Não Estão Mais

on Thursday, February 25, 2010
Estava na ponta da sua língua. No cantinho mais desenvolto do cérebro. Tudo aquilo que por hora aliviaria as tensões ocorridas nos últimos tempos. Os ares mudaram desde a última vez que rasbicou as tortuosas linhas... Que linhas?
As mãos tremiam e o suor escorria através delas. Não havia sequer uma linha rabiscada. Nenhum ponto de partida. Nenhuma palavra. Nada.
O mal-estar logo veio. Agora não havia mais nada na ponta da sua língua. Muito menos no cérebro. O branco mais alvo tomava conta do lugar onde haviam emoções e fatos.
Durante algumas horas não conseguiu imaginar muita coisa, e no fundo sabia o porquê.
Abriu um de seus antigos cadernos e encontrou algumas folhas em branco e começou a descrever as palavras que vinham em sua mente.
Passadas algumas horas nem se deu conta do quanto havia escrito. Folhas e mais folhas. Achou a maioria das coisas descritas ali muito vazia. Mas estava feliz. Conseguiu escrever o bastante para aquele dia. Não era muito importante o conteúdo, mas isso se descobre com o tempo.
Meses mais tarde já publicava no blog postagens dotadas de significados e certa importância pessoal. O branco que se instaurou em sua mente agora era preechido de inúmeras cores. Todas com alguma intenção, algum acontecimento, alguma ação e inúmeras reações.
Escrever libertou sua alma. Descrever libertou sua imaginação. Reescrever refez todas aquelas sitações. Situações que agora tira de letra. Literalmente.

Post em homenagem à Ana Clara, que a cada dia se descobre publicitária, escritora, leitora, observadora e inúmeras outras coisas que ela pode vir a se tornar.

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