- Estou te falando Vitó. A Flora está muito louca.
- Mas Rafael, você não acha que isso seja só pelo que aconteceu há um tempo atrás, acha?
- Acho que sim. Parece-me que essa maneira que ela vem agindo estranhamente é resultado de um trauma muito doloroso. E hoje a pobrezinha está...
- Verdade. E acho que a questão é: quem é o responsável por toda esta situação?
- Não sabemos ao certo. Há coisas que precisam ser esquecidas. Esta é uma delas. O culpado foi encontrado, mesmo que eu duvide que ele seja realmente o culpado, mas foi encontrado.
- É mas na...
Rafel e Victor pararam de falar ao escutarem os gritos estéricos vindos do quarto próximo à eles, era a Flora:
- Todos são culpados! Malditos! O que vocês fizeram? Psicopatas! Eu não deixarei isto barato...
Rafael, Lorrayna e Victor chegaram correndo ao quarto, em tempo de ver Flora, inconsciente, próxima à janela, a ponto de cair. Mas foi impedida por eles. Após isso acalmou-se, abriu os olhos, e observou-os durante um momento. Sussurrou baixo:
- Há detalhes...que ninguém sabe ainda. Eu sei quais são. Ninguém sobreviveria se soubesse. Ninguém morreria por algo tão sublime e tão intrínseco. Seria como perder uma fonte, algo que lhe dá força, que lhe sustenta. Faz parte da conduta de alguns seres saber executar uma tarefa quando esta lhe é imposta. Enfim, acho que vocês já estão de saco cheio de mim. Por que ainda estão aqui? Por que não estão lá fora procurando seus verdadeiros "Eus"?
- Flora, você sabe que a gente sempre esteve com você, e para nós é difícil te ver nesta situação... – disse dolosamente Rafael.
- Eu? Nesta situação? Como assim? Vocês acham que eu estou enlouquecendo? Acham mesmo que eu não sei que há mais culpados por tudo que aconteceu?
- Mas Flora, ele já foi encontrado...
- Nenhum deles foram encontrados ainda. Tudo isso faz parte dos planos deles, e vocês sabem que eu estou com a razão.
- Flora, a gente chegou a acreditar em você por um longo tempo, mas as pistas levavam à ele, e ele já foi preso. – disse Victor firmemente.
- Victor, deixe-me perguntar algo. Quem você acha que faria uma coisa daquelas e deixaria pistas tão na cara para que lhe encontrasse? Não me responda que isso era justamente o que queria que pensassem. Ele é ingênuo, nunca faria nada para prejudicar ninguém, e minha intuição me diz que o culpado não está sozinho e com certeza não é ele. Perov também acha o mesmo que vocês, veio aqui com Luiza ontem, pra falarem a mesmo coisa. Que eu deveria sair um pouco de casa e tal...
- O que você disse? – perguntou Victor. Rafael e Lorrayna também se assustaram.
- Que Perov e Luisa vieram aqui ontem para me darem uma força e tal.
- Mas Flora isso é impossível. Ou possível. Algo está muito errado nesta situação.
*Obs: os diálogos e situações aqui dispostos são totalmente fictícios. Qualquer semelhança é mera coincidência.