Cocotree, manhã de quarta-feira.
Victor havia recebido um telefonema de Luisa, no qual a mesma lhe dizia que Flora estava muito estranha ultimamente e que deveriam visitá-la. Victor havia combinado então, de encontrar-se com Luisa na casa de Flora pela tarde.
Agora, Victor estava próximo à casa de Flora e foi surpreendido por Lorrayna:
- Victor! Vamos passear! Estou morreeendo de vontade de ir naqueeela sorveteria. Dizem que tem...
- Hoje não. Estou meio chateado com algumas coisas que vêm acontecendo. A Flora me ignora e terei que viajar amanhã pra depor sobre aquele caso que ocorreu na UFES.
- Ah é! Como fui me esquecer? Aquilo ainda está em minha mente tenebrosamente.
- Sei como é. E outra, tenho que ir com Luisa visitar a Flora. Ela está muito estranha conosco, desde que aquilo aconteceu.
- Verdade. Eu irei também.
- Vamos esperar Luisa logo ali na praça.
Victor esperou, com Lorrayna, em uma praça estranha de Cocotree. Luisa demorou um longo tempo. O celular no bolso de Victor tocou e ele atendeu, era Rafael:
- E ae Rafael. O que tu manda?
- É a Flora, ela está muito louca! Venha para cá correndo. Algo me diz que ela vai surtar.
- Estou indo sim, só estou esperando a Luisa...
- A Luisa não está na cidade, ela viajou com a mãe pra China ontem a noite, e só volta no mês que vem.
- Mas como? Ela me ligou hoje pela manhã?
- Pirou o cabeção Victó? Se Luisa disse que viajaria, ela viajaria.
- Está bem. Logo estarei aí. Até mais.
Victor não pensou duas vezes e virou-se para Lorrayna:
- Lorrayna, vamos pra casa da Flora agora!
- Por que Victor? E a Luisa?
- A Luisa não virá. Acho que estamos correndo perigo! Venha, só nos resta algumas quadras até chegar lá.
- Então vamos.
Victor e Lorrayna andaram depressa até a casa de Flora, a rua pouco movimentada deixavam-nos cada vez mais tensos. Finalmente. A casa de Flora se estendia no fim da avenida, e chegar lá não seria complicado. Ou seria? Victor reparou que algo cheirava estranho no ar. Não, não havia pisado na merda. Algo de muito estranho estava acontecendo desde o ocorrido na Ufes. Algo que ele pressentia atentamente. Chegaram à porta da casa, a porta se abriu, Rafael havia aberto a porta:
- Entrem, acho que teremos uma longa jornada.
...
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