on Saturday, April 27, 2013

Um raio de sol, indeterminado por sua própria existência, iniciando uma jornada da estratosfera ao centro da terra. Oculto talvez, obscuro com certeza. Algo além do imaginável ronda a luz que o cerca, que emana. Era apenas um sonhador, ou realista de fato, que por somar à outros suas opiniões, vislumbra tudo aquilo que teve, tem e terá em seus doces sonhos. Chora as mágoas dos bons amigos, arrisca um perdão, crê no amor. Sabe que o mais importante na vida não é a quantidade de vezes que correu por um bem maior, mas sim quantas vezes perdeu o fôlego por ser aquilo que tanto quis. E no fundo tinha apenas um objetivo, ter o raio de lua.
Um raio de lua que ilumina os passos sutis provindos daqueles que o saúdam. Irradia emoções novas, coberta de paixões e fantásticos pensamentos. A noite se torna mais tranquila sob seu cosmo lunar. Mais amena. Mais confortável. Mais feliz. Ainda assim, é um espectro de emoção cauteloso, que realiza suas ações com métodos e sabe-se colocar em seu lugar. Sabia que algum dia encontraria seu destino, algo que o deixaria completo.
Ambos não podem ser determinados sozinhos. O que representa suas essências, o que simbolizam, o que são, Cada um tem um caminho a percorrer com base naquilo que aprenderam e aprendem todos os dias. A indeterminação aqui é baseada em seus gestos, olhares e palavras ditas em momentos incomuns. É tão vívido quanto qualquer ser que sobrevive e subvive em meio ao caos natural, tão hábil em sua reflexão por sua própria natureza.
Ser sol, ser lua, basta estar conspirando a favor de guiar e deixar ser guiado, do que mais importa. 
E o que importa? Não pode ser dito ao certo, pois tão natural quanto a indeterminação do homem, é o sol e a lua.

P.S.: Há ainda que se dizer que o raio de sol e o raio de lua não encontraram seu destino, estão entre linhas tênues de solidão e felicidade, de indisposição e sagacidade, de ódio e amor. Um futuro ainda indeterminado onde de tudo acontece, onde de tudo aparece.


Releitura e reedição do post "Guiados pelo Sol, Determinados pela Lua" de 30 de abril de 2010, momentos diferentes, mesmos ideais


on Tuesday, October 2, 2012
Na última segunda feira descobri um designer que me encantou com suas imagens sobre o futuro. Klaus Bürgle é um designer alemão que potencializa em suas obras um universo moderno, com objetos futuristas, com muita cor, forma e excentricidade. O mais interessante é que Klaus fez parte da geração que teve forte influência do ápice da ficção científica em meados do século XX, quando obras como Destination Moon e  2001: A Space Odyssey fizeram sucesso no cinema e na literatura, e esse tipo de tema é abundantemente abordado em suas obras. Seus trabalhos mais famosos datam dos anos 50, 60 e 70, quando a pop art e o retro futurismo estouravam nos centros urbanos.

Visão do futuro em sua série de obras intitulado 







Se quiser continuar a olhar os trabalhos, pode visitar o site sobre Retro Futurismo

Essa semana resolvi voltar ao meu blog. Apenas por curiosidade.
Olha...é muito estranho. Você se lembra do contexto que você escreveu, mas parece que não foi você escreveu. Um horror.
Uma gramática digna de pérolas do Enem. Se é que pérolas podem ser consideradas pra esse tipo de exame. Nada a declarar.
Temas sombrios, oriundos dos sentimentos mais profanos e desencanados. Ou então, uma tentativa frustrada de comédia com algum tema.
A questão é que muita coisa mudou, muita gente desapareceu, muita gente apareceu e muita gente reapareceu. Muitos lugares surgiram, muitas referências brotaram e os sentimentos estão mais seguros.

Não sei se alguém vai ler minhas postagens, mas o mais importante é que tomei gosto por escrever novamente e isso me deixa bem. 2012 começou misterioso, me mostrou dores e mágoas, e acredito estar mais confiante, forte, corajoso e iluminado que antes.

