Minha antiga escola não mais existe. Agora só me resta novos corredores, com novas salas e caras novas. Reflito sobre tudo isso e sinto um profundo desejo de voltar naquele tempo remoto da puberdade e ser o que eu sempre sonhei, o que não fui. Mudar mesmo, minha personalidade, minha história. O mais complicado de ser adolescente é enxergar além dos muros de concreto que cercam a alma estudantil e perceber em que ordem social nos encaixaremos. O que de fato seremos.
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Quando crescemos, podemos notar que quando nos graduamos, ninguém de fato se importa. Em nas nossas becas vivemos um momento de puro êxtase. Fora delas somos apenas...nós. Não importa quem você seja. Valentão, calouro, alternativo, hippie, baladeiro...quando tudo isso passar verá que a personalidade que você ousou ser, não mais importa (não na íntegra). Tanto o melhor dos nerds quanto o rei das festas conseguirão empregos, às vezes em níveis mais altos que você, outras vezes não. Eles vão viver seu sonho, seu desejo. E isso é confuso.
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Por isso seja paciente, relaxe, curta e seja firme. São pouquíssimos anos para aprender toda uma vida. Na próxima vez que você passar pela sua escola ou faculdade, olhe as pessoas ao seu redor. Vai notar que são apenas esculturas na areia, almas remotas esperando uma luz. Quando estiver usando seu chapéu na formatura, é hora de cair na real. você nunca vai voltar. E se pergunte pelas suas notas. Eu sei que são importantes (ao menos enquanto vivencio isso). Ou, ao menos, acho. Todo mundo quer ser um gênio e ter notas altas. Pois vai tudo pro histórico escolar. E eu nem sei onde está o meu.
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Postagem baseada no fim da minha vida acdêmica
e na música "Four Years", Jon McLaughlin.