Parou pra pensar, certo dia, sobre tudo o que conhecia e desconhecia. Sobre tudo que tinha e não tinha. Sobre tudo que sentia ou ignorava. Não passou de uma tentativa frustrada. O nó preso na garganta foi impulsionado pelo caleidoscópio de emoções que vagavam em sua mente e em seu coração. Talvez fosse mais fácil iluminar as ideias com um abajour barato, com lâmpada incandescente de 40 wattz ou mesmo a luz fraca de seu celular com bateria fraca. Fraca era a força que detinha pra aguentar o peso que se acumulava em suas entranhas...
Suas entranhas, por sinal, não sabiam ao certo se aquele, que as possuía, era um corpo estranho lutando contra o que era óbvio em sua cabeça ou se era apenas mais um sonhador que almejava descansar daquilo tudo. Nunca saberia. O complexo é cada vez mais encoberto por sua própria camada de desespero interior e sorrisos maledicentes. No entanto, se pregava em desligar aquilo tudo e vivenciar o que estava em alta no que dizia respeito à moda primavera-verão da alma, das estações do seu círculo, do seu nicho.

Foto: Vanitas65
O nó voltou à garganta. Seus olhos se encheram. Mas de certa forma ainda possuía aquilo que mais prezava. Uma não solidão. Ou seria isso errôneo? Se pega pensando nisso inúmeras vezes. E em todas elas, está, de fato, em profunda mágoa do seu inconsciente. Foge daquilo sem ao menos resolver e a aglomeração de emoções se detém no fim do seu córtex cerebral. O processamento da sua vida pede passagem, uma alva e menos sofisticada. Mais priorizada. Menos confusa. Mais impulsiva. Menos destrutiva. Mais menos mas mente.
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