havia visto a caixa. Pegou-a. A caixa não era tão grande, e estava leve. Vanessa entregou a caixa a Perov. Após isso Perov procurava alguma luz para que pudesse acender. Achou um interruptor na parede fora da sala imunda. Ligou. A luz quase os cegou. O corredor onde se localizava a sala ficou todo iluminado. O restante das salas estavam escuras, inclusive a recepção. Perov abaixou e colocou a caixa no chão. Abriu a caixa enquanto Vanessa e Lorrayna observavam-no. Tirou de dentro um envelope vermelho e outro verde. Dentro do vermelho haviam algumas fotografias, que ele ajeitou-as no chão, emparelhadas. Da direita para a esquerda viam-se nas fotografias: Amanda Rosa, Carol Cakis, Rafael Moura, Silvia Hot, Marcel, Eduardo, Amanda Azteca, Tiago, Lívia, Rebeca, Plínio, Paulo, Rogério e Izabel. No envelope verde também haviam fotografias, que foram também dispostas no chão e na ordem da esquerda para a direita viam-se: Perov, Flora, Rafael Hup, Luiza, Rubiana, Vanessa, Izáias, Paula, Juliana, Toin, Amanda Rosa, Victor, Weslei, Damniel, Bernard, Samantha, Zé Eduardo, Isabela, e uma foto com a turma no primeiro período, no 1º sarau de comunicação.
Perov começava a compreender.
- Hum...Agora tudo está ficando mais claro.
- Como assim Perov? – perguntou Vanessa
- É que no envelope vermelho, pelo que sabemos, são as pessoas que morreram no incidente. Com exceção da Amanda Rosa, que está desaparecida. O verde seriam as pessoas que precisavam ser exterminadas por saberem demais. O que acho que aconteceu é que Amanda precisava ser morta, e eles acham que ela está morta, por isso está no envelope vermelho. Ou então ela precisava ser morta e realmente foi morta. Mas o corpo nunca foi encontrado.
- Verdade. Ela nunca nos ligou depois do crime.
- Sim. Outra questão é: a foto da Lorrayna não está em nenhum dos envelopes.
Lorrayna engoliu em seco. Empurrou Perov em cima de Vanessa, desligou o interruptor e fugiu. Tudo muito rápido. Perov agora tinha algumas respostas. E resolveu não perseguí-la por enquanto. Reacendeu a luz. Ajudou Vanessa a se reerguer, apanhou as fotografias e colocou-as na mochila.
- Uai Perov?! De onde você tirou sua mochila. Agora que fui perceber.
- Quando você me contou da primeira vez sobre o planetário fiz questão de deixar a porta aberta e guardar minha mochila aqui. Enfim, tudo está saindo como o esperado. Agora vamos. Temos que encontrar os outros. E Amanda Rosa.
Várias questões permeavam na mente de Vanessa, mas esta não queria encher Perov de perguntas, estava muito cansada para isso. Tinham muitas coisas a resolver.
Agora do lado de fora, dirigiam-se para o Cemuni V. Tinham certeza de que os outros iriam para lá. Estavam do lado do prédio III do CCJE, próximos ao lago. De repente viram na margem algo que lhes chamava atenção. Então se aproximaram. Victor estava inerte. Sua aparência, antes vívida e tranqüila, agora estava temerosa e sem vida.
Vanessa abafou um gritinho. E Perov ficou boquiaberto.
Próxima ao prédio II do CCJE, Lorrayna tentava se esconder, mas ela não via quase nada, estava escuro e muito tarde. Achou estranho a grade do prédio estar aberta. Entrou assustada, ouviu um barulho, olhou para trás e recebeu uma pancada na cabeça. Caiu desacordada no chão.
Uma cobra rastejava próximo ao corpo de Lorrayna às 23:40.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Perov começava a compreender.
- Hum...Agora tudo está ficando mais claro.
- Como assim Perov? – perguntou Vanessa
- É que no envelope vermelho, pelo que sabemos, são as pessoas que morreram no incidente. Com exceção da Amanda Rosa, que está desaparecida. O verde seriam as pessoas que precisavam ser exterminadas por saberem demais. O que acho que aconteceu é que Amanda precisava ser morta, e eles acham que ela está morta, por isso está no envelope vermelho. Ou então ela precisava ser morta e realmente foi morta. Mas o corpo nunca foi encontrado.
- Verdade. Ela nunca nos ligou depois do crime.
- Sim. Outra questão é: a foto da Lorrayna não está em nenhum dos envelopes.
Lorrayna engoliu em seco. Empurrou Perov em cima de Vanessa, desligou o interruptor e fugiu. Tudo muito rápido. Perov agora tinha algumas respostas. E resolveu não perseguí-la por enquanto. Reacendeu a luz. Ajudou Vanessa a se reerguer, apanhou as fotografias e colocou-as na mochila.
- Uai Perov?! De onde você tirou sua mochila. Agora que fui perceber.
- Quando você me contou da primeira vez sobre o planetário fiz questão de deixar a porta aberta e guardar minha mochila aqui. Enfim, tudo está saindo como o esperado. Agora vamos. Temos que encontrar os outros. E Amanda Rosa.
Várias questões permeavam na mente de Vanessa, mas esta não queria encher Perov de perguntas, estava muito cansada para isso. Tinham muitas coisas a resolver.
Agora do lado de fora, dirigiam-se para o Cemuni V. Tinham certeza de que os outros iriam para lá. Estavam do lado do prédio III do CCJE, próximos ao lago. De repente viram na margem algo que lhes chamava atenção. Então se aproximaram. Victor estava inerte. Sua aparência, antes vívida e tranqüila, agora estava temerosa e sem vida.
Vanessa abafou um gritinho. E Perov ficou boquiaberto.
Próxima ao prédio II do CCJE, Lorrayna tentava se esconder, mas ela não via quase nada, estava escuro e muito tarde. Achou estranho a grade do prédio estar aberta. Entrou assustada, ouviu um barulho, olhou para trás e recebeu uma pancada na cabeça. Caiu desacordada no chão.
Uma cobra rastejava próximo ao corpo de Lorrayna às 23:40.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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4:24 PM
23:13 – IC III. Estavam ainda em frente ao IC III Rafael, Flora, Izáias, Luiza e Rubiana. E é quando Izáias ouve seu celular tocando. Olhou no visor e achou melhor não atender naquela hora, tinha coisas mais importantes a fazer no momento. Estava agora com a chave do mistério, ou não. Olhava a chave atentamente, que reluzia fortemente sob a luz do luar. O brasão dos Zämucherstch, única palavra da Bósnia que tinha conseguido pronunciar, estava marcado de vermelho na chave dourada. Izáias guardou-a no bolso, e viu que todos o olhavam atentamente. E explicou-se:
- É que no dia que fomos à tal padaria que a Luh mencionou, foi o dia do teste de fotografia I que o Protti aplicou. Quando estávamos na padaria, encontramos com o Protti tomando café, ele estava sentado numa mesa com um pacotinho de suspiros. Luiza foi até ele, que começou a contar histórias sobre a arte da fotografia islâmica, e foi ai que entrou na padaria Perov. Perov se juntou à Protti e Luiza, e conversavam sobre fotografia moderna, coisa e tal, enquanto eu, Lorrayna e Victor observávamos a cena. Daí Perov disse que havia encontrado uma chave dourada e estranha em uma viagem que ele fez a Kosovo no final do segundo período. Protti lhe explicou sobre a família Zämucherstch e o código terciário que envolvia a família.
- Código terciário? – perguntou Rafael
- Sim. Código terciário. AAM, ou ‘Afeto – Amor – Morte’. A pessoa inicia um relacionamento com outra através do afeto, que mais tarde dará origem ao amor, um amor incondicional que ao sinal de qualquer perigo, representado pela desconfiança ou traição, é levado à morte.
- E o que a família Zamushsuahsa...
- Zämucherstch. – corrigiu Izáias.
- Isso aí. O que esta família tem a ver com o caso? – questionou Flora
- É que esta família é da linhagem da Lorrayna. E “AAM” é um lema que envolve a família da Lorrayna desde o século V até os dias atuais.