É isso. Não tenho muita linguiça pra encher aqui. 
Que a semana seja feliz e eterna, só que não.
on Monday, January 16, 2012
Parou pra pensar, certo dia, sobre tudo o que conhecia e desconhecia. Sobre tudo que tinha e não tinha. Sobre tudo que sentia ou ignorava. Não passou de uma tentativa frustrada. O nó preso na garganta foi impulsionado pelo caleidoscópio de emoções que vagavam em sua mente e em seu coração. Talvez fosse mais fácil iluminar as ideias com um abajour barato, com lâmpada incandescente de 40 wattz ou mesmo a luz fraca de seu celular com bateria fraca. Fraca era a força que detinha pra aguentar o peso que se acumulava em suas entranhas...
Suas entranhas, por sinal, não sabiam ao certo se aquele, que as possuía, era um corpo estranho lutando contra o que era óbvio em sua cabeça ou se era apenas mais um sonhador que almejava descansar daquilo tudo. Nunca saberia. O complexo é cada vez mais encoberto por sua própria camada de desespero interior e sorrisos maledicentes. No entanto, se pregava em desligar aquilo tudo e vivenciar o que estava em alta no que dizia respeito à moda primavera-verão da alma, das estações do seu círculo, do seu nicho.


Foto: Vanitas65

O nó voltou à garganta. Seus olhos se encheram. Mas de certa forma ainda possuía aquilo que mais prezava. Uma não solidão. Ou seria isso errôneo? Se pega pensando nisso inúmeras vezes. E em todas elas, está, de fato, em profunda mágoa do seu inconsciente. Foge daquilo sem ao menos resolver e a aglomeração de emoções se detém no fim do seu córtex cerebral. O processamento da sua vida pede passagem, uma alva e menos sofisticada. Mais priorizada. Menos confusa. Mais impulsiva. Menos destrutiva. Mais menos mas mente.
on Tuesday, March 22, 2011
Era tão normal acordar pela manhã e tomar café na padaria próxima à sua casa. Não teria nenhum problema se não encontrasse no comércio inúmeros estudantes que inundavam o ambiente em alvo branco e intenso azul. O ensino médio, sem dúvida, fora um fardo durante toda a sua vida. Enfrentou aquilo, mas hoje já o tinha superado.
Agora, o outro desafio era a vida no, antes chamado, 3° grau. Tão comum. Tão desanimador. Pensar que teria muito pela frente na cidade onde nasceu e viu sua mãe se tornar uma dedicada profissional e seu pai...não viu seu pai. Desde que se entende por gente.
Levou mais tempo do que imaginava para realizar os afazeres matutinos. Saiu em disparada pela rua em direção à avenida que beirava o mar, poluído, em termos, pelos resíduos que volta e meia se depositavam pelo vento provindos da gigantesca caixa de minério.
A condução que adentrou, sabia bem, era a mais rápida em direção ao Centro. Não o visitaria para aulas ou coisas do tipo. Tinha um objetivo esta manhã e estava focado então.
Saltou próximo à uma praça pouco movimentada. O relógio nunca marcava hora nenhuma e ele não entendia o porquê daquilo ali. Não deu muita importância e se dirigiu às escadarias que décadas antes serviu de palco para famosos acontecimentos de heroínas capixabas. Hoje cheirava a urina, estava pixado e, ele não deixou de notar, havia um gato preto que se esgueirava no canto da escadaria fitando-o. Sentiu um frio na espinha, mas continuou seu trajeto.
Algo estava diferente. Sentia alguém seguí-lo. Aquela capital sempre tinha desses mistérios no Centro. E, ao subir as escadas, sentiu algo que nunca sentiu antes. Não era possível descrever. Era um verdadeiro fluxo psicofísico. Estava inerte e ao mesmo tempo enérgico. Suspenso no nada cintilante. Um vento quente passou pelo seu rosto. Despois um baque.
O que viu antes de se localizar novamente nas escadarias foi um vulto negro, que desapareceu junto com o gato preto. Mas não teve medo. Tudo estava branco.
Os olhos se acostumaram à claridade e ele olhou em volta. A mesma escadaria. O mesmo ar. O mesmo corpo. Mas...um diferente evento. Uma mulher com expressão rígida, trajando roupas de outras eras, subia as escadas às pressas acompanhada de mais algumas companheiras. Passaram por ele e nem sequer notá-lo. Os ônibus e carros modernos foram substituídos por carros de época. Ele sorriu e fechou os olhos. Havia conseguido o que foi buscar ali.
on Saturday, March 12, 2011

