“As últimas horas da vida de Sandro do Nascimento, 22 anos, o ‘seqüestrador do ônibus 174’, foram acompanhadas por milhões de pessoas através da TV. O enterro dele foi acompanhado por apenas uma pessoa - sua mãe adotiva. Uma mãe em busca do filho, um filho que precisa de uma mãe. Um drama comovente que culminou com o seqüestro de um ônibus em plena zona residencial do Rio de Janeiro em junho de 2000.” (Wikipedia, "Última Parada 174")
Quem são os culpados pela crescente violência? Talvez a Mídia? As autoridades? O que a população pensa sobre a violência? Aliás, o que é violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. Do ponto de vista jurídico (dicionário jurídico) a violência é considerada como “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.
De modo que na natureza do homem encontramos três causas principais de contenda (disputa). Primeira, competição; segunda, difidência (desconfiança); terceira, glória. A primeira leva os homens a invadir pelo ganho; a segunda, pela insegurança; a terceira, pela reputação. Os primeiros usam da violência para assenhorar-se da pessoa, da esposa, dos filhos e do gado de outros homens; os segundos, para defendê-los; os terceiros, por bagatelas, como uma palavra, um sorriso, uma opinião diferente e qualquer outro sinal de menosprezo, seja direto em suas pessoas ou, por reflexo, em seus parentes, amigos, nação, profissão ou nome. (Thomas Hobbes)
Para Steven Pinker: "A análise de Hobbes mostra que a violência não é um impulso primitivo e irracional, tampouco uma 'patologia'. Em vez disso, ela é o resultado quase inevitável da dinâmica dos organismos sociais racionais movidos pelo auto-interesse".
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