Bernard esperava ansiosamente a chegada de Perov. Chegou ao Sinucar há cerca de vinte minutos completos. E a demora de Perov só significava que ele não conseguira fugir. Mas não bastava apenas a ele, Bernard, sair dali sem dar satisfação a Perov, precisava ligar para ele. Mas como? Estava sem celular e não possuía sequer um cartão telefônico. Foi até o orelhão para ligar a cobrar para Perov. Chamou cerca de oito vezes até cair na caixa postal. Sua apreensão aumentou. ‘Perov havia abnegado a vida’, pensou ele. Sua desanimação aumentou quando lembrou de Vanessa e sua cruel morte há pouco mais de dois anos atrás. Tão triste. Tão marcante.
Entrou no Sinucar com um leve choro no olhar. Queria que aquilo tudo nunca tivesse começado. Se ele tivesse faltado àquela aula...Mas não poderia. Era prova final da disciplina de Fotografia. Cruel e infelizmente acabou envolvendo-se naquilo e tudo estava perdido. Sentou-se próximo a uma mesa de bilhar enegrecida pela sujeira que acumulava ali desde os primórdios de pouco menos de cinco anos. Esperou...esperou...esperou...cansou...cochilou...Foi despertado por um barulho logo atrás de sua cabeça. Não houve tempo para olhar. Algo perfurou sua nuca. A dor foi curta.
Quando caiu de lado em direção ao chão, com um taco de sinuca em sua mente, o corpo de Bernard vislumbrou por alguns instantes a imagem grotesca do assassino que todos pensavam estar morto.
Baratas mutantes com pernas aladas passaram através do portão do Sinucar.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é 'mara' coincidência.
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