Dizem que em terra de cegos quem tem um olho é rei, ou caolho (vide: citações populares bizarras), porém em um longínquo território, denominado Ilha do Mel, vulgarmente conhecido como Vitórinha, quem tem um ou dois olhos é apenas mais um na noite. Nesta terra é possível determinar que os seus habitantes escutam com os olhos, vêem com a boca e degustam com os ouvidos. Vitórinha é a terra da sinestesia. Dos sentidos aleatórios. Um caleidoscópio de emoções e comoções que movem os estranhos seres que se permutam na ode capixaba.

O gato preto desmistifica os segredos mais profundos que existem nos becos e encurraladas da noite capixaba. Certa noite saiu para observar o seu amplo campo de visão, agora localizado na Rua da Lama (Mud Street, para alguns) e se deparou com uma cena inusitada. Seres trajando capas escuras e roupas negras inundavam o âmbito nas proximidades da avenida principal, escurecendo o ambiente e ignorando qualquer sinal de vida. O gato, porém, resolveu colocar suas táticas em prática e infiltrou-se entre os seres da noite. Não deu mais sinal desde então. Estava desaparecido de uma forma anormal. Que só será interligada mais adiante, com o passar dos tempos.

Ao lado dos seres negros da noite havia um bar fétido e sujo. As latrinas costumavam se localizar em seu exterior. O gato preto tinha dado, há poucos minutos, uma olhada desanimada para o local, afinal a bebida era desinteressante e as pessoas que as bebiam eram inconscientes. O jovem, de aparência atípica do verão, estava visivelmente bêbado, mais duas doses e entrava em coma alcoólico. Dito e feito. Caminhou em direção da Universidade localizada rente a avenida principal. Cruzou o portão, em direção a uma das festas psicodélicas que, por hora, ocorriam no campus. Parou diante de um imenso prédio e teve uma súbita lembrança, que foi desviada pelo cheiro de serração e perigo. Virou o restante da garrafa de vodka barata em garrafa plástica que tinha em mãos. Tudo ao seu redor girou e ele caiu na grama. Ninguém o viu até o sol nascer.

Pouco distante dali, um pub demonstrava na noite o quão salientes poderiam ser os participantes do badalado evento que ocorria nesta noite. Não era possível descrever se haviam mais pessoas do lado de fora ou dentro do pub. Mas a música poderia ser escutada num raio de pouco mais de 5 metros. Juntamente com bebidas, a pós-modernidade inundava o pacato ambiente naquela terra triangular. Em meio à multidão enlouquecida, um beijo lésbico revela a fúria de um jovem que flertava com uma das participantes da ação. Sua fúria se transforma em ataque. Dor e caos. O pub nunca mais seria o mesmo.

on Thursday, October 14, 2010
Se preocupar demais pode ser doentio.
Se preocupar de menos é praticamente uma falta de consideração.
Na vida há aqueles que se preocupam demais, aqueles que se preocupam de menos, aqueles que não se preocupam e por último, e não menos importante, aqueles que preocupam.
O ato de infringir a individualidade e participar de um ato coletivo no qual o sujeito se coloca no papel da(s) então vítimas(s) de uma colisão social, afim de "resolver" o incidente gerado virtualmente, é comum à grande parte dos seres humanos.
O ato de analisar o interior e contribuir verdadeiramente com suas próprias conturbações é falho em grande parte dos indivíduos. A maioria deles divulga e simula a situação com o intuito de agregar ajuda básica e assim superar o obstáculo. Acontece que no mundo real as coisas não são o que parecem.
Preocupações são necessárias a cada personagem da vida real. São elas que movem os indivíduos e, a partir daí, induzem à capacidade de resolução das coisas e busca de superação e ascensão através das passagens de tempo.
Se preocupar com os acontecimentos dos outros é uma decisão a ser tomada. Vale deixar claro que é importante que não se esqueça nunca das próprias preocupações, afinal de contas quando estas virem à tona, é melhor estar prevenido, afinal não é todo dia que encontramos alguém que se preocupa demais.
P.S.: estou preocupado se alguém vai entender o propósito deste post. Afinal de contas eu estava receoso quanto escrevê-lo ou deixá-lo subtendido.



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