Aquela revelação fez com que Flora e os outros ficassem com uma pulga atrás da orelha. Seria por aquilo que Lorrayna estava tão estranha? Será que ela é a principal mentora de todos aqueles acontecimentos? Era melhor não esperar para saber. Rafael levou Luiza em seus braços e foi junto com os outros em direção ao Cemuni V, para procuram Lorrayna, Perov, Vanessa e Victor. Passavam pela lateral direita. Enquanto isso, Victor vinha pela lateral esquerda sorrateiramente e tinha rumo certo. IC III.
Um coiote uivou na floresta da Ufes.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- É que no dia que fomos à tal padaria que a Luh mencionou, foi o dia do teste de fotografia I que o Protti aplicou. Quando estávamos na padaria, encontramos com o Protti tomando café, ele estava sentado numa mesa com um pacotinho de suspiros. Luiza foi até ele, que começou a contar histórias sobre a arte da fotografia islâmica, e foi ai que entrou na padaria Perov. Perov se juntou à Protti e Luiza, e conversavam sobre fotografia moderna, coisa e tal, enquanto eu, Lorrayna e Victor observávamos a cena. Daí Perov disse que havia encontrado uma chave dourada e estranha em uma viagem que ele fez a Kosovo no final do segundo período. Protti lhe explicou sobre a família Zämucherstch e o código terciário que envolvia a família.
- Código terciário? – perguntou Rafael
- Sim. Código terciário. AAM, ou ‘Afeto – Amor – Morte’. A pessoa inicia um relacionamento com outra através do afeto, que mais tarde dará origem ao amor, um amor incondicional que ao sinal de qualquer perigo, representado pela desconfiança ou traição, é levado à morte.
- E o que a família Zamushsuahsa...
- Zämucherstch. – corrigiu Izáias.
- Isso aí. O que esta família tem a ver com o caso? – questionou Flora
- É que esta família é da linhagem da Lorrayna. E “AAM” é um lema que envolve a família da Lorrayna desde o século V até os dias atuais.
Aquela revelação fez com que Flora e os outros ficassem com uma pulga atrás da orelha. Seria por aquilo que Lorrayna estava tão estranha? Será que ela é a principal mentora de todos aqueles acontecimentos? Era melhor não esperar para saber. Rafael levou Luiza em seus braços e foi junto com os outros em direção ao Cemuni V, para procuram Lorrayna, Perov, Vanessa e Victor. Passavam pela lateral direita. Enquanto isso, Victor vinha pela lateral esquerda sorrateiramente e tinha rumo certo. IC III.
Um coiote uivou na floresta da Ufes.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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4:19 PM
Perov caminhou com Vanessa e Lorrayna ao redor do teatro em busca de Victor. Com certeza não o encontrariam. Mas eles não sabiam disto. E assim andaram até o Cemuni V, com a intenção de encontrar com os outros, Flora, Rafael, Luiza, Izáias e Rubiana. Mas onde estaria Victor? E os outros? Será que foram pegos como aconteceu com Vanessa, Victor e Lorrayna? Ou será que foram embora e esqueceram-se deles? Não mesmo. Não fazia o tipo deles. Perov foi com elas até um local onde teriam uma visão mais ampla do local, acima das escadas do teatro universitário. Eram 23:15 e Vanessa começou a falar com Lorrayna e Perov sobre restante das visões:
- ...e durante uns dois meses fiquei tendo essas visões. Mas as visões estavam confusas e embaralhas. Algumas eu não consegui distinguir. Após encontrarmos Victor morto próximo ao lago, encontraríamos no planetário algo que faria muito mais sentido agora do que nunca Só não consigo perceber o que seria tão importante, mas é algo que está numa caixinha de madeira numa sala imunda. As cenas finais que consigo me lembrar são umas em que estou correndo, por estar em perigo, de alguém, no corredor de uma casa com as paredes verdes...e que tinha um quadro...qual o nome?...ah sim! Um quadro da Madonna of the Rocks e um lustre no meio, cheio de cristais verdes. Lembro-me de passar por um gatinho miando no chão e os ecos de meus gritos o assustou...
- Mas você está descrevendo o corredor de uma das minhas casas!- disse Lorrayna
- Jura?
- Sim. Cara, agora estou muito assustada. Vamos encontrar estas pistas no planetário. O que acha Perov?
- Acho muito importante que devemos fazer isto. Quanto mais pistas nós tivermos, mais próximos de resolver este mistério estamos. E olha que nós nem começamos direito.
- Verdade. Mas pessoal quem são aquelas pessoas que estão subindo as escadas?
No final da escada quatro pessoas encapuzadas subiam sorrateiramente os degraus, sem notar se quer a presença de Vanessa, Perov e Luiza próximos à entrada do teatro. Enquanto isso os três, assustados, procuravam uma maneira de entrar no teatro e se esconderem. Viram que alguém já o fizera. A porta de vidro que se estendia a frente deles esta entreaberta, e por ali foram. Esconderam-se próximo aos banheiros, atrás de uma parede pequena, esperando que os sujeitos passassem despercebidos. E assim aconteceu. Os sujeitos passaram por eles em direção ao interior do palco do teatro. Ao passarem por eles, Vanessa jura que sentiu o cheiro de um perfume conhecido, Macadame segundo ela. Sabiam que era conhecido mas não lembravam-se de quem era. Saíram de trás da parede e foram espiar os três sujeitos no interior do palco. Um era o mais alto deles, e os outros dois tinham mais ou menos a mesma altura. Eles conversavam algo em voz baixa, foram para trás de uma porta e ficaram à uns poucos metros deles. Vanessa ficou um pouco mais longe, ficou com medo de se aproximar. Perov pode notar palavras vindas do palco, mas não saberiam de quem era, pela distância e distorções de som:
- ... e eles já sabem que estamos em mais de dois.
- Verdade. E Luiza carrega a chave, precisamos exterminá-la.
- Mas já temos dois encarregados disto. A essa altura já estão com ela aprisionada.
- Verdade. Segundo ele, deveríamos estar no Cemuni V às 23:30. E está quase na hora.
Perov sentiu uma pontada no estômago ao ouvir isso. Luiza tinha a chave? E ela não havia lhes contado nada? Por que? Segurança? Incompreensão? Enfim, Perov iria descobrir. Mas não agora, pois logo atrás deles Vanessa fazia sinais e uns ‘psius’, e quando olharam viram alguém vindo, uma quarta pessoa. Perov apertou-se com Lorrayna no canto da porta. O sujeito passou por eles e nem notou o par do All Star que surgia ao lado da porta, no escuro. Depois juntou-se aos outros, e começaram a conversar:
- Luiza fugiu. – disse o novo convidado.A nova na verdade, sua voz era na verdade de uma garota muito nervosa.
- O que? Como assim?
- Perov e Flora entraram no Cemuni e a levaram-na, juntamente com Rubiana.
- Mas como é possível. Falei com vocês dois para tomarem conta delas direito. Era para você ter aniquilado a Luiza. Ela é uma das nossas principais ameaças. E Rubiana eram para manter desacordada, precisamos dela para chegarmos até nosso objetivo.
- Mas não tinha como. O outro falou que precisava sair e ver se nenhuma pista tinha sido deixada para trás. E Perov, maldito, acabou ferindo meu braço.
- E há quanto tempo isso aconteceu?
- Eram mais ou menos umas dezoito horas.
- E por que demorou tanto a nos contactar?
- Estava esperando o retorno do nosso principal colaborador nessa situação, o...
Ela parou quando ouviu um barulho. Vanessa que vinha escutar próximo a Perov e Lorrayna pisou em um cano que estava no chão e caiu fazendo um barulho seco, mas audível.
- Tem mais alguém aqui.
- Verdade. Também ouvi. Vamos encontrar quem quer que seja.
