Era eu quem controlava o mundo. Grande parte dos oceanos se abriam quando eu ordenava. Enfim, a terra tremia ao meu comando.
Mas agora, nesta sóbria manhã, eu durmo sozinho. Limpo e praguejo as ruas que já foram minhas. Minhas ruas.
Eu já escondi as mãos e joguei os dados. Através disso, pude sentir o medo nos olhos dos meus inimigos. Um medo diferente. Um medo insistente.
Também já ouvi enquanto o povo exclamava que o velho rei, aquele que se vangloriava de seu antigo poder, estava morto e que o novo rei merecia vida longa. Mas nunca entendiao porquê.
Sei que parece um devaneio, mas é assim que é.
Em um minuto eu seguro a chave, o destino, e no outro os muros estão se fechando contra mim. É uma sensação sufocante. Desesperadora.
Com isso, descubro que meus castelos são apoiados por pilares de fareia e sal. A qualquer momento podem desabar. E não é só isso.
Ouço lamentos, ouço o som do domínio.
Preciso de alguém que seja meu reflexo, meu ataque e minha defesa.
Meu caminho em um lugar onde nunca estive.
É estranho o que vou falar agora, mas desde que você se foi
nunca escutei sequer uma palavra honesta, que valesse a pena.
Descobri que foi nesse momento que dominei o mundo. Um momento de fraqueza, creio eu.
Um vento devastador, forte o batante para derrubar as portas no meu caminho, e estilhaçar as janelas, fazendo sons estranhos, tais como tambores em alarde.
As pessoas me desconheciam. Eu havia me tornado algo muito diferente do que era.
Os pseudos inimigos anseiam pela minha cabeça numa bandeja prateada, tal como um fantoche pendurado e apoiado por uma corda solitária. Talvez querendo o trono destinado a pessoas que o merecem, a pessoas que o preparam.
Estou recuperando, pouco a pouco, meu caminho, meus recursos, meu ser.
O importante é levar a vida simplesmente, ocupando-se de coisas que não adoecem.
Mas agora, nesta sóbria manhã, eu durmo sozinho. Limpo e praguejo as ruas que já foram minhas. Minhas ruas.
Eu já escondi as mãos e joguei os dados. Através disso, pude sentir o medo nos olhos dos meus inimigos. Um medo diferente. Um medo insistente.
Também já ouvi enquanto o povo exclamava que o velho rei, aquele que se vangloriava de seu antigo poder, estava morto e que o novo rei merecia vida longa. Mas nunca entendiao porquê.
Sei que parece um devaneio, mas é assim que é.
Em um minuto eu seguro a chave, o destino, e no outro os muros estão se fechando contra mim. É uma sensação sufocante. Desesperadora.
Com isso, descubro que meus castelos são apoiados por pilares de fareia e sal. A qualquer momento podem desabar. E não é só isso.
Ouço lamentos, ouço o som do domínio.
Preciso de alguém que seja meu reflexo, meu ataque e minha defesa.
Meu caminho em um lugar onde nunca estive.
É estranho o que vou falar agora, mas desde que você se foi
nunca escutei sequer uma palavra honesta, que valesse a pena.
Descobri que foi nesse momento que dominei o mundo. Um momento de fraqueza, creio eu.
Um vento devastador, forte o batante para derrubar as portas no meu caminho, e estilhaçar as janelas, fazendo sons estranhos, tais como tambores em alarde.
As pessoas me desconheciam. Eu havia me tornado algo muito diferente do que era.
Os pseudos inimigos anseiam pela minha cabeça numa bandeja prateada, tal como um fantoche pendurado e apoiado por uma corda solitária. Talvez querendo o trono destinado a pessoas que o merecem, a pessoas que o preparam.
Estou recuperando, pouco a pouco, meu caminho, meus recursos, meu ser.
O importante é levar a vida simplesmente, ocupando-se de coisas que não adoecem.
(adaptado de "Viva la Vida", Coldplay)
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