Um raio de sol, indeterminado por sua própria existência, iniciando uma jornada da estratosfera ao centro da terra. Oculto talvez, obscuro com certeza. Algo além do imaginável ronda a luz que o cerca, que emana. Era apenas um sonhador, ou realista de fato, que por somar à outros suas opiniões, vislumbra tudo aquilo que teve, tem e terá em seus doces sonhos. Chora as mágoas dos bons amigos, arrisca um perdão, crê no amor. Sabe que o mais importante na vida não é a quantidade de vezes que correu por um bem maior, mas sim quantas vezes perdeu o fôlego por ser aquilo que tanto quis. E no fundo tinha apenas um objetivo, ter o raio de lua.
Um raio de lua que ilumina os passos sutis provindos daqueles que o saúdam. Irradia emoções novas, coberta de paixões e fantásticos pensamentos. A noite se torna mais tranquila sob seu cosmo lunar. Mais amena. Mais confortável. Mais feliz. Ainda assim, é um espectro de emoção cauteloso, que realiza suas ações com métodos e sabe-se colocar em seu lugar. Sabia que algum dia encontraria seu destino, algo que o deixaria completo.
Ambos não podem ser determinados sozinhos. O que representa suas essências, o que simbolizam, o que são, Cada um tem um caminho a percorrer com base naquilo que aprenderam e aprendem todos os dias. A indeterminação aqui é baseada em seus gestos, olhares e palavras ditas em momentos incomuns. É tão vívido quanto qualquer ser que sobrevive e subvive em meio ao caos natural, tão hábil em sua reflexão por sua própria natureza.
Ser sol, ser lua, basta estar conspirando a favor de guiar e deixar ser guiado, do que mais importa.
E o que importa? Não pode ser dito ao certo, pois tão natural quanto a indeterminação do homem, é o sol e a lua.
P.S.: Há ainda que se dizer que o raio de sol e o raio de lua não encontraram seu destino, estão entre linhas tênues de solidão e felicidade, de indisposição e sagacidade, de ódio e amor. Um futuro ainda indeterminado onde de tudo acontece, onde de tudo aparece.
Releitura e reedição do post "Guiados pelo Sol, Determinados pela Lua" de 30 de abril de 2010, momentos diferentes, mesmos ideais
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