Não pensaram duas vezes. Perov, Lorrayna e Vanessa saíram agachados do teatro, e viram que eles não os seguiam. E tinham rumo certo agora. O Planetário.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- ...e durante uns dois meses fiquei tendo essas visões. Mas as visões estavam confusas e embaralhas. Algumas eu não consegui distinguir. Após encontrarmos Victor morto próximo ao lago, encontraríamos no planetário algo que faria muito mais sentido agora do que nunca Só não consigo perceber o que seria tão importante, mas é algo que está numa caixinha de madeira numa sala imunda. As cenas finais que consigo me lembrar são umas em que estou correndo, por estar em perigo, de alguém, no corredor de uma casa com as paredes verdes...e que tinha um quadro...qual o nome?...ah sim! Um quadro da Madonna of the Rocks e um lustre no meio, cheio de cristais verdes. Lembro-me de passar por um gatinho miando no chão e os ecos de meus gritos o assustou...
- Mas você está descrevendo o corredor de uma das minhas casas!- disse Lorrayna
- Jura?
- Sim. Cara, agora estou muito assustada. Vamos encontrar estas pistas no planetário. O que acha Perov?
- Acho muito importante que devemos fazer isto. Quanto mais pistas nós tivermos, mais próximos de resolver este mistério estamos. E olha que nós nem começamos direito.
- Verdade. Mas pessoal quem são aquelas pessoas que estão subindo as escadas?
No final da escada quatro pessoas encapuzadas subiam sorrateiramente os degraus, sem notar se quer a presença de Vanessa, Perov e Luiza próximos à entrada do teatro. Enquanto isso os três, assustados, procuravam uma maneira de entrar no teatro e se esconderem. Viram que alguém já o fizera. A porta de vidro que se estendia a frente deles esta entreaberta, e por ali foram. Esconderam-se próximo aos banheiros, atrás de uma parede pequena, esperando que os sujeitos passassem despercebidos. E assim aconteceu. Os sujeitos passaram por eles em direção ao interior do palco do teatro. Ao passarem por eles, Vanessa jura que sentiu o cheiro de um perfume conhecido, Macadame segundo ela. Sabiam que era conhecido mas não lembravam-se de quem era. Saíram de trás da parede e foram espiar os três sujeitos no interior do palco. Um era o mais alto deles, e os outros dois tinham mais ou menos a mesma altura. Eles conversavam algo em voz baixa, foram para trás de uma porta e ficaram à uns poucos metros deles. Vanessa ficou um pouco mais longe, ficou com medo de se aproximar. Perov pode notar palavras vindas do palco, mas não saberiam de quem era, pela distância e distorções de som:
- ... e eles já sabem que estamos em mais de dois.
- Verdade. E Luiza carrega a chave, precisamos exterminá-la.
- Mas já temos dois encarregados disto. A essa altura já estão com ela aprisionada.
- Verdade. Segundo ele, deveríamos estar no Cemuni V às 23:30. E está quase na hora.
Perov sentiu uma pontada no estômago ao ouvir isso. Luiza tinha a chave? E ela não havia lhes contado nada? Por que? Segurança? Incompreensão? Enfim, Perov iria descobrir. Mas não agora, pois logo atrás deles Vanessa fazia sinais e uns ‘psius’, e quando olharam viram alguém vindo, uma quarta pessoa. Perov apertou-se com Lorrayna no canto da porta. O sujeito passou por eles e nem notou o par do All Star que surgia ao lado da porta, no escuro. Depois juntou-se aos outros, e começaram a conversar:
- Luiza fugiu. – disse o novo convidado.A nova na verdade, sua voz era na verdade de uma garota muito nervosa.
- O que? Como assim?
- Perov e Flora entraram no Cemuni e a levaram-na, juntamente com Rubiana.
- Mas como é possível. Falei com vocês dois para tomarem conta delas direito. Era para você ter aniquilado a Luiza. Ela é uma das nossas principais ameaças. E Rubiana eram para manter desacordada, precisamos dela para chegarmos até nosso objetivo.
- Mas não tinha como. O outro falou que precisava sair e ver se nenhuma pista tinha sido deixada para trás. E Perov, maldito, acabou ferindo meu braço.
- E há quanto tempo isso aconteceu?
- Eram mais ou menos umas dezoito horas.
- E por que demorou tanto a nos contactar?
- Estava esperando o retorno do nosso principal colaborador nessa situação, o...
Ela parou quando ouviu um barulho. Vanessa que vinha escutar próximo a Perov e Lorrayna pisou em um cano que estava no chão e caiu fazendo um barulho seco, mas audível.
- Tem mais alguém aqui.
- Verdade. Também ouvi. Vamos encontrar quem quer que seja.
Não pensaram duas vezes. Perov, Lorrayna e Vanessa saíram agachados do teatro, e viram que eles não os seguiam. E tinham rumo certo agora. O Planetário.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Eram mais ou menos seis horas da tarde. Perov, Izáias, Luiza, Flora e Rafael aguardavam Rubiana acordar, próximos ao RU. Rubiana estava desacordada e um pouco ferida. Não movia sequer um músculo desde que foi resgatada de dentro do Cemuni V.
Agora estava em um banco, com a cabeça jogada de lado. Acordou com dores por todo o corpo e começou a chorar. Ninguém sabia o que poderia ser feito agora. ‘Rubiana acorda do nada e começa a chorar? Que psicótico!” pensou Flora.
Rafael foi até ela e disse em alto e bom tom:
- Minha criança não tenha medo. Venha nos contar seu segredo.
- Está bem pessoal. É que o modo como fui raptada mexeu com meu emocional. E Izáias, o que é isso na sua cara?
- Hehe! Desculpe, esqueci de fazer a barba.
- Cara você está parecendo o Bin Laden. Mentira! Mas isso não vem ao caso. O que aconteceu é que eu fui jogada numa Kombi e trazida pra cá, me lembro deles terem me pedido pra calar a boca, mas não vi quem eram.
- Mas o que você falou que era de extrema importância que nós deveríamos saber? – questionou Perov.
- É a respeito de algumas pessoas que sumiram no dia do incidente. Por exemplo o Likan, ele é um bom suspeito porque sabia das pessoas que foram afetadas.
- Mas não pode ser o Likan. Ele tinha que ir na casa dele na hora. Só não foi porque foi pego de surpresa. – disse Flora
- Como você sabe disso? – Todos se intrigaram
- Ok gente. Eu fui falar com o Likan no presídio por causa do crime. Ele me disse que só se entregou porque ele estava tão doidão de Ice e que não lembra muita coisa que aconteceu, que tinha que ir em casa pra alguma coisa, e que todas as pistas recaíam sobre ele.
- Hum. Verdade. Ele comentou comigo que alguém pediu pra ele ir em casa. – disse Rubiana – Mas tem a Juls, disse que estava passando mal e ela sumiu do nada, pouco antes. A Carol, que desapareceu e depois do ocorrido nunca mais ouvi falar nela. E, principalmente, o que me intrigou e que eu tinha que contar a vocês. Sobre o sumiço de Amanda Rosa. Os jornais não noticiaram que ela estava desaparecida e a mãe disse ao Ismael que ela fugiu de casa.
- Verdade. Amanda Rosa sumiu no dia do incidente e a gente esqueceu de colocá-la como suspeita. – Disse Flora
- Mas a gente chegou a sugerir outros suspeitos além do Likan? – perguntou Perov
- É mesmo. Pior que não. Mas este caso está ficando pior do que eu imaginava.
- Está sim e se não encontrarmos mais peça estaremos totalmente perdidos. – completou Perov.
Após essa conversa, ambos vasculhava em torno do Cemuni V em busca de mais pistas que os levassem aos suspeitos. Estes dados de Rubiana haviam deixado muitos curiosos.
Longe dali, no IC III, Victor, Vanessa e Lorrayna eram colocados em locais diferentes dentro do prédio. Um urubu desceu rodando o corpo de um cachorro morto na Avenida Fernando Ferrari.
Agora estava em um banco, com a cabeça jogada de lado. Acordou com dores por todo o corpo e começou a chorar. Ninguém sabia o que poderia ser feito agora. ‘Rubiana acorda do nada e começa a chorar? Que psicótico!” pensou Flora.
Rafael foi até ela e disse em alto e bom tom:
- Minha criança não tenha medo. Venha nos contar seu segredo.
