on Sunday, May 30, 2010
Só o que sabia, era que não era mais o mesmo há muito tempo.
Queria voltar ao que era antes. Impossível. Os fantasmas do passado, presente e futuro lhe contaminavam através das visíveis e marcadas veias.
Seu corpo mudava e era desagradável.
Sua alma mudava e a dor o tornava seco, frio, ébrio.
Muito dessa mudança deriva dos acontecimentos atordoados que lhe ocorreu.
Tempestades frias e solitárias. Dias ensolarados sem nenhuma cor. Assim se sucedeu a maioria dos seus dias.
E você se questiona o porquê de tanto mistério?
Aparência desgastada, mas renovada pelo dia-a-dia. Incolor, mas vívida pelos gestos alheios. Careta, mas jovial e feliz pelos poucos momentos sórtidos de dias variáveis.
O mistério é descoberto quando se aprofunda. Quando toca o ponto fraco da sua alma. Quando chega aonde quase ninguém tentou chegar.
Às vezes esse mistério proporciona segurança e certa paz. Em outras situações profunda tristeza e indesejável prolongamento das incertezas.
Mas é assim que a vida se molda. Acerca das necessidades e complexidades do ser humano e da natureza.
Maleabilidade, frieza ou ser neutro. Características marcantes e necessárias.
Um bom fim pra quem deseja um bom começo.
Um mau caminho pra quem deseja um mau fim.
on Wednesday, May 19, 2010

Ele conheceu algo mais que especial.
Viveu bons momentos.
Foi, e é, muito feliz, por encontrar um anjo que o cativou tanto.
Encontrar interrogações? É necessário para entender as coisas.
Buscar exclamações! Para tudo fazer sentido e valer a pena.
E não terminar ali, no penhasco. As reticências da vida estão dentro de cada um. Nos gestos, nos sentimentos, em cada anjo...
on Friday, May 14, 2010


Um dia não era igual ao outro. Mas tudo estava um tanto previsível. E isso definhava seus sentimentos. Ele estava próximo à praia ainda se perguntando o que não havia entendido nos últimos tempos. Não conseguia sequer responder uma questão que surgisse em sua mente. Toda aquela pressão o detivera em seus pensamentos. Olhou pra dentro de si e reparou que sua áurea fora deixada de lado. Sabia agora que precisava de respostas. No telefone:

- Oi, preciso te ver.
- Por que?
- Preciso me entender.
- Ok. Me encontre próximo à nossa árvore.
- Tudo bem.

Desligou. Respirou. Saiu.
on Wednesday, May 5, 2010


Não havia nada naquele bosque. Exceto...
Exceto um jovem que esperava por alguém. Alguém especial, diga-se de passagem.
Aquela árvore, que trazia consigo lembranças de dias incomuns. E estava ali. Inerte. Úmida. Sóbria.
Checou pela última vez o local. Viu um vulto. Quase gritou. Mas reconheceu a face que fitava seus olhos esperançosos.

- Nossa...ainda bem que você veio!
- Eu não deixaria de vir por nada.
- Que bom! Agora vamos. Temos um longo caminho pela frente.
- Eu sei disso. Vamos passar um dia inteiro subindo até chegar ao topo do penhasco.

...
on Monday, May 3, 2010


- Quando eu contar até três, nós pulamos.
- Okay. Estou pronto.
- Um, dois, três...

As reticências duraram uma eternidade. Os dois rapazes sub-existiam ali, no alto do penhasco. Duas almas a vagar, levando consigo um segredo. Um segredo que jamais traria suas vidas de volta.

ban nha mat pho ha noi bán nhà mặt phố hà nội