Vitória, Sede do Governo, 15 de Julho - 19:45 PM
Os guardas já faziam a habitual ronda das 19 horas, enquanto os últimos empregados, responsáveis pela organização do palácio do governo, saíam através da entrada lateral do prédio. Uma construção magnífica datada do século XVII. A iluminação da área era impecável, deixando a vista uma decoração belíssima.
A escadaria da sede do governo do Espírito Santo costumava ser silenciosa a essa hora do dia. Daniel Ferdinand subiu as escadas com uma respiração ofegante. Na mão direita uma pasta branca. Na esquerda um telefone móvel. Em sua face corria o suor de alguém muito preocupado. Que tinha um objetivo esta noite. Algo inadiável.
Quando terminou de subir as longas escadas parou de abrupto ao notar o semblante d’um dos vigias que vinha em sua direção. Escondeu-se atrás de um dos postes de iluminação e quase foi notado, seu casaco meio índie abriu-se com o vento sul. Mas o vigia mal ouviu o barulho do vento na roupagem.
Pouco depois, quando o vigia passou despercebido, Daniel seguiu rumo à entrada leste do palácio. Ao chegar notou uma mensagem em seu celular:
“ESTOU NA SALA DE EXPOSIÇÕES DO PALÁCIO. VENHA DEPRESSA. D.”
Chegou até a porta da entrada leste e empurrou. Por sorte ainda estava aberta. Entrou e não notou movimento algum. Olhou para o salão principal fracamente iluminado por um lustre esplendoroso e saiu em busca do tradicional mapa que conduzia os visitantes no interior do palácio. Encontrou-o sem muita dificuldade. Foi seguindo com o dedo no mapa até a região onde se lia “Área E”. Ficava no 1º andar, a poucos metros de onde estava.
Após chegar a sala de exposições, Daniel viu que a pessoa que estava procurando o esperava na outra extremidade da sala e caminhou até ela.
- Desculpe a demora. Mas a Flora quase descobre o plano. – disse, exausto, Daniel.
- Não se preocupe, precisamos sair daqui o quanto antes. Trouxe o que lhe pedi?
- Claro que sim. Aqui está. Ela quase me viu saindo com isso. – Daniel entrega a pasta branca ao informante.
- Obrigado. Vamos sair daqui agora.
- Tudo bem.
Desceram a escada, por onde Daniel notou ter vindo e seguiram rumo a um local onde Daniel sabia que não era a saída.
- Aonde estamos indo?
- Esta é a sala das armaduras.
- E por que estamos aqui? Precisamos sair daqui o quanto antes.
- É...eu preciso e vou. Agora você...
Uma das réplicas de punhal foi lançada diretamente no peito ofegante de Daniel. Ele cai de costas no chão em choque. Olha para cima e vê seu informante com o objeto na mão e em seu último suspiro soube que confiar o segredo a outra pessoa antes deste encontro foi o correto.
Um besouro serelepe voava através do elmo de uma das armaduras que estava num canto mais escuro da sala das armaduras.
Os guardas já faziam a habitual ronda das 19 horas, enquanto os últimos empregados, responsáveis pela organização do palácio do governo, saíam através da entrada lateral do prédio. Uma construção magnífica datada do século XVII. A iluminação da área era impecável, deixando a vista uma decoração belíssima.
A escadaria da sede do governo do Espírito Santo costumava ser silenciosa a essa hora do dia. Daniel Ferdinand subiu as escadas com uma respiração ofegante. Na mão direita uma pasta branca. Na esquerda um telefone móvel. Em sua face corria o suor de alguém muito preocupado. Que tinha um objetivo esta noite. Algo inadiável.
Quando terminou de subir as longas escadas parou de abrupto ao notar o semblante d’um dos vigias que vinha em sua direção. Escondeu-se atrás de um dos postes de iluminação e quase foi notado, seu casaco meio índie abriu-se com o vento sul. Mas o vigia mal ouviu o barulho do vento na roupagem.
Pouco depois, quando o vigia passou despercebido, Daniel seguiu rumo à entrada leste do palácio. Ao chegar notou uma mensagem em seu celular:
“ESTOU NA SALA DE EXPOSIÇÕES DO PALÁCIO. VENHA DEPRESSA. D.”
Chegou até a porta da entrada leste e empurrou. Por sorte ainda estava aberta. Entrou e não notou movimento algum. Olhou para o salão principal fracamente iluminado por um lustre esplendoroso e saiu em busca do tradicional mapa que conduzia os visitantes no interior do palácio. Encontrou-o sem muita dificuldade. Foi seguindo com o dedo no mapa até a região onde se lia “Área E”. Ficava no 1º andar, a poucos metros de onde estava.
Após chegar a sala de exposições, Daniel viu que a pessoa que estava procurando o esperava na outra extremidade da sala e caminhou até ela.
- Desculpe a demora. Mas a Flora quase descobre o plano. – disse, exausto, Daniel.
- Não se preocupe, precisamos sair daqui o quanto antes. Trouxe o que lhe pedi?
- Claro que sim. Aqui está. Ela quase me viu saindo com isso. – Daniel entrega a pasta branca ao informante.
- Obrigado. Vamos sair daqui agora.
- Tudo bem.
Desceram a escada, por onde Daniel notou ter vindo e seguiram rumo a um local onde Daniel sabia que não era a saída.
- Aonde estamos indo?
- Esta é a sala das armaduras.
- E por que estamos aqui? Precisamos sair daqui o quanto antes.
- É...eu preciso e vou. Agora você...
Uma das réplicas de punhal foi lançada diretamente no peito ofegante de Daniel. Ele cai de costas no chão em choque. Olha para cima e vê seu informante com o objeto na mão e em seu último suspiro soube que confiar o segredo a outra pessoa antes deste encontro foi o correto.
Um besouro serelepe voava através do elmo de uma das armaduras que estava num canto mais escuro da sala das armaduras.
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