- Está bem pessoal. É que o modo como fui raptada mexeu com meu emocional. E Izáias, o que é isso na sua cara?
- Hehe! Desculpe, esqueci de fazer a barba.
- Cara você está parecendo o Bin Laden. Mentira! Mas isso não vem ao caso. O que aconteceu é que eu fui jogada numa Kombi e trazida pra cá, me lembro deles terem me pedido pra calar a boca, mas não vi quem eram.
- Mas o que você falou que era de extrema importância que nós deveríamos saber? – questionou Perov.
- É a respeito de algumas pessoas que sumiram no dia do incidente. Por exemplo o Likan, ele é um bom suspeito porque sabia das pessoas que foram afetadas.
- Mas não pode ser o Likan. Ele tinha que ir na casa dele na hora. Só não foi porque foi pego de surpresa. – disse Flora
- Como você sabe disso? – Todos se intrigaram
- Ok gente. Eu fui falar com o Likan no presídio por causa do crime. Ele me disse que só se entregou porque ele estava tão doidão de Ice e que não lembra muita coisa que aconteceu, que tinha que ir em casa pra alguma coisa, e que todas as pistas recaíam sobre ele.
- Hum. Verdade. Ele comentou comigo que alguém pediu pra ele ir em casa. – disse Rubiana – Mas tem a Juls, disse que estava passando mal e ela sumiu do nada, pouco antes. A Carol, que desapareceu e depois do ocorrido nunca mais ouvi falar nela. E, principalmente, o que me intrigou e que eu tinha que contar a vocês. Sobre o sumiço de Amanda Rosa. Os jornais não noticiaram que ela estava desaparecida e a mãe disse ao Ismael que ela fugiu de casa.
- Verdade. Amanda Rosa sumiu no dia do incidente e a gente esqueceu de colocá-la como suspeita. – Disse Flora
- Mas a gente chegou a sugerir outros suspeitos além do Likan? – perguntou Perov
- É mesmo. Pior que não. Mas este caso está ficando pior do que eu imaginava.
- Está sim e se não encontrarmos mais peça estaremos totalmente perdidos. – completou Perov.
Após essa conversa, ambos vasculhava em torno do Cemuni V em busca de mais pistas que os levassem aos suspeitos. Estes dados de Rubiana haviam deixado muitos curiosos.
Longe dali, no IC III, Victor, Vanessa e Lorrayna eram colocados em locais diferentes dentro do prédio. Um urubu desceu rodando o corpo de um cachorro morto na Avenida Fernando Ferrari.
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5:44 PM
A desesperada fuga do IC III não havia deixado nenhuma pista. Nenhuma pista de onde quer que estivesse Lorrayna, Vanessa, Victor e Perov. Pelo menos era isso que tinha imaginado Lorrayna. Os quatro próximos ao Teatro Universitário, era dez e quarenta e cinco e Vanessa começou a se sentir mal.
- Galera. Acho que não estou bem. Deixe-me sentar.
Pararam um pouco para descansar. E Perov pediu que ela, Vanessa, continuasse a contar sobre as visões do incidente.
- Está bem Perov. Vou contar o restante depois. Estamos mexendo com algo que era pra acontecer.
- O que ela quis dizer com isso? – Perguntou Lorrayna
- Que a gente já misturou o curso da história. Na versão original Victor seria atingido e levado, você e ela se encontrariam com Izáias e posteriormente conosco. Buscaríamos Victor pela Ufes e o encontraríamos morto próximo ao lago. Foi por isso que pedi que ela os enrolasse um pouco. Pois, seriam capturados juntos e eu poderia ir até onde ela viu que o Victor estava preso antes de ser morto e ajudá-los a sair. Mas você se saiu melhor do que eu pensava.
- Mas e se desse errado? Se fossemos levados para lugares diferentes?
- Esse é outro caso. Seria um risco que teríamos que correr.
- E por que não simplesmente falou para o Victor vir conosco enquanto íamos até o Izáias?
- Pois o, pelo jeito os assassinos viriam atrás de nós todos. E aí já viu. Além do mais você descobriu uma pista pelo que soube.
- Verdade. Descobri sim. Mas é um pensamento avoado. Acho que não tem relação.
- Mas diga sua teoria.
- É o seguinte, no dia da apresentação das rádios eu, Luh, Victor, Juliana, Amanda Azteca e Rafael fomos até o IC III, pois a professora Thaéna Capa falou que queria conversar conosco sobre as nossas notas. Fomos então até a sala 6, aí a professora disse que nós estávamos muito arredios nas aulas dela e tal, de repente a Juls disse que todos cobravam demais da gente e que a Ufes sem os alunos não seria a Ufes, que os estudantes é que formavam a cultura da Ufes. Enfim. Esta é a folha dela da apresentação da rádio, e ela saiu da sala com essa folha, que fui encontrar hoje lá na mesma sala. Ela nunca perderia um trabalho assim. Ela queria que soubéssemos que ela estava na sala na hora que passamos por lá.
- Hum...Interessante. Achei que o repentino desaparecimento da Juliana no dia do incidente foi puramente espontâneo. Que ela tivesse ido embora, ou que estivesse só passado mal, como ela informou. Muito boa essa teoria. Mas quem estaria ajudando-a?
- Ainda não sei. Há muitas outras peças que ainda não encontramos.
- Verdade. Mas cadê o Victor. Ele estava vindo com a gente. Agora que fui notar. Ele nem falou nada.
- Ixi! Cadê o Victor?
Victor não estava ali com certeza. Estava voltando para o IC III. Não queria que ninguém soubesse o que ele estava para fazer lá. Não queria mesmo.
- Galera. Acho que não estou bem. Deixe-me sentar.
Pararam um pouco para descansar. E Perov pediu que ela, Vanessa, continuasse a contar sobre as visões do incidente.
- Está bem Perov. Vou contar o restante depois. Estamos mexendo com algo que era pra acontecer.
- O que ela quis dizer com isso? – Perguntou Lorrayna
- Que a gente já misturou o curso da história. Na versão original Victor seria atingido e levado, você e ela se encontrariam com Izáias e posteriormente conosco. Buscaríamos Victor pela Ufes e o encontraríamos morto próximo ao lago. Foi por isso que pedi que ela os enrolasse um pouco. Pois, seriam capturados juntos e eu poderia ir até onde ela viu que o Victor estava preso antes de ser morto e ajudá-los a sair. Mas você se saiu melhor do que eu pensava.
- Mas e se desse errado? Se fossemos levados para lugares diferentes?
- Esse é outro caso. Seria um risco que teríamos que correr.
- E por que não simplesmente falou para o Victor vir conosco enquanto íamos até o Izáias?
- Pois o, pelo jeito os assassinos viriam atrás de nós todos. E aí já viu. Além do mais você descobriu uma pista pelo que soube.
- Verdade. Descobri sim. Mas é um pensamento avoado. Acho que não tem relação.
- Mas diga sua teoria.
- É o seguinte, no dia da apresentação das rádios eu, Luh, Victor, Juliana, Amanda Azteca e Rafael fomos até o IC III, pois a professora Thaéna Capa falou que queria conversar conosco sobre as nossas notas. Fomos então até a sala 6, aí a professora disse que nós estávamos muito arredios nas aulas dela e tal, de repente a Juls disse que todos cobravam demais da gente e que a Ufes sem os alunos não seria a Ufes, que os estudantes é que formavam a cultura da Ufes. Enfim. Esta é a folha dela da apresentação da rádio, e ela saiu da sala com essa folha, que fui encontrar hoje lá na mesma sala. Ela nunca perderia um trabalho assim. Ela queria que soubéssemos que ela estava na sala na hora que passamos por lá.
- Hum...Interessante. Achei que o repentino desaparecimento da Juliana no dia do incidente foi puramente espontâneo. Que ela tivesse ido embora, ou que estivesse só passado mal, como ela informou. Muito boa essa teoria. Mas quem estaria ajudando-a?
- Ainda não sei. Há muitas outras peças que ainda não encontramos.
- Verdade. Mas cadê o Victor. Ele estava vindo com a gente. Agora que fui notar. Ele nem falou nada.
- Ixi! Cadê o Victor?
Victor não estava ali com certeza. Estava voltando para o IC III. Não queria que ninguém soubesse o que ele estava para fazer lá. Não queria mesmo.
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5:38 PM
A desesperada fuga do IC III não havia deixado nenhuma pista. Nenhuma pista de onde quer que estivesse Lorrayna, Vanessa, Victor e Perov. Nem mesmo para Luiza, Rafael, Flora, Izáias e Rubiana, que acabavam de chegar ao prédio, sólido aparentemente. Flora olhou em seu rolex, eram dez horas e quarenta e seis minutos da noite. Agora eles imaginavam ‘onde estariam os outros’. Era uma dúvida que eles deveriam descobrir ali, sós e com mão atadas. Rafael então disse:
- Lorrayna me disse que estava dentro do IC III. Acho melhor entrarmos.
- Mas Hup, não vá dar uma de biba louca e entrar ai dentro dando pití. – dispôs Flora.
- Claro que não. Vamos entrar sorrateiramente.
- Então vamos. Acho melhor entrarmos eu, Hup e Luiza. Izáias fica aqui fora com Rubiana, mas não podem se pegar enquanto estamos ausentes.
- Está bem Flora. Mesmo porque eu estava querendo pegar outra pessoa...- falou Izáias.
- Certo então. Vamos encontrar uma entrada. – Flora
- Não será preciso. Há uma janela aberta perto da entrada. – disse Luiza.
- Luh você é um gênio. Sempre encontrando janelas abertas. – Rafael falou com entusiasmo.
Flora passou com os outros, o restante do plano durante alguns minutos. E se prepararam para entrar. Luiza passou primeiro. Depois Rafael. E logo atrás Flora:
- E não se esqueçam! Se não voltarmos em 10 minutos chamem a polícia.
- OK! Flora. O faremos. – Disse Izáias.
Flora achou que estava muito mais escuro do que o imaginado. Pois as vidraças deixariam passar luz da lua para dentro do prédio, mas isso não estava acontecendo com muita freqüência e era realmente estranho. Andando pelos corredores do IC III, Flora notou que Luiza estava estranha, meio amedrontada, meio desnorteada, só não sabia por que. Rafael também estava mais histérico que nunca. Achou-os meio estranhos para aquela situação. Em pensar que no inicio do dia era ela, Flora, que estava nesta situação de estranheza. Ou será que ela ainda estava estranha e os outros estavam normais? Não saberia responder. Não havia ninguém que saberia. “Talvez Perov, o psicopatããã”, pensou ela e riu, Perov realmente aparentava ser um psicopata que estava por trás de toda aquela confusão, mas sabia ela, ele jamais mataria alguém por matar a toa. E no momento do incidente, que moveu barreiras estudantis, Perov foi quem ajudou os outros a fugir daquele show de horrores. Não. Não seria Perov o autor daquilo. Quem sabe Victor. Ele jamais ousava se aprofundar no assunto. Ou então Lorrayna, que estava muito desnorteada desde o ocorrido. Quem sabe Rubiana? Com aquela sua maneira frágil de se portar. Ou seria Likan, que estava totalmente louco no dia. Mas Likan queria algo inovador, algo de bom para todos no conselho universitário. Será que ele mataria por poder? Será que ele realmente fez aquilo e ela, Flora, estava sendo ingênua? Não saberia agora, pelo jeito havia muita areia para rolar.
Eles subiram as escadas que davam pro segundo andar, e seguiram em direção ao banheiro feminino, o breu tomou conta de todo o espaço. Rafael e Flora pensaram ter ouvido algo cair rolando a escada. E ouviram. Luiza caía pela escada como jamais havia sonhado, rolou, rolou, até o fim da escada, uns 30 lances de escada. Flora e Rafael correram até ela. Estava meio desacordada e susurrou fracamente:
- Alguém... me empurr..rou. Acho que não vou conseguir...acho que estou mor..rendo...não poderei suportar...me levem para fora...preciso...preciso dizer algo à todos...
Rafael levou Luiza em seus braços e o calor do corpo de Luiza mostrava que ainda tinha vida. Que ela ainda tinha uma chance. Mas será que havia tempo?
Rafael passou com Luiza pela janela, logo atrás veio Flora. Luiza pediu para que a colocasse no chão. Rafael o fez. Então ela tirou algo do bolso. Um lenço enrolado. E entregou à Izáias.
- O que é isso? – questionou Izáias com uma expressão temerosa
- Abra. Tem algo muito importante aí. Antes que eu morra, você tem que ver isto.
- Você não morrerá Luh. Espere.
Izáias abriu o lenço, dentro dele havia algo arredondado que ele não percebeu o que era na hora:
- O que é isto? Não consigo ver o que é direito.
- Este é meu último suspiro. Aquele doce. Quando a gente comeu naquela padaria no dia do incidente. Eu, você, Lorrayna e Victor. Tem algo aí dentro que quero que você veja.
Izáias quebrou o biscoito e viu algo brilhando, acendeu seu celular próximo ao doce esmigalhado e viu, uma chave com um entalhe bósnio. Não acreditava no que estava vendo.
Luiza desmaiou. Um gato preto passou por eles, na grama úmida de sereno, e miou.
- Lorrayna me disse que estava dentro do IC III. Acho melhor entrarmos.
- Mas Hup, não vá dar uma de biba louca e entrar ai dentro dando pití. – dispôs Flora.
- Claro que não. Vamos entrar sorrateiramente.
- Então vamos. Acho melhor entrarmos eu, Hup e Luiza. Izáias fica aqui fora com Rubiana, mas não podem se pegar enquanto estamos ausentes.
- Está bem Flora. Mesmo porque eu estava querendo pegar outra pessoa...- falou Izáias.
- Certo então. Vamos encontrar uma entrada. – Flora
- Não será preciso. Há uma janela aberta perto da entrada. – disse Luiza.
- Luh você é um gênio. Sempre encontrando janelas abertas. – Rafael falou com entusiasmo.
Flora passou com os outros, o restante do plano durante alguns minutos. E se prepararam para entrar. Luiza passou primeiro. Depois Rafael. E logo atrás Flora:
- E não se esqueçam! Se não voltarmos em 10 minutos chamem a polícia.
- OK! Flora. O faremos. – Disse Izáias.
Flora achou que estava muito mais escuro do que o imaginado. Pois as vidraças deixariam passar luz da lua para dentro do prédio, mas isso não estava acontecendo com muita freqüência e era realmente estranho. Andando pelos corredores do IC III, Flora notou que Luiza estava estranha, meio amedrontada, meio desnorteada, só não sabia por que. Rafael também estava mais histérico que nunca. Achou-os meio estranhos para aquela situação. Em pensar que no inicio do dia era ela, Flora, que estava nesta situação de estranheza. Ou será que ela ainda estava estranha e os outros estavam normais? Não saberia responder. Não havia ninguém que saberia. “Talvez Perov, o psicopatããã”, pensou ela e riu, Perov realmente aparentava ser um psicopata que estava por trás de toda aquela confusão, mas sabia ela, ele jamais mataria alguém por matar a toa. E no momento do incidente, que moveu barreiras estudantis, Perov foi quem ajudou os outros a fugir daquele show de horrores. Não. Não seria Perov o autor daquilo. Quem sabe Victor. Ele jamais ousava se aprofundar no assunto. Ou então Lorrayna, que estava muito desnorteada desde o ocorrido. Quem sabe Rubiana? Com aquela sua maneira frágil de se portar. Ou seria Likan, que estava totalmente louco no dia. Mas Likan queria algo inovador, algo de bom para todos no conselho universitário. Será que ele mataria por poder? Será que ele realmente fez aquilo e ela, Flora, estava sendo ingênua? Não saberia agora, pelo jeito havia muita areia para rolar.
Eles subiram as escadas que davam pro segundo andar, e seguiram em direção ao banheiro feminino, o breu tomou conta de todo o espaço. Rafael e Flora pensaram ter ouvido algo cair rolando a escada. E ouviram. Luiza caía pela escada como jamais havia sonhado, rolou, rolou, até o fim da escada, uns 30 lances de escada. Flora e Rafael correram até ela. Estava meio desacordada e susurrou fracamente:
- Alguém... me empurr..rou. Acho que não vou conseguir...acho que estou mor..rendo...não poderei suportar...me levem para fora...preciso...preciso dizer algo à todos...
Rafael levou Luiza em seus braços e o calor do corpo de Luiza mostrava que ainda tinha vida. Que ela ainda tinha uma chance. Mas será que havia tempo?
Rafael passou com Luiza pela janela, logo atrás veio Flora. Luiza pediu para que a colocasse no chão. Rafael o fez. Então ela tirou algo do bolso. Um lenço enrolado. E entregou à Izáias.
- O que é isso? – questionou Izáias com uma expressão temerosa
- Abra. Tem algo muito importante aí. Antes que eu morra, você tem que ver isto.
- Você não morrerá Luh. Espere.
Izáias abriu o lenço, dentro dele havia algo arredondado que ele não percebeu o que era na hora:
- O que é isto? Não consigo ver o que é direito.
- Este é meu último suspiro. Aquele doce. Quando a gente comeu naquela padaria no dia do incidente. Eu, você, Lorrayna e Victor. Tem algo aí dentro que quero que você veja.
Izáias quebrou o biscoito e viu algo brilhando, acendeu seu celular próximo ao doce esmigalhado e viu, uma chave com um entalhe bósnio. Não acreditava no que estava vendo.
Luiza desmaiou. Um gato preto passou por eles, na grama úmida de sereno, e miou.
- Perov vem logo!
- Não posso. Ele está do outro lado. Vá Flora, eu me viro.
- Pirou na bosta Perov?
- Vai logo Flora! Eu não vou conseguir segurar por muito tempo!
Perov olhou para a janela e Flora já havia desaparecido. A janela bateu com força após a repentina saída de Flora e trancou-se. Do outro lado da porta estava a pessoa misteriosa empurrando a porta e esmurrando com todas as forças. Perov sabia. Não poderia sair de lá sem salvar Rubiana. Ela tinha muita importância na resolução deste mistério. Mas como fazer isso com um possível assassino do lado oposto da porta? Procurou um objeto que pudesse segurar a porta. Encontrou um frágil cabo de vassoura. Apoiou na porta e na parede que estava atrás. Firmou e afastou-se. A pessoa do outro lado cada vez mais batia na porta. Ele, Perov, subiu no Box que dava para a porta, levou consigo um velho sanitário que ele, sem pensar duas vezes, resolveu jogar nas idéias do misterioso sujeito. Não demorou muito e a porta cedeu. Perov não demorou muito. Acertou em cheio seu alvo, que caiu no chão desacordado. Saiu do banheiro e foi até Rubiana. Estava viva, mas ainda inconsciente. Levou-a nos braços até o banheiro, passou por cima do corpo caído no chão e se dirigiu até a janela. Abriu a janela e procurou pelos outros. Os viu num canto e chamou-os:
- Pessoal corram aqui!
Eles o viu. Foram até ele. Perov levantou Rubiana e passou-a pela janela. Rafael, do lado de fora, a segurou. Depois Perov preparou-se para sair e quando estava quase lá uma mão lhe segurou, mas ele não voltaria para aquele banheiro novamente. Arremessou-se para fora com tanta força que a o braço que lhe segurava bateu no vidro da janela e feriu com um grande corte. Perov caiu no chão, levantou, limpou-se e sentiu certo alívio. Estavam agora do lado de fora do Cemuni V: Flora, Perov, Rafael, Luiza, Izáias e Rubiana incosciente.
Perov olhou para o relógio. Já se passavam pouco mais das seis horas noturnas.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Não posso. Ele está do outro lado. Vá Flora, eu me viro.
- Pirou na bosta Perov?
- Vai logo Flora! Eu não vou conseguir segurar por muito tempo!
Perov olhou para a janela e Flora já havia desaparecido. A janela bateu com força após a repentina saída de Flora e trancou-se. Do outro lado da porta estava a pessoa misteriosa empurrando a porta e esmurrando com todas as forças. Perov sabia. Não poderia sair de lá sem salvar Rubiana. Ela tinha muita importância na resolução deste mistério. Mas como fazer isso com um possível assassino do lado oposto da porta? Procurou um objeto que pudesse segurar a porta. Encontrou um frágil cabo de vassoura. Apoiou na porta e na parede que estava atrás. Firmou e afastou-se. A pessoa do outro lado cada vez mais batia na porta. Ele, Perov, subiu no Box que dava para a porta, levou consigo um velho sanitário que ele, sem pensar duas vezes, resolveu jogar nas idéias do misterioso sujeito. Não demorou muito e a porta cedeu. Perov não demorou muito. Acertou em cheio seu alvo, que caiu no chão desacordado. Saiu do banheiro e foi até Rubiana. Estava viva, mas ainda inconsciente. Levou-a nos braços até o banheiro, passou por cima do corpo caído no chão e se dirigiu até a janela. Abriu a janela e procurou pelos outros. Os viu num canto e chamou-os:
- Pessoal corram aqui!
Eles o viu. Foram até ele. Perov levantou Rubiana e passou-a pela janela. Rafael, do lado de fora, a segurou. Depois Perov preparou-se para sair e quando estava quase lá uma mão lhe segurou, mas ele não voltaria para aquele banheiro novamente. Arremessou-se para fora com tanta força que a o braço que lhe segurava bateu no vidro da janela e feriu com um grande corte. Perov caiu no chão, levantou, limpou-se e sentiu certo alívio. Estavam agora do lado de fora do Cemuni V: Flora, Perov, Rafael, Luiza, Izáias e Rubiana incosciente.
Perov olhou para o relógio. Já se passavam pouco mais das seis horas noturnas.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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3:51 AM
Lorrayna acordou num chão muito frio. Sentiu no ar um cheiro éter. Não viu nem Victor ou Vanessa. Ela não sabia onde estava. Só sabia que deveria encontrar os outros imediatamente. Levantou-se meio nauseada, reparou que estava no meio de um corredor escuro e lentamente reconheceu aquele local. Era o segundo andar do IC 3, o prédio onde ela e seus colegas assistiram há alguns anos aulas de Língua Portuguesa, Estruturas Sócias, Redação, entre outras. Sabia que só haviam duas saídas. Desceu a escada apoiando-se no corrimão, e no fim da escada ela notou que havia algo, com uma nesga de luz lunar ela pôde perceber que era Vanessa, que ainda estava inconsciente, e foi até ela:
- Vanessa! Vanessa! Acorde!
- Mas hãm?! O que está acontecendo? – disse Vanessa sonolenta.
- Temos que encontrar o Victor e sair daqui.
- Está bem. Ai minha cabeça! – sentiu uma pontada de dor latejante
- Cuidado. Devem ter se passado umas duas horas desde que fomos pegas.
- Não mesmo. Já são dez horas.
- Como?
- É sim. Olhe aquele relógio. – apontou para a parede onde havia um relógio antigo
- Oh! Temos que sair o mais rápido daqui. Vamos procurar o Victor.
- Vamos então. Deixe-me levantar
Vanessa levantou-se e começou a caminhar depressa com Lorrayna até a porta norte. Estava trancada. Foram então até a porta sul. Também estava trancada. O desespero começou a tomar conta delas. Lorrayna sabia que quanto mais ficavam ali, mais perigo estavam correndo. De repente viu algo no fim do corredor. Ficou com medo. Mas e se fosse Victor precisando de ajuda? Só saberia se fosse até lá.
- Vanessa, vamos até o fim do corredor.
- Onde?
- No fim do corredor. Perto do banheiro masculino.
- Vamos uai. Mas vamos depressa. Temos que ter cautela.
- Vamos.
Caminharam apressadamente até o local destino. Não viram nada. Um gato negro passou por elas miando. O medo de Lorrayna não lhe deixou achá-lo ‘bonitinho’ ou ‘fofinho’. Olhou atentamente para o banheiro e tinha que entrar e acabar de uma vez por todas com isso. Foi. Vanessa assustou-se com esta atitude. E observou-a. Lorrayna entrou no banheiro muito escuro. Chamou por Victor e nada. Instantes depois foi surpreendida por Victor que a calava e lhe acalmava.
- Calma Lorrayna sou eu.
- Victor! Oh! Vamos sair daqui! Vanessa nos espera lá fora
- Vamos.
Estavam os três agora procurando alguma saída. Sem sucesso entraram na sala 15, no segundo andar, pois algo em cima da mesa lhes chamou a atenção. O celular de Lorrayna estava tocando. Entraram sem notar que no fundo da sala, os observando, estava uma pessoa muito suspeita. A escuridão os atrapalhava. Lorrayna pegou seu celular e atendeu. Era Rafael.
- Hup?!
- Sou eu. Onde vocês estão?
- Estamos no IC 3. Alguém nos raptou.
- Está bem. Nós estamos indo pra aí.
Os três, Lorrayna, Vanessa e Victor saíram da sala e correram para a entrada, até que ouviram alguns passos atrás deles que também eram apressados. Lorrayna os puxou para dentro da sala 12. Escondendo-os atrás da porta. O sujeito passou, quando estavam chegando na porta Lorrayna pisou em algo de vidro. Abaixou e com a iluminação do celular notou que havia pisado em ampolas de algum remédio, seringas e um cano, que provavelmente foram utilizados para os levar até aquela situação. Dentro de uma sacola estavam alguns papéis que ela leu e disse em voz baixa:
- Chucupril...
- O que você disse? – Perguntou Vanessa
- Chucupril. Nosso trabalho de língua portuguesa. Lembram-se?
- Lembro sim. – disse Victor e Vanessa
- Então. Estes papéis são os nossos roteiros da rádio 1. Acho que estou começando a entender algo.
- O que? – Vanessa perguntou
- Shhhh! Ele está vindo. Escondam-se.
O delituoso passou por eles apressado e visivelmente nervoso. Lorrayna lembrou-se da sala perto da porta norte. Que tinham extensas janelas. Foram silenciosamente até a sala. Estava aberta. Entraram. A escuridão ainda era presente, a não ser por uns finos raios lunares que transitavam pelos vitrais. Lorrayna facilmente abriu a janela. Ambos saíram cautelosamente. Encontraram Perov que vinha correndo.
- Perov? – perguntou Vanessa
- Vamos corram. Ele está vindo.
- Mas como? Ele está aí dentro do IC. – disse Lorrayna
- Esta é a questão. A Flora estava certa. São mais de um os criminosos.
- Vamos correr então. Mas para onde? – Lorrayna novamente
- Pro Cemuni. Acho que estaremos a salvo.
- Mas e os outros. Flora, Hup e Luiza.
- Estão com Izáias lá nos esperando.
- Então vamos dar a volta por aqui. – e Lorrayna dirigiu-se pela lateral esquerda em direção ao Cemuni. Os outros a seguiram.
Um dos sujeitos chegou ao IC e notou a janela aberta. Resolveu esperar pelo companheiro.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Vanessa! Vanessa! Acorde!
- Mas hãm?! O que está acontecendo? – disse Vanessa sonolenta.
- Temos que encontrar o Victor e sair daqui.
- Está bem. Ai minha cabeça! – sentiu uma pontada de dor latejante
- Cuidado. Devem ter se passado umas duas horas desde que fomos pegas.
- Não mesmo. Já são dez horas.
- Como?
- É sim. Olhe aquele relógio. – apontou para a parede onde havia um relógio antigo
- Oh! Temos que sair o mais rápido daqui. Vamos procurar o Victor.
- Vamos então. Deixe-me levantar
Vanessa levantou-se e começou a caminhar depressa com Lorrayna até a porta norte. Estava trancada. Foram então até a porta sul. Também estava trancada. O desespero começou a tomar conta delas. Lorrayna sabia que quanto mais ficavam ali, mais perigo estavam correndo. De repente viu algo no fim do corredor. Ficou com medo. Mas e se fosse Victor precisando de ajuda? Só saberia se fosse até lá.
- Vanessa, vamos até o fim do corredor.
- Onde?
- No fim do corredor. Perto do banheiro masculino.
- Vamos uai. Mas vamos depressa. Temos que ter cautela.
- Vamos.
Caminharam apressadamente até o local destino. Não viram nada. Um gato negro passou por elas miando. O medo de Lorrayna não lhe deixou achá-lo ‘bonitinho’ ou ‘fofinho’. Olhou atentamente para o banheiro e tinha que entrar e acabar de uma vez por todas com isso. Foi. Vanessa assustou-se com esta atitude. E observou-a. Lorrayna entrou no banheiro muito escuro. Chamou por Victor e nada. Instantes depois foi surpreendida por Victor que a calava e lhe acalmava.
- Calma Lorrayna sou eu.
- Victor! Oh! Vamos sair daqui! Vanessa nos espera lá fora
- Vamos.
Estavam os três agora procurando alguma saída. Sem sucesso entraram na sala 15, no segundo andar, pois algo em cima da mesa lhes chamou a atenção. O celular de Lorrayna estava tocando. Entraram sem notar que no fundo da sala, os observando, estava uma pessoa muito suspeita. A escuridão os atrapalhava. Lorrayna pegou seu celular e atendeu. Era Rafael.
- Hup?!
- Sou eu. Onde vocês estão?
- Estamos no IC 3. Alguém nos raptou.
- Está bem. Nós estamos indo pra aí.
Os três, Lorrayna, Vanessa e Victor saíram da sala e correram para a entrada, até que ouviram alguns passos atrás deles que também eram apressados. Lorrayna os puxou para dentro da sala 12. Escondendo-os atrás da porta. O sujeito passou, quando estavam chegando na porta Lorrayna pisou em algo de vidro. Abaixou e com a iluminação do celular notou que havia pisado em ampolas de algum remédio, seringas e um cano, que provavelmente foram utilizados para os levar até aquela situação. Dentro de uma sacola estavam alguns papéis que ela leu e disse em voz baixa:
- Chucupril...
- O que você disse? – Perguntou Vanessa
- Chucupril. Nosso trabalho de língua portuguesa. Lembram-se?
- Lembro sim. – disse Victor e Vanessa
- Então. Estes papéis são os nossos roteiros da rádio 1. Acho que estou começando a entender algo.
- O que? – Vanessa perguntou
- Shhhh! Ele está vindo. Escondam-se.
O delituoso passou por eles apressado e visivelmente nervoso. Lorrayna lembrou-se da sala perto da porta norte. Que tinham extensas janelas. Foram silenciosamente até a sala. Estava aberta. Entraram. A escuridão ainda era presente, a não ser por uns finos raios lunares que transitavam pelos vitrais. Lorrayna facilmente abriu a janela. Ambos saíram cautelosamente. Encontraram Perov que vinha correndo.
- Perov? – perguntou Vanessa
- Vamos corram. Ele está vindo.
- Mas como? Ele está aí dentro do IC. – disse Lorrayna
- Esta é a questão. A Flora estava certa. São mais de um os criminosos.
- Vamos correr então. Mas para onde? – Lorrayna novamente
- Pro Cemuni. Acho que estaremos a salvo.
- Mas e os outros. Flora, Hup e Luiza.
- Estão com Izáias lá nos esperando.
- Então vamos dar a volta por aqui. – e Lorrayna dirigiu-se pela lateral esquerda em direção ao Cemuni. Os outros a seguiram.
Um dos sujeitos chegou ao IC e notou a janela aberta. Resolveu esperar pelo companheiro.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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3:33 AM
Perov desceu pela pilastra de um canto auxiliado pelos fios e corda. O átrio do Cemuni estava muito cheio de sucata e sujeira, a vegetação estava literalmente “bombando” ali, o pé de goiaba era a ‘planta-mor’. Viu Flora do outro lado, caída no chão inconsciente. Perov sentiu-se aliviado quando notou que a queda de Flora não fez tanto barulho quanto o esperado. Ela havia caído no canteiro cheio de plantas e terra, o som da queda foi surdo e seco. Ele, Perov, andou abaixado até o corpo caído. Puxou-a para dentro de uma das salas, a sala 2, que cheirava a mofo e ratos, aliás, a selva estava montada ali no Cemuni, rato é o que não faltava. Recostou sua cabeça em um pedaço da cadeira acolchoado, notou que ela acordava lentamente, mas estava atordoada e sussurrou:
- Agora vou procurar Luiza. Aqui não é tão grande para ela sumir assim.
Levantou-se e olhou para todos os lados, e viu que uma parte da parede do departamento havia cedido e correu até a abertura na parede. Notou que alguém se movimentava dentro do antigo CA de comunicação. A camisa listrada mostrava o semblante de Luiza. Não pensou duas vezes correu até lá e tentou abrir a porta. Estava trancada. Olhou pelo vidro, mas estava amarelado e embaçado, não conseguiu enxergar dentro. Ouviu a porta destrancar, Luiza abriu a porta, apanhou Perov pela camisa e puxou para dentro da sala.
- Perovs! Que bom que vocês vieram.
- Mas Luiza, o que aconteceu até agora?
- Alguém apareceu, me escondi dentro da geladeira que está aí atrás de você. A pessoa saiu de novo. E está fora do Cemuni. Mas pode voltar a qualquer momento. Vi quando a Flora caiu e você a levou pra sala 2. Temos que sair daqui. E acho que já sei como.
- Eu também tenho uma idéia, mas do jeito que a Flora está acho que não dá. O Hup poderia nos puxar enquanto escalamos as pilastras e passamos pelo telhado, descemos pelas árvores e saímos daqui.
- Não Perov. Eu quase consegui fugir. Só que o sujeito apareceu e aí tive que me esconder. Foi aí que encontrei o celular aqui no CA e liguei pro Hup. O estranho é que o celular é novo, sendo que ninguém vem aqui há mais de quatro anos.
- Verdade. Traga o celular, vamos descobrir de quem é. Mas onde é esta saída?
- É no banheiro masculino. Pela janela, tem uma que não foi lacrada, apenas pintada, e está entreaberta. Mas temos que ir antes que fique escuro. Afinal aqui está sem energia.
- Vamos então. Ajude-me a trazer a Flora até o banheiro. Ela deve ter acordado.
Andaram apresadamente até a sala 2, e viram que Flora não estava mais no chão. Estava em pé com um cabo de vassoura na mão prestes a atacar atacar.
- Calma Flora! Somos eu e Luiza.
- Desculpa gente. Mas vocês sabem, todo cuidado é pouco.
- É sim. Venha Flora, já sabemos como sair daqui.
Estavam saindo da sala quando viram que alguém vinha do banheiro masculino. Voltaram para dentro e observavam do escuro o vulto, que estava com algo na mão. Flora identificou como uma arma. O sujeito se dirigiu para o outro lado e entrou no CA. Aproveitando a ocasião os três, Flora, Perov e Luisa, se dirigiram para a abertura na parede do departamento e esperaram que o sujeito se distraísse. O vulto saiu do CA e foi para o lado oposto aos três. Momento que eles saíram do departamento e correram silenciosamente para o banheiro masculino. Flora estava atrás e acabou tropeçando em alguma coisa. Era um corpo. Eles notaram que era o corpo de Rubiana, que parecia sem vida. Não havia tempo para verificar isto. O misterioso os ouviu e veio de encontro a eles. Flora correu com os outros para o banheiro e fechou a porta. Perov ficou segurando a porta para que pudessem sair. Luiza lhes mostrou a janela entreaberta e passou por ela, caiu do lado de fora num monte de folhas de castanheira. Flora começou a passar pela janela, viu que Perov estava com dificuldade para soltar a porte e sair:
- Perov vem logo!
- Não posso. Ele está do outro lado. Vá Flora, eu me viro.
- Pirou na bosta Perov?
- Vai logo Flora! Eu não vou conseguir segurar por muito tempo!
Hup apareceu do outro lado e puxou Flora pelas pernas. A janela trancou-se por dentro com um baque. Perov, agora, estava preso no banheiro masculino tentando desvencilhar-se da pessoa que estaria por trás de toda as coisas que vinham acontecendo. Flora, Hup e Luiza estavam preocupados. Izáias apareceu do outro lado do Cemuni e veio até eles.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
- Agora vou procurar Luiza. Aqui não é tão grande para ela sumir assim.
Levantou-se e olhou para todos os lados, e viu que uma parte da parede do departamento havia cedido e correu até a abertura na parede. Notou que alguém se movimentava dentro do antigo CA de comunicação. A camisa listrada mostrava o semblante de Luiza. Não pensou duas vezes correu até lá e tentou abrir a porta. Estava trancada. Olhou pelo vidro, mas estava amarelado e embaçado, não conseguiu enxergar dentro. Ouviu a porta destrancar, Luiza abriu a porta, apanhou Perov pela camisa e puxou para dentro da sala.
- Perovs! Que bom que vocês vieram.
- Mas Luiza, o que aconteceu até agora?
- Alguém apareceu, me escondi dentro da geladeira que está aí atrás de você. A pessoa saiu de novo. E está fora do Cemuni. Mas pode voltar a qualquer momento. Vi quando a Flora caiu e você a levou pra sala 2. Temos que sair daqui. E acho que já sei como.
- Eu também tenho uma idéia, mas do jeito que a Flora está acho que não dá. O Hup poderia nos puxar enquanto escalamos as pilastras e passamos pelo telhado, descemos pelas árvores e saímos daqui.
- Não Perov. Eu quase consegui fugir. Só que o sujeito apareceu e aí tive que me esconder. Foi aí que encontrei o celular aqui no CA e liguei pro Hup. O estranho é que o celular é novo, sendo que ninguém vem aqui há mais de quatro anos.
- Verdade. Traga o celular, vamos descobrir de quem é. Mas onde é esta saída?
- É no banheiro masculino. Pela janela, tem uma que não foi lacrada, apenas pintada, e está entreaberta. Mas temos que ir antes que fique escuro. Afinal aqui está sem energia.
- Vamos então. Ajude-me a trazer a Flora até o banheiro. Ela deve ter acordado.
Andaram apresadamente até a sala 2, e viram que Flora não estava mais no chão. Estava em pé com um cabo de vassoura na mão prestes a atacar atacar.
- Calma Flora! Somos eu e Luiza.
- Desculpa gente. Mas vocês sabem, todo cuidado é pouco.
- É sim. Venha Flora, já sabemos como sair daqui.
Estavam saindo da sala quando viram que alguém vinha do banheiro masculino. Voltaram para dentro e observavam do escuro o vulto, que estava com algo na mão. Flora identificou como uma arma. O sujeito se dirigiu para o outro lado e entrou no CA. Aproveitando a ocasião os três, Flora, Perov e Luisa, se dirigiram para a abertura na parede do departamento e esperaram que o sujeito se distraísse. O vulto saiu do CA e foi para o lado oposto aos três. Momento que eles saíram do departamento e correram silenciosamente para o banheiro masculino. Flora estava atrás e acabou tropeçando em alguma coisa. Era um corpo. Eles notaram que era o corpo de Rubiana, que parecia sem vida. Não havia tempo para verificar isto. O misterioso os ouviu e veio de encontro a eles. Flora correu com os outros para o banheiro e fechou a porta. Perov ficou segurando a porta para que pudessem sair. Luiza lhes mostrou a janela entreaberta e passou por ela, caiu do lado de fora num monte de folhas de castanheira. Flora começou a passar pela janela, viu que Perov estava com dificuldade para soltar a porte e sair:
- Perov vem logo!
- Não posso. Ele está do outro lado. Vá Flora, eu me viro.
- Pirou na bosta Perov?
- Vai logo Flora! Eu não vou conseguir segurar por muito tempo!
Hup apareceu do outro lado e puxou Flora pelas pernas. A janela trancou-se por dentro com um baque. Perov, agora, estava preso no banheiro masculino tentando desvencilhar-se da pessoa que estaria por trás de toda as coisas que vinham acontecendo. Flora, Hup e Luiza estavam preocupados. Izáias apareceu do outro lado do Cemuni e veio até eles.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.
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